Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
por José Meireles Graça

O Governo da Venezuela resolveu promover a indústria de louças sanitárias, em particular o bidé, aproximar os cidadãos da natureza e da higiene, recomendando o consumo de água e sabão, e preservar as florestas, poupando no papel.

 

É este o significado da escassez de papel higiénico naquele país, que a bloga nacional tem verberado com piadas de gosto duvidoso, que além do mais deixam no ar suspeitas sobre a brancura de alguma roupa interior de muito blogger prestigiado.

 

Mas não apenas entre nós: o Guardian declara solenemente que "First milk, butter, coffee and cornmeal ran short. Now Venezuela is running out of the most basic of necessities – toilet paper".

 

A mais básica das necessidades?! Só se for para vós, ó filhos da Ilha! Que um verdadeiro cavalheiro ou uma verdadeira senhora não acham o rolo de papel absolutamente indispensável nem dele fazem grande uso, excepto se tiverem o azar de aterrarem em instalações mal equipadas, caso em que o risco é grande de se entupirem os esgotos.

 

Contudo, não é destes assuntos escatológicos que me quero ocupar, mas do salário mínimo: este senhor acha que a falta de papel deriva do controle de preços, e que, tal como o preço máximo ignorando o mercado provoca escassez, o salário mínimo provoca desemprego.

 

A mim convenceu-me, embora converter convertidos não requeira grandes esforços de argumentação.


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1 comentário:
De Alexandre a 17 de Maio de 2013 às 20:05
Pelo menos na minha casa, o papel higiénico sempre foi indispensável como o bidé ou como o sabonete (do último e do lavatório) - tanto para cavalheiros como para senhoras. Higiene é ter respeito pelo próprio corpo. Mas enfim, cada um sabe de si (e quando não sabem, o melhor é nem imaginar).


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