Domingo, 28 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

"No caso dos políticos ansiosos por dar nas vistas, a solução não é tão simples. Tal como aconteceu há tempos ao Presidente da República, não seria adequado pedir a António José Seguro que, a fim de se livrar dos espiões imaginários de que suspeita, desista da liderança do PS. Aliás, é justamente por tanta gente sonhar com o seu abandono da dita liderança que o dr. Seguro decidiu jogar a cartada das "escutas", incluindo queixa à Procuradoria- -Geral. O resultado pretendido é óbvio, leia-se passar a ideia de que, se a direcção socialista é vigiada, a direcção é importante e "incómoda" (no sentido futebolístico do termo:

"Sabemos que o Moreirense incomoda muita gente"). O resultado obtido fica um bocadinho aquém: torna-se evidente que o dr. Seguro se sente acossado dentro do partido e, após a edificante rábula da "salvação nacional", pouco admirado fora dele.

 

Em vez de uma prova de prestígio, o imaginário Watergate do Largo do Rato sugere certo desespero. Isto se mantivermos os pés no chão e tomarmos a história pelo que vale: nada. Mas suponha-se, por dois minutos e mero absurdo, que as "escutas" do Rato existem de facto. Então, o caso assumiria enorme gravidade, exigindo intervenção eficaz e a detenção urgente dos perpetradores. Não para os punir, mas para os tratar. Se houvesse à face da Terra uma única criatura interessada em ouvir as conversas mantidas pelo dr. Seguro e respectivo séquito, esse infeliz careceria de ajuda especializada e imensa compaixão. Pelo amor de Deus: a cada intervenção pública do estado-maior socialista há militantes (nem me refiro aos populares desprevenidos) que, sempre que não adormecem, tentam cortar os pulsos. Que espécie de desarranjo mental seria necessário para espiolhar deliberadamente as intervenções privadas daquela gente? A medicina ainda não sabe. Se soubesse, o dr. Francisco George teria emitido um alerta a propósito."

 

Alberto Gonçalves no Diário de Notícias


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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

No governo, em 2011, o PS negociou e colocou no memorando de entendimento a privatização dos CTT (ponto 3.31 do memorando). Hoje, ao fim de dois anos, o governo aprovou, em Conselho de Ministros, o processo de privatização dos CTT. De imediato, o Partido Socialista manifestou-se contra a privatização, afirmando que esta "lesa os interesses nacionais". Se o discurso é inovador, parece vindo do PCP ou da CGTP, a atitude é coerente. Coerente com o comportamento que o PS adoptou nos últimos 2 anos nas relações com a troika - que chamou - e com o memorando - que negociou, assinou e ainda, propagandeou. 


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Terça-feira, 23 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

"Vem, a propósito, de um "comentador" que insiste em ser sociólogo, economista, politólogo e doutrinário, qual Mikail Suslov, junto dos socráticos socialistas. Diz esta alminha que o corte dos 4,7 mil milhões de euros é "economicamente estúpido" e invoca como testemunho um qualquer estudo para garantir que, em 2014, este corte provocará uma queda de 9,4 mil milhões de euros no PIB.
Bem, vamos ao que existe. Entre 2010 e 2012 a despesa orçamental foi cortada em mais de 11 mil milhões de euros. Dou de barato e ofereço mais um ano, o de 2013. Nestes anos, o PIB (ou seja, pela "óptica do rendimento" o somatório anual dos salários, lucros, rendas, juros ganhos, etc) não cairá 9 mil milhões de euros... Espanto?


Então, vejam: o PIB já cai desde meados de 2010, tendo a economia entrado em recessão no início de 2011, ainda com Sócrates em São Bento! Ou seja, mesmo com os 11 mil milhões de euros "em circulação" - agora "sugados ao consumo" - o PIB já estava a estatelar-se... e assim continuaria! O País falia, os cofres do IGCP estavam à míngua e tiveram de chamar a troika para pagar salários, pensões e reformas!
É isto que os socráticos nunca entenderão: injectavam gasolina e o motor... gripava. Descontrolados, bateram na parede.
Agora anuncia-se que no II trimestre deste ano a economia terá dado a volta, interrompendo dez trimestre recessivos (inicados por Sócrates, repito).
Os socráticos estão atarantados! Isto é demais. Então corta-se na despesa e a economia cresce? Mau...


