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Forte Apache

Isto vai ser giro !

Maurício Barra, 06.06.13

« 55,3% defendem que o governo cumpra todo o mandato. Seria o primeiro a fazê-lo em coligação.Mais ou menos cambaleante, profícuo em confrontos internos, mas aparentemente resistente às pressões que também chegam da rua, da oposição e dos parceiros sociais - mais de metade dos portugueses (55,3%) querem o governo em funções até 2015, para que cumpra, assim, a totalidade do mandato. ( sondagem i/ Pitagórica, 28 de Maio )»

 

Ao contrário do pretenso clima insurreccional que grande parte da imprensa portuguesa todos os dias alimenta, ajudando a atirar areia para os olhos dos portugueses a toque de caixa da agenda política do PC, BE e amigos de Mário Soares, a maioria dos portugueses, democraticamente, incluindo aqueles que não votaram neste Governo, querem que se cumpra a legislatura até ao fim.

Assim vamos ter a oportunidade de continuar a ver, durante mais dois anos, o José Pacheco Pereira vomitar ódio todas as quintas-feiras, a insuficiente Constança Cunha e Sá tartamudear diariamente na TVI24 lógicas inconsequentes, a perfídia de Ana Lourenço exibir a agenda “gauche nouveau chic”, o Miguel Sousa Tavares a concorrer com a Clara Ferreira Alves nos comentários tremendistas, o director da SICN a convidar todas as réplicas de Mário Soares, a Maria Flor Pedroso sentar as amigas do BE à mesa para dizerem que o governo acaba sempre amanhã, o Nicolau Santos a escrever sempre sobre o mal da cura sem nunca referir o autor da doença, o autor da doença, Sócrates, falar contra o Presidente da República nas noites de domingo com uma audiência inferior à  da missa dessa manhã, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes a competirem por "twists" e “inside information””, a Eurosondagem a fazer sondagens sempre a favor do PS, mais umas cinco ou seis greves gerais com a indiferença geral do país, o “abaixo a troika” passar a ser “ abaixo o euro” e depois  “ abaixo a Europa”, os comentadores do costume a dizerem as coisas do costume como se nós todos ainda não estivéssemos acostumados,  o Expresso a ( continuar ) recentrar a opinião política porque percebeu que a perda de leitores não é só da crise e o Público, finalmente, a deixar de mentir quando a caridade da Sonae acabar.

Isto vai ser giro !

 

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