Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Simplificando um bocado, Papandreou é um Sócrates, id est, um socialista troca-tintas. Os gregos que façam o favor a eles mesmos e a todos nós europeus e encontrem lá depressa pelo menos um Passos Coelho. A demissão de Papandreou é tão necessária como foi por cá a de Sócrates.

 

Já não há paciência nenhuma para socialistas, nem aqui, nem na Espanha, nem na Grécia, nem em lado nenhum.


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20 comentários:
De António Lopes a 4 de Novembro de 2011 às 12:00
Tem razão, o que a Grécia mais precisa é de voltar a um governo de direita, que volte a aldrabar as contas, mais uns Jogos Olímpicos, um novo aeroporto, compre mais material militar, and so on - que foi o que fizeram os "Passos Coelhos" gregos anteriores ao Papandreou. Este agora que ature as consequências desses "Passos Coelhos" gregos, coisa pouca como se tem visto.
Daí o imperativo categórico de eleger um outro, que, à semelhança de Portugal, de imediato restabelece a confiança dos mercados e logo os juros dos empréstimos internacionais caiem para níveis suportáveis - não esquecendo que bastará cortar nas gorduras do Estado para tal, coisa que só o burro do Papandreou não vê.


De Ricardo Vicente a 4 de Novembro de 2011 às 14:13
Nos últimos 18 anos, o PASOK esteve 14 anos e meio no poder. Nos últimos 16 anos, o PS esteve 13 anos no poder. Logo, a direita é a maior responsável. Obviamente, tanto Portugal como a Grécia têm administrações públicas super-eficientes e muito poupadas. Isto aqui é melhor que a Dinamarca! Só os terríveis direitistas e os maldosos mercados é que não querem aceitar a realidade.


De Maria a 4 de Novembro de 2011 às 14:24
Arre diabo , têm palas como os cavalos


De Ricardo Vicente a 4 de Novembro de 2011 às 15:02
??


De rui ratão a 4 de Novembro de 2011 às 14:28
«Já não há paciência nenhuma para socialistas, nem aqui, nem na Espanha, nem na Grécia, nem em lado nenhum.»

Ora, isto é que é O conceito de democracia: nós, só nós e mais ninguém exceto nós.


De Anónimo a 4 de Novembro de 2011 às 15:00
Mas houve democracia. O povo deu várias (demasiadas?) oportunidades ao PASOK e ao PS. Eles é que as desperdiçaram completamente...


De Ricardo Vicente a 4 de Novembro de 2011 às 15:09
De acordo.


De Ricardo Vicente a 4 de Novembro de 2011 às 15:02
Está enganado: desde 1974 que Portugal é um Estado republicano, socialista e laico. Já leu a primeira página da Constituição da República Portuguesa?

A democracia é propriedade privada dos Capitães de Abril e o sistema político e económico é propriedade do partido de Mário Soares e sucedâneos.


De betovsky a 4 de Novembro de 2011 às 17:26
É pá, onde cabe nesta história a cavacada? Não são própriamente "sucialistas" nem meninos de coro. E devem ter tanta culpa disto como os outros. E os pós-cavaquinhos que se ponham a pau. Por vezes os "melhores alunos" não são os preferidos, por muito lacaios e lambe-botas se mostrem.


De Ricardo Vicente a 4 de Novembro de 2011 às 18:18
Acha que os governos de 1985 a 1995 têm a mesma responsabilidade que os governos de 1995 a 2005 e de 2005 até à actualidade??


De betovsky a 5 de Novembro de 2011 às 23:30
Acho. E até acho que têm mais responsabilidade, pois governaram com défices de 9% com dinheiro da UE a entrar aos trambolhões, e com a destruição da pouca agricultura existente à época, das pescas, da indústria pesada. E da criação do BPP, uma organização criminosa. Mas não me confunda com um socretino, Ricardo Vicente. Sócrates e a sua pandilha prolongaram o monstro até onde a crise internacional o permitiu. Aqui ninguém está inocente, meu caro. Até você e eu temos a nossa cota de culpa. Possívelmente por motivos diferentes, mas lá que temos, temos.


De Ricardo Vicente a 6 de Novembro de 2011 às 11:28
Eu não aceito nem a ideia de que todos são culpados nem que o grau de culpabilidadade de toda a gente é o mesmo. Não pode haver justiça se não se discrimina entre o bem e o mal e entre diferentes graus de responsabilidade.

Também acho importante distinguir ilícitos praticados por gente que passou pela política de ilícitos praticados por gente que à altura estava na política. Como digo, confundir tudo na ideia de que "todos são iguais" não serve princípio de justiça nenhum.


De a 4 de Novembro de 2011 às 18:54
Sem dúvida nenhuma, só não vê quem não quer. Esta gente enche a boca com a palavra democracia, mas na verdade não consegue conviver com ela. Veja-se, passados 5 meses ainda não aceitaram os resultados das eleições.


De Ricardo Vicente a 4 de Novembro de 2011 às 19:05
É verdade...


De Artur de Oliveira a 5 de Novembro de 2011 às 06:15
O problema tem 101 anos e chama-se república...


De Ricardo Vicente a 5 de Novembro de 2011 às 16:10
A forma do regime (república/monarquia) não podia ser mais irrelevante do que no tema das finanças públicas.


De Artur de Oliveira a 6 de Novembro de 2011 às 06:13
Por isso é que nas monarquias o FMI não mete lá a pata... Os mercados gostam de regimes estáveis.


De Ricardo Vicente a 6 de Novembro de 2011 às 11:35
Correlação não implica causalidade. Além disso, o facto de haver repúblicas que nunca estiveram perto da necessidade de serem ajudadas pelo FMI deita provavelmente por terra até a correlação que o seu comentário sugere.


De Artur de Oliveira a 8 de Novembro de 2011 às 00:27
E em quantas monarquias apareceu o FMI?


De Ricardo Vicente a 9 de Novembro de 2011 às 08:07
Mesmo que a resposta à sua pergunta seja zero, o meu comentário anterior mantem-se. Simplificando, mesmo que o número de monarquias que tenha recorrido ao FMI seja zero, isso não prova causalidade nenhuma. Isso não prova nada. Leia por favor outra vez o meu comentário anterior. É tudo uma questão de "introdução à estatística".


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