Pois. Não digo que o corte da despesa não possua efeitos recessivos no imediato. A alteração do modelo estrutural da economia, com base em sectores exportadores ou de substituição de importações, é algo que demora a dar resultados. Mas, ao mesmo tempo, a despesa não reprodutiva que é subtraída à economia não gera mais défice orçamental e mais dívida pública do Estado, para além de ter efeitos benéficos nas contas externas. Ora, é isso que se está a assistir, com sacrifícios, diga-se."


Rudolfo Rebelo no seu perfil no Facebook


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Domingo, 21 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

"Para espanto de alguns, e no meio de queixinhas à altura da gravidade dos protagonistas, o acordo imaginado pelo prof. Cavaco falhou. Para os que não chegaram anteontem à Terra, o acordo tinha de falhar. Do ponto de vista político, já era absurdo supor que PSD e CDS conseguiriam irromper num ápice com uma estratégia comum e credível, após dois anos em que partilharam o poder e discordaram todos os dias. Mas roçava o surreal presumir que o PS se comprometeria com um processo que, afinal, consistia em legitimar o Governo e os apertos que os socialistas acham facultativos. Subscrever o que quer que fosse seria, no que respeita ao dr. Seguro, o equivalente a renunciar de vez ao cargo de primeiro-ministro e, em breve, à liderança do partido. As ameaças da ala "bolivariana" do PS, i.e. o dr. Soares, os resmungos da tralha "socrática" e os exercícios de consagração de António Costa cuidaram que o dr. Seguro só acordaria a "salvação nacional" se estivesse a dormir. Contra inúmeros indícios em contrário, não está.


(...)


O que seria de Portugal sem Boaventura de Sousa Santos? Um país muito mais triste, com certeza. Não falo só por mim, que enquanto cronista tenho no exótico sociólogo uma preciosa ajuda ao meu ganha-pão e enquanto cidadão me divirto à grande com a criatura. Falo pelos inúmeros compatriotas meus que alegram os dias à custa de cada atoarda de BSS. Já dizia o Reader's Digest: rir é o melhor remédio, e nisto BSS vence amplamente a Aspirina e o Lexotan. Como vantagem adicional, não possui contra-indicações nem possibilidade de sobredosagem: B de SS nunca é demais.

 

(...)

 

Na recente comemoração dos 30 anos de existência de "Os Verdes", um dos seus dirigentes orgulhou-se de terem estado sempre "ao lado das pessoas e das populações". Em contrapartida, é complicado apurar se as pessoas e as populações alguma vez agradeceram o esforço, visto que nunca puderam expressar a sua opinião através do voto. De 1983 em diante que a simpática agremiação hoje chefiada pela dra. Heloísa Apolónia concorre a reboque do PCP, ou melhor da APU, primeiro, e da CDU, depois (convém esconder a palavra "comunista"). Os resultados eleitorais da agremiação avaliam-se apenas em função da proporcionalidade que o PCP lhe atribui dentro da coligação. Nas "legislativas" de 2011, o resultado foi de 55 mil eleitores, número que dificilmente "Os Verdes" conseguiriam sozinhos, mas de qualquer maneira um truque que lhes permite dispor de farto tempo de antena na Assembleia da República e, no que à presente semana diz respeito, apresentar uma moção de censura a um Governo que, sofrível ou péssimo, se viu escolhido por quase três milhões de portugueses."


Alberto Gonçalves no Diário de Notícias


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Sábado, 20 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

