Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

No DN de ontem: Banqueiros querem limitar estes ganhos. Se acções recuperarem para as cotações de há um ano, lucros triplicam

 

É um cenário que os banqueiros querem evitar a todo o custo. Caso o Estado entre na estrutura accionista das instituições, poderá comprar barato para vender depois mais caro, aproveitando o actual preço muito baixo das acções.

 

Basta que os bancos regressem aos valores de há um ano (já em tempo de crise) para que a sua cotação mais do que triplique, o que significaria um lucro para o Estado. Por isso, os bancos querem definir um preço de recompra.

 

Paul Krugman tem criticado com grande frequência a possibilidade de os bancos, quando ganham, guardarem para si os lucros enquanto que, quando perdem, conseguirem ter as suas perdas socializadas por um país inteiro. Esta possibilidade é claramente injusta e Krugman tem razão ao criticá-la. A justiça exige que os Estados sejam compensados pelas perdas e os riscos decorrentes da nacionalização de bancos falidos. Uma forma de obter tal compensação é, por exemplo, permitir aos Estados obter ganhos de capital nas instituições socorridas.

 

Se o dinheiro do Estado - isto é, dos contribuintes - é bom para salvar bancos, também tem de ser bom como forma de investimento. A única maneira de dignificar o dinheiro dos contribuintes utilizado para acudir a bancos privados mal geridos, corruptos, criminosos ou, simplesmente, azarados é remeter para o erário do Estado - isto é, de todos nós - os ganhos de capital realizados. Isto se o dinheiro investido vier a gerar lucro, o que lamentavelmente não é sempre o caso (basta pensar no BPN).


tiro de Ricardo Vicente
tiro único | gosto pois!

Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds