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Forte Apache

Anatomia de um ataque - parte 1

Fernando Moreira de Sá, 21.05.13

Ontem o FC Porto foi campeão. Muitos portistas e outros tantos benfiquistas (estes, por força dos seis milhões talvez o tenham feito em maior quantidade) dedicaram-se a trocar uns mimos, naquilo que é já um clássico nas coisas da bola. Piadas, graças, muito humor e insultos à mistura. Sem cumprirem os mínimos no nosso costumeiro "politicamente correcto". Um deles foi o Carlos Abreu Amorim.

 

E o que disse o Carlos? Chamou, como muito bem recorda no Aventar o Carlos Osório, "escurinho" ao Lima? Ou "filho da p...." a um dirigente do Benfica? Não. Chamou "magrebinos" aos adeptos do Benfica. Permitam-me que cite o excelente posto do Carlos Osório:

 

E quando é a sério, chamar “escurinho” a um Senhor da troika? Ou dizer que “por muito menos que isto foi morto o rei D.Carlos”? Ou na mesma plataforma (twitter), uma jornalista chamar FdP a um Ministro? Ou atentar contra o estado de Direito ao defender revoluções? Nã! Isso não tem qualquer relevância. Não tem qualquer importância. São coisitas e só por má fé é que podem fazer disso um caso.


Pois. Porém, o problema é outro. O Carlos Abreu Amorim escreveu no twitter exactamente a mesma coisa que já tinha escrito no ano passado e no anterior. A mesma coisa. Com uma diferença. No ano passado (e no anterior) não teve um "fake" a partilhar o seu tweet por mais de duas dezenas de páginas de adeptos do clube rival. Não teve um conjunto interessante de "facebookers" funcionários de uma determinada empresa a partilhar o dito. Pois, o Carlos Abreu Amorim já era deputado da nação. Só não era candidato a uma câmara municipal. Nem isso seria/será motivo para tanto zelo na divulgação do tal tweet. Porque será?


O que o Carlos Amorim escreveu é diferente do que escrevem outros deputados, outros políticos em matéria de futebol? No caso dos adeptos do politicamente correcto, até pode ser. Os que apelidam os adeptos do Benfica de Mouros não interessam para o caso. Os que chamam "corruptos" ou "FC Porco" também não devem interessar. É a chamada escolha selectiva. O problema é outro: o alvo. E o Carlos Abreu Amorim passou, desde o dia seguinte à sua apresentação oficial (20 de Abril), a ser um alvo a abater. E para isso, vale tudo. Mesmo tudo. O problema é que esses senhores se esqueceram de um pormenor, aliás, pormaior, a malta não é parva. Até somos provincianos, só não somos é parvos. Nem lorpas. E, sobretudo, somos assim um pouco meio mal acabados e quando nos tentam atirar às pernas ou enfiar um tiro no meio dos olhos, o melhor, mesmo, é não falhar. Mas falharam. Por isso, aconteça o que acontecer, a partir de agora é guerra. Daquela a sério, em que ninguém ganha mas não fica apenas um lado a perder. Fica dado o primeiro recado. 



(as minhas desculpas aos meus colegas de blogue e à esmagadora maioria dos leitores por usar este espaço para deixar um recado direccionado)


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