Sábado, 5 de Novembro de 2011
por João Espinho

 

O PCP é um partido muito bem organizado. Nas suas diversificadas estruturas internas existe a célula (nas empresas, nos locais de trabalho) - uma das organizações de base do Partido -  pois "é a partir dos locais de trabalho, das questões concretas e dos problemas concretos que fundamentalmente se esclarece e mobiliza, que se evidencia a coincidência estratégica entre os interesses nevrálgicos do capital, dos partidos de direita e do PS, que se despertam consciências, libertam energias de luta e de combate".
Na Câmara Municipal de Beja existe uma célula comunista que, de acordo com as notícias, se reúne hoje em Assembleia Geral sob o lema “Uma célula mais forte, um Partido mais forte”.

Tudo isto é normal e faz parte do exercício da cidadania.

O que é estranho é que, tendo o PCP dominado a CM de Beja até há 2 anos, nunca se tenha ouvido falar da célula nem tão pouco, ao longo de mais de três décadas, se tenha lido uma nota de imprensa daquela estrutura comunista. Será que só agora, que o PCP está na oposição, terão os trabalhadores comunistas do município bejense o direito a "despertar consciências, a libertar energias de luta e de combate"?

Onde é que andaram estas consciências durante mais de 30 anos? 

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15 comentários:
De weber a 5 de Novembro de 2011 às 23:02
Belo tiro.


De João Espinho a 6 de Novembro de 2011 às 18:17
Não matei ninguém, pois não?


De luis eme a 5 de Novembro de 2011 às 23:47
excelente questão.

que também poderá (e deverá) ser colocada noutras localidades, como Almada, num futuro próximo. :)


De João Espinho a 6 de Novembro de 2011 às 18:19
As células multiplicam-se.


De Arame Farpado a 6 de Novembro de 2011 às 00:01
O senhor João Espinho cometeu um erro.
Confundiu trabalhadores que trabalham no município de Beja com trabalhadores municipais da câmara de Beja.
Eu trabalho no município do Porto, mas não sou trabalhador Municipal.
Percebeu a diferença?
Percebeu porque este post não faz qualquer sentido?
Às vezes convém destilar o veneno antes de o deixar sair.
Cumprimentos.


De João Espinho a 6 de Novembro de 2011 às 09:06
Semântica à parte, mantenho a questão central. Obrigado pela lição de "como bem escrever português" e sem ambiguidades semânticas.


De Constantino, Guardador de Vacas e de Son a 6 de Novembro de 2011 às 14:25
João, não tivesse eu lido o comentário anterior, também teria ficado a pensar que era a célula da câmara municipal e não a célula municipal. Mesmo assim não fiquei a perceber muito bem de qual das duas é. Mas para o caso é indiferente. A pergunta que eu tinha a fazer é a seguinte: Quem é que nunca tinha ouvido falar?


De João Espinho a 6 de Novembro de 2011 às 18:08
Caro Guardador de Vacas - gosto, muito especialmente, da forma como se joga a bola para fora das quatro linhas ou se simula uma grande penalidade, ficando o infractor limpo de faltas. Neste caso, repito que a semântica é o que menos interessa. Todos percebemos que a célula é dos funcionários da CMB e que, até há cerca de uns meses, nunca se tinha dado por ela. Será que durante o mandato comunista na CMB a célula trabalhou clandestinamente? Não me parece, pois aquela rapaziada não tem estofo para clandestinidades. Por isso a minha questão: onde é que andaram até agora?


De Cobarde a 6 de Novembro de 2011 às 19:14
Este senhor respira anticomunismo por todos os poros. No seu blogue caseiro e agora aqui. Devia ler ou ver Ensaio sobre a cegueira, tão pequenina é a sua visão.


De João Espinho a 7 de Novembro de 2011 às 07:43
A sorte é que ainda vou respirando.


De Bola nas pitas a 6 de Novembro de 2011 às 22:45
Nota-se quem é especialista em mandar bolas para as pitas. A questão é: Quem é que não tinha ouvido falar da célula? O João Espinho? Ou toda a gente?


De João Espinho a 7 de Novembro de 2011 às 07:52
Se a célula nunca se pronunciou publicamente, calculo que, a existir, só os seus membros a conheciam. Assim tipo grupo da série "os amigos de Baal".


De Ulisses a 7 de Novembro de 2011 às 01:39
Dá para ver à distância que o meu caro espinho tem uma espinha cravada na garganta, se engolir um bocado de pão seco vai ver logo lhe passa.


De João Espinho a 7 de Novembro de 2011 às 07:56
Pela minha garganta só passam néctares e de qualidade certificada. Pão seco não é a minha especialidade,


De El Juanito a 7 de Novembro de 2011 às 11:39
Antigamente não era necessário haver célula, os votos caíam automaticamente das zonas rurais, vindos predominantemente de grupos etários já avançados na idade.
Como é óbvio e como mandam as Leis da vida, estes grupos etários vão naturalmente desaparecendo dando hipótese a que outras mentalidades não vermelhas sobressaiam.
Assim, o partido vermelho teve de ir ao baú buscar o manual de instruções para tentar salvar a coisa.


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