Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011
por José Adelino Maltez

Não sou CDS, PSD ou PS, já há décadas que deixei de ser anticomunista, desde a queda do Muro, gosto dos capitães de Abril, sou solidário para com os sindicalistas, até porque fui sindicalista, nunca votei nem votarei Cavaco, isto é, sou um tipo adepto do regime, mas liberal, pelo que sou capaz de denunciar a partidocracia e os jogos florais dos partidocratas que, vistos de fora, cá de dentro, cheiram a bafio, porque era extremamente fácil encaminhá-los para um governo de emergência nacional, não dependente do bloco central de interesses, e para uma adequada revisão constitucional que nos livrasse das vacas sagradas.  Constituição, magistraturas, medo do combate à corrupção, leis eleitorais, falta de sentido de reforma do Estado, proteccionismo, empresas de regime, partidocracia, corporativismos.... Pior: não antipazo com Passos nem com Seguro, mas detesto o populismo e a demagogia dos pretensos inimigos do regime que fazem discursos de velharia, com citações de extrema-direita e extrema-esquerda que alguns ex-revolucionários de esquerda do PSD qualificam como discursos verdadeiramente sociais-democratas, como ontem ouvi ao Pacheco Pereira sobre a tomada de posse de Alberto João. Bossi e Haider não me parecem boas saídas. E o Berlusconi já se foi. Chiça! Estou farto da discussão do sexo dos anjos que impede aquilo que por estes dias era fácil de conseguir-se: um acordo para um orçamento de resistência e mobilização das liberdades mínimas nacionais, com um mínimo de justiça social e de respeito pelo princípio da igualdade. Basílio Horta é a melhor demonstração da fungibilidade partidocrática vigente. Ainda hoje podia ser deputado do CDS, do PSD ou do PS. E bom deputado em qualquer uma das bancadas. E qualquer um dos três partidos o poderia recrutar para ministro. Com vantagens para o bem comum. Portugal é mais importante que a ideologia financeira da teimosia do ministro Gaspar.


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2 comentários:
De k. a 11 de Novembro de 2011 às 10:27
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De Goyaałé a 11 de Novembro de 2011 às 15:16
Ugh, vê-se logo a que caras pálidas é que o grande pai branco vai arrancar o escalpe e a quais é que não (por enquanto). Tudo a bem da nação.


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