No ponto 1.1.1 do documento de propostas para o "compromisso de salvação nacional", o PS reafirma a sua oposição aos cortes de 4.7 mil milhões de euros exigidos pela troika até ao final de 2014. "Parar com os cortes de 4,7 mil milhões de euros acordados entre o Governo e a troica na sétima avaliação", lê-se. O PS além de não querer dimininuir a despesa pública, pretendendo "parar com os despedimentos na função pública, com mais cortes nas pensões atuais, com a “contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões” e com a redução de vencimentos" (Ponto 1.1.1), propôs ainda um conjunto de medidas que aumentam a despesa pública. Esta atitude assemelha-se à do indivíduo que, já estando à beira do coma alcoólico, quer continuar a beber whisky. O Partido Socialista propõe portanto um aumento "das pensões mais baixas e a extensão do subsídio social de desemprego por mais seis meses" (Ponto 1.1.2), "reposição dos níveis de proteção social assegurados pelo complemento social para idosos e pelo rendimento social de inserção" (Ponto 6, alínea 4) ou ainda a criação de um "programa de reabilitação urbana como prioridade para a eficiência energética" (Ponto 1.4.7). Se a estas medidas somarmos os cortes de impostos também defendidos, chegamos à conclusão de que o PS esqueceu-se por completo dos compromissos assumidos com a troika em termos de défice orçamental. Outro ponto interessante é o facto de todas as medidas que aumentam a despesa pública não estarem quantificadas. Apenas vemos manifestações de interesses, do jeito de panfleto eleitoral. Na prática todo o documento parece um sumário executivo de um programa eleitoral, o que mostra bem qual a prioridade de António José Seguro e dos seus compagnons socialistas. O défice do Estado situou-se em 2012, não contando com medidas extraordinárias, nos 10.6 mil milhões de euros. A dívida pública ronda os 127% do PIB. O país encontra-se sob assitência financeira, sendo a troika a financiar o défice. Perante este cenário, qual a resposta do PS? Gastar, gastar, gastar. 2 anos depois (ou melhor, 39 anos depois), o PS ainda não aprendeu a lição. 


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Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

Tribunal trava fecho da Maternidade Alfredo da Costa

Não surpreende. Qualquer tentativa de reformar o Estado e a relação que este tem com os cidadãos tem esbarrado no crivo dos juízes. Nos últimos dois anos já se registaram várias decisões neste sentido, quer seja nas instâncias inferiores quer seja no sacrossanto Tribunal Constitucional. A Oeste nada de novo, portanto. 


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Terça-feira, 16 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

 


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Sábado, 13 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

Salário mínimo pode aumentar nos Açores


Diploma foi aprovado pelos votos a favor do PS, PCP, BE e CDS, com a abstenção do PPM e votos contra do PSD. Proposta será agora enviada a Lisboa para decisão final.


Notícia aqui


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Sexta-feira, 12 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

"Alguém acredita que Passos, Portas e Seguro façam um acordo que viabilize medidas de governo até Junho de 2014? Se alguém fosse ao cinema ver um filme destes, diria que é um filme de ficção – para maiores de 12, 16 ou 18, depende. Se fosse possível, era bom, mas não era feito assim. Eu fui educado no ‘sá-carneirismo’, que tem uma regra básica: coisas claras, nada de águas pantanosas ou turvas. A clarificação exigiria isto: ‘Ou há um governo com toda a força do mundo ou eu tenho um governo para propor aos partidos. Se não há uma coisa nem outra, vamos para eleições’. Isto eu perceberia, aplaudiria e ficaria contentíssimo."


Pedro Santana Lopes, em entrevista ao Sol


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Quarta-feira, 3 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

 

Pedro Passos Coelho


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Terça-feira, 2 de Julho de 2013
por Alexandre Poço


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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

 

O ministro das Finanças que mais despesa pública cortou na história da democracia portuguesa: cerca de 13 mil milhões de euros em 2 anos. Obrigado Vitor Gaspar!


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por Alexandre Poço

Só para refrescar algumas memórias, o supostamente milagroso PEC 4 previa que atingíssemos no corrente ano de 2013 um défice orçamental de 2%, partindo daquilo que o Governo dizia ser uma base de 7,3% em 2010. Uma redução de cerca 5% do PIB em três anos, ou seja, um ritmo de austeridade igual ao que este governo acabou por fazer. Isto porque, o défice de partida em 2010 foi revisto para cerca de 10% porque os prejuízos das empresas públicas, os buracos no BPP e no BPN, as PPP e outras desorçamentações, obrigaram à revisão das contas nacionais de 2010 até 2007. Sobre estas pequenas "distrações" não ouvimos grande coisa do ex-ministro, nem do ex-primeiro-ministro, e isso é que teria sido instrutivo.


João Cotrim Figueiredo no Diário Económico


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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

“Proponho que a UE estabeleça como objetivo para o ano 2020 que nenhum país possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia.”


