Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Parece que Papandreou recuou e já não vai haver plebiscito. Uma ideia destas, porém, uma vez atirada para cima da mesa, deixa sempre marca: permanece na memória de todos, gregos e outros, e mantém-se disponível até ao próximo populista tresloucado ou desesperado atingir o palco da política, dos media ou da rua.

 

Agora, o novo elemento extraordinário da novela grega é que, depois deste lamentável avanço e recuo, Papandreou tem o descaramento de não querer demitir-se! Fará ele a mais pequena ideia de quanto é que as bolsas perderam com uma ideia destrambelhada daquelas que acabou por nem durar sequer três dias?

 

Papandreou não se demite e tudo indica que pretende continuar a lançar napalm por sobre a paciência de gregos, credores, investidores e o resto da Europa (e não só). O seu próximo passo é manter-se na posição de primeiro ministro a todo o custo (dos outros) e nem que para isso tenha de obstruir a criação de um governo de "unidade nacional".


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4 comentários:
De Rui C Pinto a 4 de Novembro de 2011 às 10:29
Ricardo, tenha calma! Deixe lá os gregos encontrar as soluções políticas que melhor lhes convir!

Olhe que a demissão do Papandreou não é grande solução porque o Samaras é tão inconsciente como ele. Ambos estão a contribuir em igual medida para o descontrolo da situação política do país.


De Ricardo Vicente a 4 de Novembro de 2011 às 11:06
A demissão do Papandreou é tão necessária como foi por cá a de Sócrates!


De Rui C Pinto a 4 de Novembro de 2011 às 12:06
O caso grego me parece comparável ao português, mas ainda que fosse é tudo uma questão de alternativa... E dada a alternativa na Grécia não sou optimista.


De Ricardo Vicente a 4 de Novembro de 2011 às 14:17
Eu acho que no, meio de tantos casos, os que mais se assemelham são Portugal-Itália-Grécia-França.

Outras similitudes são: EUA-Irlanda-Espanha e ainda Islândia-Letónia.

Primeiro tipo: ausência de crescimento económico associada a excesso de dívida.

Segundo tipo: uma bolha rebenta e o Estado fica em apuros.

Terceiro tipo: tudo corria bem excepto supervisão bancária; um banco entra em bancarrota; o banco é nacionalizado ao mesmo tempo que há um bloqueio temporário de liquidez.


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