Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Num dos jantares com bloggers enquanto candidato, Pedro Passos Coelho falou sobre a questão da adopção por casais do mesmo sexo. Já não tenho a certeza se a pergunta foi feita pela Ana Matos Pires se por outro blogger. Tenho ideia que terá sido a AMP. Na altura, PPC, para surpresa geral, em vez de fugir à pergunta como é natural nos políticos nestas alturas e neste tipo de questões, deu a sua opinião (julgo que a mesma apareceu, na altura, na revista Sábado) que foi algo do género: "entendo que neste tipo de questões deve existir liberdade de voto dentro dos partidos" e mostrou não ser contra se cumpridos todo um conjunto de medidas de defesa dos interesses da criança. Não me esqueço da polémica que deu uma das suas frases: "a questão não é se o casal é do mesmo ou de diferente sexo, a questão deve ser sempre o superior interesse da criança, por isso, em tese, não me oponho". Quando os deputados forem votar esta matéria, independentemente da decisão que tomarem, espero que a blogosfera de esquerda e defensora da proposta do PS, se recorde destas palavras de PPC.

 

Hoje, na AR, os deputados vão votar duas propostas nesta matéria. Uma do PS e outra do BE. Aos deputados do PSD foi dada liberdade de voto. A forma como esta matéria está a ser discutida com tranquilidade, sem dramas e sem se entrar numa discussão estilo "Porto-Benfica", é um enorme sinal de maturidade. E um exemplo tendo em conta o passado recente em matérias ditas "fracturantes". Ainda bem! 

 

Hoje, como ontem, faço minhas as suas palavras: salvaguardado o superior interesse da criança e tendo presente que é sempre melhor adoptar uma criança e lhe dar a oportunidade de ter uma família do que o contrário, não me oponho.


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2 comentários:
De Bento Norte a 17 de Maio de 2013 às 12:23
Deixem é de chamar casal, que até na mecânica um parafuso só casa com uma porca. Como sugestão deixo juntamento .


De Tiro ao Alvo a 17 de Maio de 2013 às 14:13
Não resisto a deixar aqui o comentário que fiz noutro lado: ouvi hoje dois homens, a fazerem ambos de pai de uma criança, a falarem do “filho” adoptado pelos dois com o mesmo entusiasmo que um amigo meu fala do seu cão.
E, mais uma vez, confirmei o que, para mim, entendo ser regra: esta agente não age para defender os superiores interesses da criança, esta gente age por egoísmo.


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