António José Seguro


PS: A prova aqui


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Domingo, 16 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

"É compatível ser vereador, deputado e coordenador", diz João Semedo, um dos ventrículos falantes - quiçá o esquerdo - do Bloco de Esquerda, deputado no parlamento e candidato à Câmara Municipal de Lisboa. Recordemos esta afirmação quando na praça pública aparecer alguma persona que acumule presenças em vários órgãos de administração ou conselhos consultivos de empresas públicas, semi-públicas ou privadas. Esperemos que o dedo inquisitorial típico dos bloquistas não fique, como é habitual, em riste. 


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Sábado, 15 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

"Há, no caso vertente dos professores, quem julgue normal que 10.000 professores do secundário continuem a vencer com horário zero, ou seja, sem darem aulas. Para proteger o indefensável, o pieguismo, variante manhosa de estupidez, quer convencer os portugueses da justeza das reivindicações de quem não tem funções, mas quer continuar sentado à mesa do orçamento. A questão dos professores é muito simples. Em 1974, a taxa de natalidade em Portugal era de 3,01, em 1980 de 2,19, em 1990 de 1,43 e em 2010 de 1,35. O boom do ensino universitário escondia, afinal, a lenta inversão da pirâmide, o envelhecimento da população, o fim anunciado da população escolar do básico e secundário. Em 2010 nasceram 94 mil crianças, o que quer dizer que em 2021 só haverá 94 mil alunos a entrar no no ensino secundário. Com os duzentos mil que lá estarão, a população do primário e secundário nunca chegará aos 300 mil.


Cegos, indiferentes à catástrofe que se aproximava, governos sucessivos continuaram a contratar dezenas de milhares de novos docentes. Actualmente, entre os 100 mil docentes, há 35 mil professores considerados a mais no ensino. Em 2021, persistindo na defesa desses postos de vencimento, haverá três alunos por professor. Aqui está, sem florentinismos, a verdade a que os defensores do indefensável continuam agarrados."


In Combustões


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Terça-feira, 11 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

A sondagem publicada no Correio da Manhã durante o fim-de-semana para Oeiras traz excelentes notícias a um concelho que nos últimos tempos tem andado no lamaçal mediático. O estudo feito pela SGEST (empresa acreditada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, ERC), revela que 34,7% dos eleitores votam em Francisco Moita Flores, seguido de longe pelos 17,9% que votam em Paulo Vistas, vice-presidente de Isaltino Morais, e ainda mais longe pelos 12,2% que votam em Marcos Sá, candidato do Partido Socialista.


Estes dados mostram que a candidatura mais agregadora e que une verdadeiramente os oeirenses é a do independente Moita Flores, que nesta jornada conta com o apoio do PSD, do PPM e do MPT. O perfil e a história de Moita Flores fazem com que tenha o voto de todos os grupos do eleitorado e que, em termos de alinhamento político, consiga ter naturalmente o voto da direita em Oeiras, mas também entre muito bem no filão da esquerda, fruto de um discurso coerente e verdadeiro no que toca aos problemas e desigualdades sociais, bem como, por ser um homem da cultura e das artes. 


Hoje, os objectivos para Oeiras já não são os lugares cimeiros dos rankings nacionais, o concelho deve procurar competir a nível europeu no que toca a educação, qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, coesão social, inovação tecnológica, competitividade, empreendedorismo. Para tal, Francisco Moita Flores tem procurado transmitir esta ambição em todos os sítios do concelho a que se desloca, dos cafés às empresas, das escolas às associações e sociedades recreativas, dos clubes desportivos às instituições de solidariedade social. O programa eleitoral que está a ser construído visa estes objectivos, seguindo a máxima de pensar global, agir local. No seio da candidatura Nova Ambição estão a preparar-se as bases para que Oeiras fique mais próspera, coesa e desenvolvida, pensando numa lógica do município como parceiro, como agilizador e como impulsionador dos projectos que todos - os oeirenses e os das outras terras - querem fazer no concelho de Oeiras. Ora, os oeirenses estão em sintonia com esta Nova Ambição para Oeiras. Nas ruas, quando se fala com as pessoas, a candidatura de Moita Flores colhe a simpatia e o agrado de muitos. Esta sondagem vem apenas confirmar numericamente aquilo que temos assistido no dia-a-dia desta jornada por Oeiras. A candidatura de Moita Flores é uma lufada de ar fresco num concelho a precisar de energias novas para continuar na senda do desenvolvimento.

 

Quanto aos mais directos adversários, estes números parecem significar algo: a candidatura de Paulo Vistas não consegue passar a ideia que pretende, a de ser a continuidade de Isaltino Morais, pois os oeirenses sabem bem que Isaltino só há um e que por mais que se tente fazer a colagem, o partido do Isaltino - movimento criado em 2005 - só faz sentido com o seu mentor e inspirador. Isto que escrevo é também um factor de instabilidade dentro do próprio movimento de Isaltino, já com várias saídas de elementos com destaque nos últimos anos, por discordarem deste rumo que o projecto tomou. No que toca aos socialistas, em 2009, o PS apostou forte em Oeiras com Marcos Perestrello. Em 2013, o PS desistiu de Oeiras, não conseguindo trazer um bom candidato, limitou-se a escolher um homem da concelhia, alguém que a maioria dos oeirenses não conhece. Porém, sendo o objectivo da candidatura do PS mais interno, para os jogos de poder dentro do partido, do que externo, para um novo projecto em Oeiras, Marcos Sá não ficará totalmente surpreendido com estes números. 

 

Sendo apenas uma sondagem - devemos ter sempre isto em conta - os números são optimistas para quem deseja ver o virar de página em Oeiras. Francisco Moita Flores está a conseguir transmitir a sua mensagem de esperança aos oeirenses, tendo sido até ao momento o único candidato a apresentar propostas concretas, não tendo receio de dizer ao que vem, porque vem e com que objectivos. Uma candidatura bem estruturada, criativa e que pretende incluir todos, que não se fecha em capelinhas ou grupinhos. Um candidatura de esperança, optimista naquilo que todos são capazes de fazer por esta bonita terra. Uma candidatura em sintonia com os oeirenses. Em suma, uma candidatura que coloca Oeiras no Rumo Certo!


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Domingo, 9 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

"Nós, comunistas, não aceitamos o jogo das eleições. As eleições não me interessam nada! Nada! Se crê que a questão se pode reduzir às percentagens dos votos obtidos por um partido ou por outro, engana-se redondamente."

 

Álvaro Cunhal, em 1975, numa entrevista a Oriana Fallacci.


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por Alexandre Poço

É quase obrigatório ver esta entrevista de Pedro Santana Lopes ao Daniel Oliveira no programa "Alta Definição". Recomendo vivamente!


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Segunda-feira, 3 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

No encontro da semana passada na Aula Magna, falou-se muito da substituição do poder económico - visto por quem lá se deslocou como o Satanás da sociedade - pelo poder político - a fonte de toda a regeneração. Ouvi dois ou três discursos dos solenes que usaram do púlpito e de imediato, lembrei-me do que Friedrich Hayek escreveu, em 1944, no célebre Caminho para a Servidão: "A substituição do poder económico pelo poder político, actualmente tão reinvidicada, significará necessariamente a substituição de um poder limitado por um outro a que ninguém se pode furtar. Aquilo a que se chama poder económico pode ser usado como instrumento de coerção, mas está nas mãos de particulares; nunca é um poder exclusivo nem completo, nunca é o poder sobre a vida de uma pessoa. Contudo, se for centralizado como instrumento do poder político, cria um grau de dependência que mal se distingue da escravatura.


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Quinta-feira, 30 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

O encontro promovido pelo Pai Fundador entre as esquerdas (aos 88 anos podia ter-lhe dado para outras coisas que não a tarefa de cupido) tem já algumas conclusões antecipadas:

 

- Precisamos de mais despesa, menos impostos, mais défice e menos dívida.

 

- O governo é mau porque é neoliberal (elaborar isto é complicado, pois teríamos de começar por explicar o que é o adjectivo que se imputa ao sujeito, o que é capaz de demorar). 

 

- O BCE, Hollande e o SPD vão ajudar-nos (esta passa com abstenções de braço no ar de elementos estalinistas e trotskistas. Miguel Tiago e Ana Drago saem da sala antes de se votar). 

 

- Vítor Gaspar é fanático. 

 

- O PSD não está com o governo, basta ouvir a Manuela Ferreira Leite para se perceber isto.

 

- O CDS não aguenta o barco por muito tempo. 

 

- Precisamos (as esquerdas individualmente) de fazer qualquer coisa, talvez um congresso ou outro encontro. 

 

- Jorge Jesus deve continuar porque o Benfica passou a disputar os títulos até Maio. 


