Quinta-feira, 1 de Agosto de 2013
por Dita Dura

@fvicentedasilva

Faz parte da política que vale a pena, a esquerda altruísta, assertiva e realista. O Francisco é sensível às questões sociais, verdadeiramente preocupado com os mais fracos e frágeis, defensor dos desprotegidos. Ao mesmo tempo, tem uma inteligência muito acima da média e um sentido de humor apurado. O resultado final é um Twitter forte, pragmático, sem medo e sem complexos, mas com muita piada.

 

@diogobeja

O Diogo Beja tem a paixão da rádio. Além de ser um dos comunicadores nacionais mais conhecidos, faz o programa da manhã da Antena 3 há largos anos. Trabalha na rádio desde sempre e aparece muitas vezes na televisão. Além de ser uma simpatia, tem um humor descomunalmente divertido. Impossível perder os seus tweets.

 

@luismiguelrocha

O Luís Miguel Rocha é um dos escritores portugueses mais lidos e vendidos em todo o mundo. Apesar de ser bem-sucedido e até alvo de inveja, nada disso se nota no seu Twitter. É sim uma pessoa simples com gostos perfeitamente humildes. Quem o segue e com ele interage, tem a impressão que é um de nós, sem vedetismos.

 

@pedroteich

O Pedro Teichgräber é uma das maiores promessas do jornalismo português. Mas é muito mais do que isso. O seu Twitter é apenas e só a melhor fonte de links sobre social media, notícias, artigos de interesse e vídeos. Na minha opinião pessoal, o melhor conjunto agregado em toda a internet.

 

@ruimalheiro

O futebol é um dos assuntos preferidos do Twitter. Toda a gente tem algo a dizer, todos apoiam a sua equipa quando o esférico rola na chuteira do craque, remata para o golo e a timeline vibra. O Rui Malheiro é um dos maiores entendidos do assunto, pelas análises detalhadas que faz, pelo conhecimento das táticas e dos jogadores, das equipas e dos campeonatos. De Portugal até ao Vietname, da primeira-divisão até aos regionais.

 

@paulanevesd

A Paula Neves é uma das mais conhecidas e talentosas atrizes portuguesas. No Twitter tem a simpatia e gentileza de uma verdadeira senhora. Partilha a sua vida e os seus amores de forma descontraída, como uma mulher comum. Sem vedetismos. E revela acima de tudo o excelente ser humano que é.

 

@nelsonrosado

Toda a gente sabe do talento do Nélson Rosado, mas nem todos conhecerão a sua extrema humildade e empatia. Partilha as suas viagens, os seus gostos, o dia-a-dia cheio de novidades. Muito boas fotografias não faltam e, claro, grande música.

 

@fcancio

Polémica e frontal, está quase sempre no centro das disputas acaloradas do Twitter. Mas concordemos ou não com as suas posições e opiniões, descobrimos na Fernanda Câncio uma das melhores jornalistas portuguesas, séria e isenta no exercício da sua profissão. No Twitter revela um humor extremamente cáustico e mordaz. E no meio ainda fala da inclinação musical e literária, que é exímia.

 

Tenho pena de não mencionar muita gente que merecia, sem sombra de dúvida. Alguns estou apenas agora a descobrir e talvez mencione no futuro. No Brasil também há muito boa gente e provavelmente com melhor qualidade. Isto sem falar nos americanos.  Em breve farei uma compilação para além do nosso pequeno rectângulo. Se entretanto quiserem completar esta lista, coloquem na caixa de comentários.


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Sexta-feira, 26 de Julho de 2013
por Dita Dura

Entrei na rede social Twitter há mais de três anos com o nome Dita Dura. Em pouco tempo comecei a ter algum sucesso e passados alguns meses já era uma das contas portuguesas com mais seguidores. Falando de tudo e de nada, misturando assuntos sérios com piadas sem sentido, desenvolvi um personagem assente num humor extremamente cáustico e assertivo. Tentei também provar que é possível ser crítico e concludente, sem fazer ataques pessoais ou insultos gratuitos. Penso que deixei a minha marca ao longo deste tempo e esta convicção deixa-me com o sentimento cumprido de ter divertido, entretido e suscitado reflexões.

