Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
por Maurício Barra

Ora vejamos . . . 

. . .“equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à actividade económica" foi uma aparente decisão sensata do Conselho de Estado

 

O Presidente da Republica quer.

O Governo agora também quer, mas até ontem o Vítor Gaspar só queria disciplina financeira.

O PS não quer disciplina financeira à custa da solidariedade, e o estímulo económico que quer é só o público, o tal que só cria mais dívida pública.

O PC quer uma solidariedade social soviética e nacionalizar a actividade económica.

O BE quer ver se dá a volta ao PS para Portugal sair do Euro, afastando o país da Europa e das suas regras.

 

Enquanto uns querem procurar soluções e resolver os problemas estruturais da nossa economia, outros querem continuar a fazer de conta que, se não estamos em bancarrota, é porque os nossos credores nos estão a financiar, e, se não sairmos da bancarrota, é porque, apesar de ajudados, queremos continuar a gastar o que não temos em vez de reformarmos os custos sobre-dimensionados do Estado.

Fazer o que se faz em qualquer outro pais europeu ( como recentemente a Itália ), sentarem-se à volta de uma mesa , analisarem o que podem acordar em comum e colocarem os interesses nacionais acima dos interesses do seu grupo, isso não. 

 

Isto é Portugal. À custa uns dos outros, uns vão bem outros mal.


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3 comentários:
De jfd a 22 de Maio de 2013 às 23:29
Caro Maurício. Na minha opinião o Ministro Gaspar é a pessoa certa no momento certo. Não vamos brincar aos "países que se reconstruem sozinhos". Haja disciplina. Mas isto sou eu!


De Maurício Barra a 23 de Maio de 2013 às 09:11
Claro que é. Por isso chegámos até aqui, ao ponto que permite uma nova política do próprio governo, também direccionada ao investimento e emprego.
Mas o meu post não é sobre isso: é sobre o que vem a seguir. Se não se reformar o Estado, diminuindo o seu sobre-dimensionamento, daqui a dois, três anos, volta tudo à estaca zero. E nós a pagar.


De murphy a 23 de Maio de 2013 às 22:08
A discussão que interessava neste Conselho de Estado: este governo está a trabalhar no sentido de forçar a malta a abandonar os gabinetes da capital, a largar as secretárias atafulhadas de papel nos ministérios, direcções gerais, secretarias de estado, observatórios e fundações, institutos e empresas públicas, etc., etc., EM RESUMO, a substituir o modelo dos “empregos sustentados pela BUROCRACIA” pela aposta em algo PRODUTIVO, nomeadamente, a agricultura e indústria?
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html


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