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Domingo, 26 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

"Ou, para usar o léxico em voga, os políticos não têm credibilidade. Ai, quanta saudade do tempo em que os políticos eram credíveis. Lembro-me como se fosse hoje de quando elegíamos gente cumpridora, unicamente preocupada com os célebres interesses do País e alheia quer a interesses partidários quer pessoais. Gente altruísta que sacrificava a popularidade a fim de servir o bem-comum. Gente ponderada, que nunca criaria as condições para entregar a nação ao FMI. Gente lúcida, que jamais permitiria a destruição, paga em cheque, do sector primário. Gente esclarecida, que sabia aplicar com rigor e parcimónia os "fundos" europeus. Gente determinada, que não cedia à atracção dos sindicatos pelo caos. Gente precavida, que se negou a autorizar o crescimento incessante da máquina estatal. Gente racional, que preferiu perder votos a alimentar a ficção de um assistencialismo desaconselhável e inviável. Gente insubmissa, que não sossegou enquanto não desmantelou uma Constituição devotada ao socialismo e acarinhada pelos comunistas. Gente avisada, que sempre preservou o equilíbrio das contas públicas. Gente decente, que combateu por dentro os naturais apetites do Estado para controlar a ralé desde o bolso até ao hábito. Gente democrática, que acautelou a probidade do sistema judicial. Gente visionária, que garantiu a exigência e a qualidade do ensino. Etc."

 

"Para os media e os "especialistas" da política e da economia, logo para a vasta maioria da opinião pública, a austeridade em que caímos é opcional. O Governo desatou a empobrecer os portugueses só porque retira farto gozo do exercício e não porque uma dívida descontrolada nos deixara próximos do colapso e em plena dependência da caridade (a juros) do exterior. Poucos se dão ao trabalho de notar que sem os apertos vigentes (e os que faltam) a troika não nos atura, que sem a troika os apertos serão imensamente maiores e que no mundo real não há descontos: os golos sofrem-se muito antes dos 92 minutos."


Alberto Gonçalves no Diário de Notícias


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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

No próximo dia 27 de Maio, na Católica do Porto, ocorrerá uma conferência que pretende discutir qual o melhor caminho político e económico para Portugal, sob a perspectiva do liberalismo económico. Os principais oradores serão o Deputado Michael Seufert, deputado da Assembleia da República pelo CDS e o André Azevedo Alves, professor da Universidade Católica Portuguesa. Pela qualidade do painel e relevância do tema em discussão, aconselho vivamente a presença a todos! As inscrições fecham no dia 25 de Maio (este sábado) e todos os pormenores do evento podem ser consultados aqui


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Terça-feira, 21 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

Uma singela resposta de um rapaz de 16 anos, Martim Neves de seu nome, chegou para o discurso de cassete da "investigadora" Raquel Varela. Um verdaderio "Over it". Parabéns Martim pelo exemplo e pela esperança que o teu exemplo consubstancia. Boa sorte com as camisolas!


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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

Passos em económica e Sócrates em executiva

 

"Tão perto e tão longe, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho viajou em classe económica, obrigado pela regra que impôs a todo o governo no início do mandato. Livre de tais constrangimentos, o ex-primeiro-ministro e comentador dominical da RTP, José Sócrates, viajou em executiva. Onde, aliás, era o único passageiro."


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Sexta-feira, 3 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

Ex-colega do avô de Vítor Gaspar esteve na manif da UGT


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Segunda-feira, 29 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

A actual situação política no concelho de Oeiras não pode deixar de preocupar os oeirenses. Na semana passada, a prisão do Presidente Isaltino Morais veio alterar o consenso até então existente sobre a governação da câmara, garantida com o apoio dos vereadores do PSD, pois o grupo de cidadãos independentes criado por Isaltino Morais não tem maioria no executivo. A entrega dos pelouros por parte dos vereadores do PSD foi uma decisão sensata e justificável face ao sucedido. Actualmente, Oeiras é um caso excepcional - por maus motivos, ao contrário do que é habitual - entre os 308 municípios do país: o presidente da autarquia continua a gerir a câmara da prisão. Se é certo que "à justiça o que é da justiça, à política o que é da política" e nenhum partido deve pronunciar-se sobre as decisões judiciais, esta situação prejudica a imagem e a reputação do concelho, pelo que tem de ter consequências políticas. A entrega dos pelouros por parte do PSD é a decisão certa para defender Oeiras. O caso é ainda mais grave politicamente se constatarmos que Isaltino Morais é o cimento cola da coligação existente no executivo municipal, pois é na sua obra e no desenvolvimento que liderou em Oeiras que a esmagadora maioria dos oeirenses se revê e votou nas últimas eleições autárquicas. Na sua ausência, e nestes termos, não faz sentido manter o acordo no executivo, pois seria estar a lesar a reputação do concelho. Embora o mandato autárquico 2009 - 2013 esteja perto do fim, o que também coloca um ponto final numa situação que se arrasta, o entretanto é penoso e prejudicial para Oeiras. Esta situação, mesmo que por poucos meses, é insustentável. Oeiras e os oeirenses não merecem isto.