 

Amanhã irei revelar a minha identidade, colocando no perfil o meu nome verdadeiro e fotografia. Sei que é um risco, porque acredito que grande parte do sucesso vem deste mistério, mas a verdade é que é um ciclo que se fecha. É uma marca que se foi esvaziando ao longo dos tempos e que não pode ser eterna. Até agora, nunca geri esta situação com planos elaborados e decisões pensadas, mas sim de forma intuitiva e rápida.

 

O meu objetivo foi sempre apenas o de provocar o riso, desviar a atenção dos problemas e sofrimentos da vida, parar um pouco para pensar de forma leve e espontânea. Durante esta viagem pude contar com a gentileza e simpatia dos elogios de uma quantidade infinita de pessoas, que foram a razão desta caminhada ter sido tão longa. A estrada não termina aqui, não conto mudar muita coisa, mas é muito provavelmente o princípio do fim.


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Domingo, 26 de Maio de 2013
por Dita Dura

A Procuradoria Geral da República viu que a maioria dos jogadores do Benfica não cumprimentou o Presidente? Processos à vista.


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Sábado, 18 de Maio de 2013
por Dita Dura

Primeiro foram os abortos grátis, depois os divórcios na hora, seguiu-se o casamento gay, agora a cu adopção.

 

Esta gente não se limita a destruir-nos financeiramente, quer também a nossa alma.

E a alma de qualquer sociedade é a Família.


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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
por Dita Dura

A melhor forma de ensinarmos às crianças o que é o Governo é comendo 40% da sua sobremesa.

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Domingo, 7 de Abril de 2013
por Dita Dura

Buraco de 1300 milhões? Os juízes do TC resolvem. Ou a oposição. Diz que vão encontrar poços de petróleo.


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Segunda-feira, 1 de Abril de 2013
por Dita Dura

O Twitter é uma rede social ou um site de microblogging ou aquilo que lhe quisermos chamar. Seja o que for, é um lugar para onde converge cada vez mais gente de todos os lados do mundo. Se quisermos estabelecer uma comparação, o Facebook é a televisão e o Twitter a rádio: um é mais visual, outro com mais imediato; um mais passivo, outro mais comprometido; um mais rigoroso, outro mais próximo. Por isso mesmo, há cada vez mais casos de responsáveis mundiais, como qualquer presidente ou o próprio Papa, que o utilizam para comunicar de forma simples e directa, assertiva e eficaz. A principal razão do sucesso é ser uma ideia clara, com conceitos muito básicos e sem grandes regras. E no final acaba por ser quase viciante.

 

Não deixarei de ser humilde se disser que o meu caso é de sucesso: sou das pessoas em Portugal com maior notoriedade no Twitter, com vinte e cinco mil seguidores e, muito mais importante, com mais conectividade e replicações de mensagens. De nada serve ter dezenas de milhares de seguidores inativos, de proveniência duvidosa, ou a quem somos indiferentes. Por isso mesmo, a melhor forma de medir a grandeza da interatividade de um utilizador é através da combinação de vários factores, como os retweets, menções, listagens, mensagens diretas e nível de correlação com outros sites. Podemos dizer que esta medição não é importante para quem busca apenas o divertimento, como eu, mas gostaria de parar um pouco para reflectir sobre a eficácia da publicidade no Twitter. Sendo à primeira vista um site tão minimalista, será possível e conveniente uma empresa investir neste campo? A minha primeira resposta é que não é desejável que haja uma inundação de empresas e marcas a fazerem spam a torto e a direito. Mas o meu caso prova que se for feito de forma congruente, pode ser muito mais eficaz do que qualquer campanha na televisão e alcançar mais público do que um outdoor numa rua movimentada.

