Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011
por Rui C Pinto

Ah, que saudades desse tema "quente"... Os feriados... São demasiados? Podem celebrar-se ao fim-de-semana? E que fazer com as pontes? Falo deste tema hoje porque não fiquei indiferente ao artigo de opinião de João César das Neves no DN de hoje: Os limites da política. Nesse artigo César das Neves distingue o feriado em dois domínios: o seu valor de celebração comunitária e o seu valor laboral. Mas vai mais longe: 

 

"O anterior Governo, aquele que levou o País à beira da ruína, achou-se com direito a mudar coisas básicas da sociedade, simplesmente por ter maioria ocasional. Enquanto tratava mal daquilo que lhe competia, atrevia-se a mexer no que tinha o dever de respeitar. Porque a definição de casamento e os limites da vida não podem estar ao sabor de coligações de momento.

(...) Mas o actual Governo, no meio das medidas duras da troika, já exorbita das suas funções quando se pensa com direito a mexer nos feriados."

 

Hum... Casamento e limites da vida para chegar aos feriados... Que terá César das Neves em mente? Estará com receio de perder o feriado da Assunção de Maria ou da Imaculada Conceição?


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4 comentários:
De k. a 7 de Novembro de 2011 às 14:42
Os feriados não são demasiados (este ano, com o royal weeding, tivemos tantos como os Ingleses) - Na minha opinião, o que é demasiado são as "pontes" da função pública, e talvez os dias de férias - mas ai teriamos de fazer comparações com outros paises, e não tenho dados.

O para o César, masturbação é um pecado mortal, go figure


De Cobarde a 8 de Novembro de 2011 às 13:40
...só venial -não exagere K:

E mesmo os seus pecados mortais podem ser perdoados se, SE, arrepender :)


De Guillaume Tell a 7 de Novembro de 2011 às 15:46
De uma certa maneira João Cesar das Neves até tem razão. O Governo anda há bastante tempo a brincar ao pequeno ditador, ou seja mexe em coisas que não deveria, ou não as respeita (tipo os deputados que só servem para apoiar os dirigentes partidários) e ao lado tolera casos prejudiciais para as pessoas (tipo o descontrolo orçamental do SEE).
Em Portugal não se conhece o raio de acção das instituições públicas, e elas próprias não o conhecem.


De IT a 8 de Novembro de 2011 às 13:43
Realmente não se mudam milhares de anos de civilização por decreto. E as mentalidades mudam em ritmo lento e por vezes retrocedem -como estamos a ver com a re-introdução da charia* na legislação tunisina e líbia...

* como a poligamia; os açoites; e os crimes religiosos, como não ser muçulmano.


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