Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
por Ricardo Vicente

Há sinais de estar em curso uma guerra meio tépida entre PSD e CDS. Se a coligação de governo se quebra e deixa de ter apoio no parlamento, não servirá de nada que o PSD lembre ao CDS e ao PS que também esses partidos são signatários do acordo com a tróica: na prática, sem coligação fica garantido o boicote à implementação do acordo.

 

Por outro lado, só muito dificilmente a direita ganhará umas eleições legislativas antecipadas. Deixar o plano da tróica a meio e enfrentar eleições antes do fim da legislatura é entregar o poder numa bandeja aos socialistas.

 

Assim sendo, deixo dois conselhos a Pedro Passos Coelho: primeiro, uma coligação governamental é tempo para apaziguamento entre os partidos que a constituem: logo, o cessar-fogo deve durar pelo menos uma legislatura, até porque, em Portugal, o poder da direita é frágil  - e raro.

 

Segundo: dizia o outro que o bem deve ser feito aos poucos e espaçadamente, enquanto que o mal deve ser feito todo de uma vez e o mais rapidamente possível. Então, para quando os cortes na despesa? Os cortes a sério, não os remediozinhos que só trazem impopularidade e não alteram essencialmente nada do que interessa.


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