 

O que é a Dita Dura senão uma marca? Ninguém sabe quem eu sou, mas toda a gente que me segue fixa atentamente quando vê o “D” maiúsculo num noticiário na TV, ou uma referência na rádio ou num jornal. Qualquer marca pode conseguir o mesmo com uma estratégia bem delineada e, longe dos conceitos tradicionais de marketing, com um estímulo de emoções em perfeita sintonia com as necessidades de quem está do outro lado. E a primeira dificuldade de alguém que se assume como anónimo é conseguir um certo nível de empatia, mas isso é possível através de certas técnicas muito simples, que incluem a ideia de neutralidade perante todos os utilizadores e a amizade com cada um. Se não me posso aproximar fisicamente de ninguém e ninguém pode saber quem sou, a melhor forma é manter esse mistério e tentar que seja uma aura que sirva a todos. Também seria impossível, ou demasiado desgastante, responder a todas as menções e temas, por isso o melhor é dispersar ao máximo e efectuar uma limitação de assuntos e variações sobre o mesmo tema. No entanto, tenho preferências e opiniões, gosto de as discutir e ter medo delas apenas me tornaria distante e inacessível. A junção de todos estes elementos mostra claramente que é possível haver verdadeira empatia sem interação, não apenas uma ilusão de sensações.

 

Não pude deixar de tirar estes apontamentos, numa altura em que tanto se fala de social media, tantas vezes por pessoas que estão a milhas da realidade. O segredo está em conhecer do que se fala e tirar partido das particularidades e especificidades das redes sociais, ao mesmo tempo que se deve entender como as pessoas agem, sentem e são nestes sítios. No meu caso, a parte do processo criativo não é cansativa ou morosa, porque acontece em todo o lado: na rua, no semáforo, na casa de banho, numa fila de espera. Basta ter o telemóvel e, ao todo, não dura mais de quinze a vinte minutos por dia. É simples e, acima de tudo, muito divertido. O meu prazer é o mesmo de milhões de utilizadores de todo o mundo e o meu objectivo esgota-se nesse mesmo prazer.


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Domingo, 3 de Março de 2013
por Dita Dura

Se for para fazer uma revolução, estou convosco. Agora ajuntamentos para cantar musiquinhas antigas, prefiro um concerto dos Rolling Stones.


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por Dita Dura

Foto tirada por mim, enquanto se cantava o Grândola na Avenida dos Aliados.

 

 

Quantas pessoas estiveram na manifestação de ontem?

 

Números do Público versus Números do Diário de Notícias (A Realidade versus A Ficção)

 

Mas há quem goste de publicações de ficção. 


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Domingo, 24 de Fevereiro de 2013
por Dita Dura

Na noite dos Óscares, deixo aqui as minhas escolhas pessoais. Tendo visto todos os filmes, com excepção do melhor filme estrangeiro e de animação, observo que este foi um ano de grandes produções em películas de mais de duas horas. Django Unchained é puro entretenimento, numa mistura de western spaghetti com Kill Bill; Lincoln é uma lição de história americana para quem tiver paciência; Argo é espionagem e acção num filme intermitente; Zero Dark Thirty é a desilusão do ano; Les Misérables é a supresa de vermos o Hugh Jackman e o Russel Crowe a cantarem; Silver Linigs Playbook é um argumento modesto com interpretações geniais; Life of Pi é a produção espectacular e fiel ao livro; Amour é o orgulho europeu sobre um tema polémico; e Beasts of the Southern Wild o ressurgimento do neo-realismo num filme surpreendente.

