Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011
por Pedro Correia

Faz falta mais sentido de humor e maior argúcia analítica na blogosfera portuguesa. Por isso assinalo com satisfação não só a fina ironia revelada aqui pelo André Salgado nas palavras de saudação que dirige ao Forte Apache mas também a sua reacção a este meu elogio ao PS, no qual ele vislumbra afinal uma apologia do saudável pluralismo interno do PSD contra o monolitismo vigente nas hostes socialistas durante o consulado de José Sócrates.

Notável perspicácia. Merece o meu cumprimento, naturalmente também com sentido de humor.


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2 comentários:
De André Salgado a 7 de Setembro de 2011 às 23:46
Caro Pedro,

O monolitismo socialista atribuído como originalidade do consulado Sócrates é a mesmíssima farpa que já era atribuída ao consulado de Guterres (recorda-se do congresso das vaias a Carrilho?). A verdade é que os líderes renovam-se e, cada um ao seu estilo, constroem lideranças fortes (até mesmo Ferro, se não tivesse levado uma rasteira por outras razões). Já se o endémico "pluralismo interno do PSD" será "saudável", tenho as minhas dúvidas. Eu vejo mais a atracção fatal pela história do escorpião e da rã e nem o actual líder deixou de fazê-lo quando teve a sua oportunidade. O que surpreende é a confissão da surpresa.

Cumprimentos, boas postas e melhores batalhas, mesmo porque, e ao contrário do original, sair do forte não tem necessariamente que acabar em carnificina.


De Pedro Correia a 8 de Setembro de 2011 às 00:29
Caro André:
Recordo-me muito bem desse congresso do PS, no Coliseu dos Recreios: eu estava lá. Nunca esquecerei a monumental vaia com que MMC foi brindado ao romper os consensos dominantes. Mas percebi também que ele provocou essa vaia ao prolongar desnecessariamente a sua intervenção em palco: pretendeu criar esse efeito mediático - e conseguiu tal objectivo.
PS e PSD têm culturas políticas muito diferentes. O PS une-se muito mais facilmente em torno dos líderes do que o PSD. Isto, de facto, não constitui novidade: como sabemos, o próprio Sá Carneiro teve um mandato atribuladíssimo e nunca deixou de ser contestado. A unanimidade só nasceu após a morte dele, aliás bem à portuguesa.
A excepção, no PSD, ocorre na Madeira. Mas esse é um mau modelo e um mau exemplo. Unanimidades dessas são dispensáveis.
Agradeço-lhe os votos que formula e cá estaremos para ir trocando algumas impressões sobre política: da divergência muitas vezes nasce a luz.


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