Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

A propósito deste excelente post de Alexandre Homem Cristo, cuja leitura recomendo na íntegra e sem pressas, devagar para bem perceber...

 

Moral da história: o maior campeão das fraudes em toda a OCDE chama-se Partido Socialista, indo o prémio "Fraude da Década" para o Novas Oportunidades.

 

"Os governos Sócrates fizeram do sucesso escolar um dos seus triunfos. Como em todos os outros, a verdade não coincide com a propaganda. O número de alunos que termina o 9º e o 12º anos pela via tradicional é, geralmente, o mesmo. Ou seja, a melhoria do sucesso escolar não se fez nas escolas tradicionais, mas nos programas Novas Oportunidades e similares, transformando-se uma boa ideia numa via rápida para a certificação escolar. É o sucesso estatístico, em detrimento do sucesso real. Se isto não é facilitismo, não sei o que será" (de outro post do mesmo autor).


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7 comentários:
De Canalizações a 26 de Outubro de 2011 às 19:03
As novas oportunidades de tinham tudo para ser um óptimo incentivo à instrução dos mais velhos! Mas foi um fracasso devido ao tal facilitismo de que falas! Mas uma coisa é verdade um programa destes bem estruturado é óptimo para quem não teve oportunidades e hoje tem dias bastante preenchidos!


De Cobarde a 26 de Outubro de 2011 às 20:11
Bem. preenchido de ....?


De anónimo a 26 de Outubro de 2011 às 21:02
As novas oportunidades são, com o devido respeito, uma patranha, digna do dinheiro que saiu dos bolsos dos contribuintes. Gente certificada e que não consegue expor oralmente uma ideia, seguir uma linha de pensamento na consecução de uma tarefa por mais simples que seja, fazer um relatório, distinguir o essencial do acessório, elaborar um currículo, redigir uma carta ... por aí. Dir-me-á que há excepções. Algumas.


De luis eme a 27 de Outubro de 2011 às 10:23
sou um critico do programa das novas oportunidades, por a preocupação maior ser distribuir diplomas e certificar, mesmo que não se chegue lá.

mas em relação ao ensino muita coisa mudou, para melhor. embora não tivessem deixado a ministra da educação fazer as reformas necessárias, há muito mais profissionalismo e exigência nas escolas.

era bom, e sério, comparar os dados de 2009 com os anteriores, e não dizer apenas que estamos no fim da lista.

de certeza que há menos abandono escolar, até por uma razão bastante discutível. quem recebe o rendimento minimo tem de manter os filhos na escola até pelo menos ao nono ano. ou perde o direito ao subsídio.


De Ricardo Vicente a 27 de Outubro de 2011 às 12:25
"número de alunos que termina o 9º e o 12º anos pela via tradicional é, geralmente, o mesmo"

Os números sugerem que o abandono escolar é essencialmente o mesmo.


De Maria a 27 de Outubro de 2011 às 11:22
"Novas Oportunidades" , também no tempo de Cavaco Silva 1º ministro , foram dadas a professores primários com o antigo 5º ano do liceu, fazer aquele curseco de equivalência a Licenciatura, normalmente antes da reforma.E que reforma ?!...com 30 ou 32 anos de serviço e no topo da carreira como se fossem licenciadas, sem carreira contributiva para tal.Os professores desta malta , numa euforia ,( pudera , o pagamento à hora era principesco) era vê-los trocar de carro , de preferência jeep.E assim se gastaram milhões , para ajudar a degradar a Caixa Geral de Aposentações e o dinheiro voltou para lá ao pagar os carros importados. Uma vergonha a todos os níveis.


De maria amélia a 27 de Outubro de 2011 às 15:06
Exactamente. Acrescento que o equivalente ao grau académico de licenciado foi-lhes facultado num passado recente, com a frequência do Curso de Complemento de Formação realizado nas ESE, regulamentado por decreto-lei. Certo é, que era esta a via de acesso ao topo da carreira, ao lado de quem frequentou a universidade durante cinco anos para obter o diploma de licenciatura. E, como assinala M. e bem, com 30 ou 32 anos de serviço, sem carreira contributiva para tal, atingem a reforma. Os outros, aqueles que frequentaram a universidade, que realizaram estágios curriculares de profissionalização, de dois anos, bem suados e dolorosos, atingem a reforma com 64/65 anos e 36 anos de serviço. Todos ganham o mesmo, só que uns frequentaram a universidade e os outros passaram por perto. As novas oportunidades e as desigualdades com que a democracia nos brinda.


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