 

 

Melhor Filme: "Django Unchained"

 

Melhor Realizador: Ang Lee por "Life of Pi"

 

Melhor Ator Principal: Bradley Cooper em "Silver Linings Playbook"

 

Melhor Atriz Principal: Quvenzhané Wallis em "Beasts of the Southern Wild"

 

Melhor Ator Secundário: Robert De Niro em "Silver Linings Playbook"

 

Melhor Atriz Secundária: Anne Hathaway em "Les Misérables"

 

Melhor Argumento Original: Django Unchained

 

Melhor Argumento Adaptado: Beasts of the Southern Wild


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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013
por Dita Dura

Conheci o Dom Carlos de Azevedo há vinte anos. É uma das pessoas mais inteligentes e cultas com quem me cruzei, o que não é dizer pouco. Nunca  lhe notei qualquer vício contra os ensimentos da Igreja. Era uma pessoa muito respeitada pelos alunos e já se notava uma grande propenção para o diálogo e a política.

 

Um dos grandes problemas da hierarquia da Igreja, assim como de qualquer outra organização humana, é a existência de lutas internas pelo poder, manobras de bastidores e maledicência. Não sei, nem quero saber, o pormenor sobre as acusações feitas, mas basta somarmos dois mais dois para termos noção do aproveitamento que foi feito, tanto dentro como fora da instituição católica. 

 

O que realmente impressiona nesta situação é a figura caricata dos pretensos púdicos ateus e agnósticos que se levantaram contra o comportamento do Bispo. Como se tivesse cometido um crime. Como se fosse alguma coisa que lhes dissesse respeito. Atirar a primeira pedra é fácil, o difícil é olharmo-nos ao espelho e reconhecer quem somos. É por estas e por outras que há tanta gente na praça pública com tão pouca credibilidade. E não estou a falar do Carlos de Azevedo.


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por Dita Dura

Não és herói por interromper as pessoas com o Grândola Vila Morena. És estúpido. Se queres ser herói, discute, fala, argumenta. Democratiza.


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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013
por Dita Dura

Música dedicada ao Dr. António Costa

 


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Sábado, 26 de Janeiro de 2013
por Dita Dura

 

Não, não é o livro do George Orwell. São porcos à solta na A1. 

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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
por Dita Dura

Não sou militante de nenhum partido. Nunca fui e não me estou a ver como político, ainda mais com os partidos que temos: não seria capaz de apoiar o PS ou o PSD, os responsáveis pela desgraça em que vivemos. Depois há o CDS, dos submarinos, das trapalhadas, da incoerência, dos deputados que não defendem a vida e apoiam o lobby LGBT, o CDS muito PP e pouco democrata-cristão. Do outro lado, temos o BE que, embora defenda valores que não são os meus, tem militantes que sabem servir as causas e não eles próprios, que normalmente acreditam no que dizem e levam-no até ao fim, que não beneficiam de cargos, cunhas ou favores. Por exemplo, a coordenadora Catarina Martins, que é frontal e inteligente. E o Francisco da Silva, de quem esperamos grandes coisas e que nos faz querer voltar a acreditar nos políticos.

 

Não sou de direita ou esquerda, embora normalmente diga que sou de direita para desviar a conversa e escapar a explicações que a maior parte das pessoas não entenderia. Venho de uma família profundamente conservadora, com sólidos valores cristãos e assente em raízes tradicionalistas. No entanto, fui profundamente tocado na infância por uma tia de esquerda, assistente social e várias vezes enclausurada pela PIDE.

 

O propósito geral da direita é puro e inerente às necessidades e exigências da pessoa humana. O objectivo primordial da esquerda é mais artificial, mas é uma resposta às injustiças sociais e uma ambição fundamental inerente a todos os seres humanos. A direita foi corrompida por uma minoria que se apropriou dos seus valores para mascarar intenções individuais. A esquerda foi estragada por outro minoria, que se aproveitou da ingenuidade da maioria que jurou defender. Entre cada uma existe o centro, que é uma mentira que alguns escolhem acreditar. No final, quem perde são sempre os mesmos. É assim desde sempre.