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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

Há anos que ouvimos a ladainha que nos diz que é preciso trazer "nova gente" para a política. Gente que faça a "renovação" do desgraçado e pútrido sistema político, maioritariamente constituído por políticos profissionais. Diz-nos o senso comum que devemos sentir repulsa pelo carreirismo partidário que se inicia nas inefáveis jotas e tem continuidade no parlamento, nas autarquias ou no governo. Um movimento novo, qual agrupamento de D. Sebastiões independentes, é urgente para a restauração do regime. Esse movimento novo tem de nascer para lá dos partidos, como que por geração espontânea, e o ódio ao partidarismo e ao caciquismo deverá ser o cimento cola. A política feita por políticos profissionais é um nojo. Os partidos têm de trazer pessoas de outras áreas.

 

Ora, é engraçado ver a reacção dos que passam a vida a apontar os defeitos dos políticos quando os partidos vão buscar pessoas fora da esfera política para desempenharem cargos ou para se candidatarem a algum lugar. Se é alguém da academia ou da ciência, essa pessoa não conhece a realidade e não será um homem de acção, pois falta-lhe senso político (o mesmo que é simultaneamente odiado). É ver a forma como o Ministro Álvaro é tratado desde que tomou posse. Neste artigo no Blasfémias, o João Miranda já abordou o assunto de forma muito feliz. Nos últimos dias, as novidades do PS Oeiras e do PSD Porto para as respectivas candidaturas autárquicas deram-nos mais dois exemplos desta cultura que odeia políticos profissionais e que pede "renovação" mas que quando confrontada com as personalidades vindas de fora do meio político reage lembrando o populismo das escolhas, a decadência partidária e a falta de perfil para desempenhar cargos políticos. Como alguém disse no Twitter sobre estas escolhas: "Acenam com cromos para ganhar votos".


Ficamos então a saber que um professor universitário, um apresentador de televisão, um ex-futebolista ou um antigo árbitro não servem para a dita renovação, sendo que no caso dos últimos três isto é claramente uma manobra para ganhar votos devido à visibilidade mediática alcançada nas anteriores profissões. Esta gente na política é que não. A política tem de ser tratada de outra forma. São uma vergonha estes movimentos e estas candidaturas. Viva os políticos profissionais!


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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

O Partido Popular Monárquico (PPM) declarou hoje publicamente o apoio à candidatura independente de Francisco Moita Flores à Câmara Municipal de Oeiras. Depois do apoio do PSD e de históricos do PS, a candidatura Uma Nova Ambição soma e segue. A forma como o projecto tem sido recebido nas ruas do concelho pelos oeirenses é um bom augúrio para o difícil desafio do próximo Outono. Uma candidatura bem pensada e estruturada, em torno de um homem com valores, visão e experiência, que tem procurado envolver as pessoas na construção de um programa eleitoral à medida das ambições e dos sonhos de cada um daqueles que vivem, estudam e trabalham em Oeiras. Moita Flores segue para bingo!


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Quarta-feira, 17 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

A agência de publicidade M&C Saatchi prestou a sua homenagem a Margaret Thatcher, recordando-a como a 'The best client we ever had'. O célebre cartaz, reproduzido em cima, deu voz ao slogan da campanha de 1979 que levou os conservadores ao poder e Thatcher a Primeira-Ministra do Reino Unido. A agência, que foi responsável por essa campanha, decidiu fazer um anúncio no Sunday Times e espalhou outdoors pelas ruas a lembrar esse momento marcante da vida da Lady Thatcher. Um bonita homenagem do marketing político!


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