Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Eu concordo com o LNaves.

 

A greve é um direito dos trabalhadores. A greve é uma das armas dos trabalhadores. Aliás, para muitos trabalhadores esta greve faz todo o sentido. Não se pode exigir a quem acabou de perder 50% do subsídio de Natal e tinha já perdido 5% do seu ordenado e se prepara para perder os subsídios de Natal e Férias de 2012 e 2013 que esteja feliz e contente. A minha mulher é um dos casos. Por acaso não fez greve. Entende, a exemplo do que escreveu LNaves, que a mesma seria mais prejudicial para a sua instituição do que benéfica para a sua "luta". Como ela, conforme é visível na AMP, a grande maioria dos trabalhadores da função pública foram trabalhar. Não por serem contra a existência de greves. Não. Boa parte por entenderem que não será esse o caminho.

 

A greve, repito, é um direito dos trabalhadores. Porém, já quanto aos piquetes que impedem quem quer de trabalhar, não consigo aceitar. se a greve é um direito dos trabalhadores, igualmente o é o facto de a ela não quererem aderir.


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3 comentários:
De Luís Naves a 24 de Novembro de 2011 às 15:31
Fernando, os piquetes não podem impedir ninguém de trabalhar, mas são uma parte essencial do mesmo direito à greve. Têm função de controlo dos trabalhadores, servem para os informar. Existe uma lei que os enquadra e os abusos são obviamente ilegais. E não vejo mal nenhum se o piquete pressionar os que querem trabalhar; está em causa a eficácia do protesto. Eu, no lugar deles, faria isso mesmo.


De Tiago a 24 de Novembro de 2011 às 16:03
Luís, os piquetes são um eufemismo para outra coisa que mais não é que coacção e intimidação a colegas de trabalho.
Defendo o direito à greve, é uma arma que os sindicatos utilizam para pressionar o governo. Acho que esta, tal como a do ano passado, foi muito mal preparada pelos sindicatos. Como sempre, julgam que as pessoas são acéfalas e que basta dar o toque a reunir e que lá vai a carneirada. Mas também sabemos que os sindicatos estão, na sua maioria, dominados por forças políticas extremistas. Acho inaceitável que se utilize a agressão e a intimidação para levar colegas de ofício a aderirem a uma greve. Os piquetes servem, hoje, para o péssimo jornalismo televisivo que temos. Ficam sempre bem umas imagens de confronto entre elementos de piquetes e forças da ordem.
Oiço falar muito na indignação e revolta das pessoas, mas acho sim que as pessoas estão é desesperadas, com as medidas tão penalizadoras deste governo. E pessoas desesperadas cometem actos desesperados. A greve geral, os piquetes e afins, ao pé desses actos vão parecer uma brincadeira.


De Fernando Moreira de Sá a 24 de Novembro de 2011 às 16:32
Luís, o problema não está no conceito de piquete. O problema é o uso do piquete como forma de impedir o direito dos outros a não fazer greve.

Repara em dois exemplos: um piquete de greve em Lisboa cuja acção estava a ser, até chegar a polícia, impedir a saída dos autocarros. Quando foi a greve dos camionistas (e como eu concordava com ela!!!), o piquete fez o mesmo e pior: desde roubas as chaves dos veículos dos colegas que queriam trabalhar até ao caricato de umas pedras atiradas aos vidros das viaturas.

Ou seja, eu sei que estas são situações limite. Porém, meu caro, deixaram de ser excepção nalguns casos e isso é grave e violador do direito à não greve.

Por Toutatis, como diria o outro, eu defendo o direito à greve. Como defendo o direito à não greve.

Um forte (apache) abraço.


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