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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012
por Dita Dura

As minhas memórias da escola primária são a sépia, têm o sabor de leite chocolatado e o cheiro da sala de aula naquele dia. Nunca tive grande amizade com o Fernando mas, desde que aconteceu aquilo, fiquei ligado a ele para sempre. Há mistérios que a vida não perde tempo a explicar-nos.

 

Tudo se passou num dia que deveria ser como os outros, na rotina aborrecida da aula da terceira classe. Devo ter sido o último a perceber o que se estava a passar, mas quando dei por mim havia um círculo em torno do Fernando e a professora aos berros porque ele não sabia alguma coisa, provavelmente a tabuada ou o nome dos rios. Ele a chorar desalmadamente, ela completamente possuída e ávida de vingança, cada vez mais enfurecida e ansiosa, a exigir ouvir a mesma gravação repetida que nós tínhamos de decorar, mesmo que não entendêssemos. Mas em vez de emitir qualquer som articulado, o Fernando apenas conseguiu molhar o chão e arrancar uma gargalhada geral, “mijou-se todo!” Fui o único a ficar calado mas confesso que ainda tentei esboçar um sorriso para não me julgarem. Os amigos que ele tinha, que continuou a ter e ainda tem, riram-se até não poderem mais. Não tenho a certeza se ele aprendeu uma lição importante nesse dia, mas sei que eu aprendi.

 

Confiamos na amizade eterna, mas esta só permanece enquanto durar a oportunidade e a paciência. Tal como tudo na vida, as relações humanas são um negócio, uma troca que só dura enquanto for considerada justa e útil. Podemos enganar-nos a nós próprios e aos outros com juras infinitas ou convicções absolutas, mas esta é a verdade. E o pior é que não pode, nem deve, ser a desculpa para nos tornarmos egoístas ou passivos. Apercebermo-nos de tudo isto é duro mas é inevitável e chama-se crescer. 


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Sábado, 22 de Dezembro de 2012
por Dita Dura

Quando Ratzinger foi eleito Papa, muita gente ficou alarmada, porque vivemos numa sociedade que está habituada a concursos de popularidade para escolher os seus líderes. Mas felizmente não é um concurso de misses, não ganha quem recebe mais chamadas de valor acrescentado, nem votos que resultam de premissas eleitorais com ciclos de quatro ou cinco anos. Antes de ser Papa, tal como João Paulo II, Ratzinger foi um pensador profundo, um dos maiores filósofos do nosso tempo.

 

O Papa lançou o terceiro capítulo de uma trilogia sobre a Santíssima Trindade e os mais atentos iniciaram um longo período de reflexão. Entretanto, os jornalistas nacionais destacados para noticiar o lançamento sublinharam a ausência do burro e da vaca do presépio. No meio da imensidão de introspecções e pensamentos, foi o que lhes chamou mais à atenção. Não sei se foi propositado ou apenas por afinidade para com os animais. Mas foi certamente uma maneira de se exporem ao ridículo e de nos tentarem fazer de idiotas.

 

João Paulo II foi muito criticado no início do seu pontificado pelo seu conservadorismo, mas conseguiu resistir aos ataques enraivecidos da esquerda de lantejoulas e morreu no meio de enorme respeito e popularidade. O contra-ataque não se fez esperar e Bento XVI é agora um alvo muitas vezes demasiado fácil. Este jornalismo é tonto e superficial mas acaba por ser muito útil a certos grupos de interesse que manipulam uma sociedade cada vez mais medíocre. Cabe a cada um de nós pensar um pouco e não deixar que nos façam de parvos. 


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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012
por Dita Dura

Sejam bem-vindos ao circo, o maior espectáculo do mundo, o lugar onde tudo é mais vivo, mais leve e mais brilhante, onde as cores se juntam sem vergonha de serem julgadas e é possível acreditar que nada é impossível. As luzes correm de um lado para o outro em busca de criaturas sobrenaturais, animais em façanhas incríveis e pessoas sem medo de nada. O circo da minha infância é assim. Existem elefantes voadores em cima de patins a jacto, trapezistas a saltarem entre arcos do tamanho dos anéis de dedo da minha avó, leões alados a cuspirem fogo no meio da audiência e palhaços com as piadas mais engraçadas que o mundo já viu.

 

Hoje o circo é diferente, mais pequeno, triste e decadente. Os mágicos estão velhos e fazem truques baratos, os malabaristas partem tudo, os animais sofrem e o público sofre ainda mais. Mas mesmo assim tudo continua. Aí vem uma celebridade que ninguém conhece a fazer um truque que ninguém entende, mas não há ninguém que não aplauda; chega o político, domador de pulgas amestradas que ninguém vê, mas que todos juram exisitirem; segue-se o jornalista, que apresenta o espectáculo do centro do palco e ali permanece o tempo todo, completamente convencido que é a estrela principal; entram os jogadores de futebol, palhaços demasiado bem vestidos para terem piada e nem sequer se importam com isso. E quando o circo acaba, o público vai para casa ainda mais triste do que veio. É que amanhã há mais.

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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012
por Dita Dura

O Governo falou de combustíveis low-cost e por magia os preços cairam. E agora que não se fala nisso, subiram. São uns brincalhões.


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Domingo, 11 de Novembro de 2012
por Dita Dura

Sobre o vídeo "do" prof. Marcelo que promove o nosso lado pedinte, apenas digo que não peço esmolas a alemães. Prefiro comer Nestum todos os dias. 


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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012
por Dita Dura

Toda a gente fala das infames declarações da Isabel Jonet, mas devo dizer que entendo o que ela queria dizer. O problema é que não conseguiu, provavelmente por falta de assertividade ou inteligência. Misturou os assuntos, trocou os pés pelas mãos, inventou uma nova teoria económica e foi ineficaz. Na verdade, a Isabel Jonet é como o Sporting: quer rematar à baliza e marcar golos, mas não consegue; tem talento e vocação, mas a bola atrapalha; há momentos em que parece que tudo vai correr bem, mas no final estraga tudo.

 

As reacções histéricas não se fizeram esperar. Mas associações como o Movimento Sem Emprego são como o Estoril: para empatar com o Sporting, teve de simular lesões nos últimos dez minutos. Ou seja, foi ainda mais palerma, argumentou como uma criança de cinco anos a fazer birra e disparou um chorrilho de disparates. E infelizmente já é normal em Portugal este tipo de atitude irreflectida e sem o mínimo de educação. Quem lê pareceres presuntivos e artigos nas redes sociais, sabe do que falo. O problema da opinião é que toda a gente tem uma e sente-se na obrigação de a declamar em público sem reflectir. 

 

Igualmente hilariante foi a participação da Ana "Nestum" Lourenço. Talvez os economistas devessem, a partir da agora, utilizar o IPPN (Índice de Pobreza Papas Nestum) e deixar de lado todos os complicados modelos estatísticos. Na realidade, seria o tipo de linguagem económica que os jornalistas nacionais poderiam finalmente compreender sem dizer asneira. 


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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012
por Dita Dura

Obama ou Romney? Escolho o Lincoln caçador de vampiros.


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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012
por Dita Dura

Tranquem as crianças, escondam as mulheres e os metais preciosos, porque o Dita Dura é católico. Sim, não tenho problemas em afirmá-lo publicamente e resolvi agora falar dos problemas e desafios da Igreja do século XXI. Não é um tema monótono porque diz respeito a todos e, acima de tudo, não devemos ter vergonha de falar naquilo em que acreditamos. Porque se é preciso ter Fé para crer que Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, o que dizer da tese científica que afirma que, do nada e por razão nenhuma, existiu uma explosão que fez tudo? 

 

A Igreja é uma das instituições mais antigas do mundo contemporâneo, mas está a fechar-se cada vez mais, a tornar-se um clube exclusivo para meia dúzia de iluminados, uma sociedade recreativa que se afasta progressivamente do resto do mundo. Em vez dos padres serem eremitas no meio do deserto das cidades, é preciso urgentemente que se envolvam, que sejam verdadeiros missionários em cada paróquia, que se interessem e actuem sobre os verdadeiros problemas das comunidades e das pessoas.

 

Num mundo cada vez mais relativista e superficial, a Igreja tem a mensagem para combater o egoísmo predominante. Mas tem de primeiro chegar junto das pessoas. E depois precisa de ser eficaz. Não pode continuar a deixar que lhe seja imputada uma imagem retrógrada e conservadora, para depois cair ela própria na retórica auto-comiserada da perseguição, que apenas leva a mais isolamento. É preciso arriscar, ser atrevida, errar se for preciso. Para sair deste autismo canceroso. E colocar um travão nas tentativas ridículas de popularizar sem direcção, que apenas tendem a criar cisões e provocar a fuga para cismas protestantes com menos senso teológico mas mais efectividade. A cerimónia é o ponto central da fé católica, mas não pode ser o seu princípio e o seu fim; tem de ser complementar a um conjunto de actividades junto de toda a comunidade. E para isso é também preciso acabar com a pretensão exclusiva de “estar junto dos que mais precisam”. É necessário deixar de fazer só caridade e começar a encontrar verdadeiras amizades, colocar o paternalismo de lado e reiniciar uma relação com a sociedade que seja genuinamente fraterna.

 

Neste momento, o padre paroquiano é um trabalhador como qualquer outro: entra ao serviço a certas horas, faz a sua cerimónia, tem as actividades que se arrastam até ao picar do ponto e depois vai o mais depressa possível para casa. Se era isto que a Igreja queria evitar ao impedir que os padres se casassem, talvez seja a altura para rever esse pressuposto. Mas há uma alternativa: a ambição de voltar a querer mudar o mundo com uma mensagem para todos, com o mesmo comprometimento, atitude, força e coragem de um jovem carpinteiro e os seus doze amigos, há dois mil anos atrás.

 

O enclausuramento da Igreja tem tido efeitos cada vez mais devastadores. Em primeiro lugar, transforma as paróquias em verdadeiros mosteiros de recolhimento. Depois, está a criar-se uma hierarquia parecida com os quartéis, com demasiada política e jogos de cintura, distanciando-se cada vez mais dos objectivos a que se propôs inicialmente. Por último, resultado do afastamento progressivo das necessidades e anseios das pessoas reais, a Igreja está a deixar que a legislação secular e a prática corrente se afastem dos princípios básicos do cristianismo, como a defesa da vida humana. A sociedade ainda não percebeu que quanto mais se afastar destes princípios, mais perto caminhará para o seu fim, ou o início de uma nova humanidade robótica, assente no culto do materialismo, da beleza ariana e da destruição dos mais fracos. E estamos todos sentados a deixar que isso aconteça. 


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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012
por Dita Dura

A estratégia do Seguro é ficarmos todos com pena dele e acabarmos por votar no PS.

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Domingo, 28 de Outubro de 2012
por Dita Dura

A corrupção é a principal doença do sistema político, seja através de nepotismo, clientelismo, suborno ou outras engenhosas formas de favorecimento. Uma sociedade nunca será verdadeiramente livre enquanto existir uma réstia de abuso de poder e não é coincidência que apareça nos países mais pobres, mais permeáveis à crise económica e com maior desigualdade na distribuição de riqueza. Precisamente por isso mesmo, é fundamental descobrirmos rapidamente uma cura para podermos superar a grave crise económica. Mas a verdade é que apontar o dedo é demasiado fácil e, se não quisermos ser hipócritas, facilmente observamos que o tráfico de influências está impregnado em toda a sociedade e convivemos diariamente com as cunhas, os arranjos e os favorzinhos.

 

Nas candidaturas de emprego, por exemplo, os jovens habituam-se desde cedo a utilizar todos os meios ao seu alcance para conseguirem uma oportunidade. E os instrumentos variam desde a influência familiar até à insinuação sexual que está tantas vezes latente nas entrevistas. É um jogo que aceitam fazer por ser mais eficaz que qualquer aptidão profissional e é o primeiro sintoma de um carreirismo baseado em premissas tribais primárias. Por outro lado, mais do que um colaborador competente ou um investimento em capital humano, os empregadores buscam uma sensação de poder que para eles é tão fundamental como a conquista do lucro. São instintos básicos próprios de uma sociedade primitiva e os catalisadores de uma noção de sucesso profissional que nos deixa uns furos abaixo dos nossos concorrentes do Norte da Europa.

 

Mas é evidente que esta cultura mediterrânica não se encontra só na gestão de pessoal. Em todas as áreas do negócio existem estas motivações subconsciencializadas, desde a contabilidade criativa até à abordagem comercial que coloca os produtos ou serviços cinco por cento mais caros para se fazer o obrigatório desconto de pagamento de cinco por cento. Todos sabemos que, sem este tipo de compensações imaginárias, há pessoas que não dormem e sofrem ataques de ansiedade. Porque a sensação de que estamos a ultrapassar alguém num negócio devido à nossa esperteza superior tem o efeito de uma injecção de heroína.

 

Podemos assim deixar de encontrar explicações matemáticas para a falência económica mediterrânica. De nada servem os modelos estatísticos ou as complicadas demonstrações macroeconómicas. A razão da nossa (tão falada) fraca resposta económica perante a crise económica e imobiliária tem raízes essencialmente psicanalíticas. Por isso, ponham de lado os economistas, dispensem os comentadores políticos – o que precisamos neste momento é de psiquiatras e psicólogos que façam uma boa terapia cognitiva e comportamental para reestruturar as motivações primárias dos empresários e cimentar relações económicas que não se desviem do seu objectivo principal. E no final talvez receitem um bom medicamento que cure estes comportamentos desviantes. De preferência um gigante supositório. 


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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012
por Dita Dura

Os comentários do Facebook vão ter um botão de propósito para o P.S. que diz "Abstenho-me"


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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012
por Dita Dura

Segunda-feira foi aqui lançado o dia do Nobel da Paz. Não pude participar a tempo, mas mesmo assim tinha de fazer parte deste evento. O meu vai evidentemente para Peter Ellis, inventor do viagra. Pela paz em muitas famílias onde antes havia acumulação de nervosismo e ansiedade, violência doméstica e sofrimento. Antigamente, o macho sustentador da casa chegava e desatava a distribuir tensão sob a forma de pancada. Muitas vezes a mulher tinha de chamar a polícia para serenar os ânimos. Outras vezes, normalmente durante o dia, o canalizador ou o eletricista.

 

Ellis e a sua equipa inventaram uma pequena pílula azul com características mágicas, capaz de dar alento a qualquer indivíduo de meia-idade. Serve até para tornar atraentes as mulheres mais feias e gordas, com bigode ou sem dentes. O único problema relativamente a este produto é ter de ser usado com moderação. Há algumas mortes que podem estar ligadas à overdose por cansaço, normalmente das mulheres. Depois de Barack Obama e a União Europeia, o comité do Nobel tem a obrigação de premiar este inglês que revolucionou a medicina ao fazer os mortos voltarem.


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Terça-feira, 23 de Outubro de 2012
por Dita Dura

O orçamento de estado é impopular porque não tem vampiros ou feiticeiros.


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Sábado, 20 de Outubro de 2012
por Dita Dura

Se os miúdos adoram dinossauros, porque é que o Mário Soares não apresenta um programa infantil?


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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012
por Dita Dura

Um dia o Passos Coelho vai trabalhar e o Portas remodelou o Governo através do "Querido, mudei a casa" 

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