Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Não é para os próximos tempos, é para depois dos próximos. Fixem estas palavras: "armadilha de liquidez". É disto que jornalistas, blogadores, analistas, comentadores, opinadores, spinadores e políticos andarão a escrever e a falar dia e noite a seguir aos tempos mais próximos. Será mais uma daquelas expressões que, subitamente, passam da ciência sombria para o parlapiê popular (e que deveriam pagar imposto).

 

Nos próximos tempos (dentro de meses e até dois anos): o Banco Central Europeu começará a injectar mais e mais dinheiro com o objectivo de contrariar os sintomas de crise e de reduzir o valor real das dívidas públicas. Esta tendência aumentará à medida que nos aproximarmos das eleições na França e na Alemanha. (A disponibilidade de Merkel para o argumento de Sarkozy de que a independência do banco central é totalmente overrated só pode aumentar à medida que as sondagens da chancelerina teutónica se afundarem).

 

Nos tempos depois dos próximos (lá para depois daquelas duas eleições): o Banco Central Europeu, os políticos e os opinadores vão descobrir a metáfora "empurrar um fio".


tiro de Ricardo Vicente
tiro único | gosto pois!

De DESTE RIO a 25 de Novembro de 2011 às 16:52
FIAT NA VIRGEM E NÃO CORRAS.

Ó pá esses camones todos têm de entender de uma vez por todas, que um bando , não é um conjunto de 2 ou 3, 10 cenas. No bando, com posse de todas as potencialidades, a injecção de cash é um MUST. Quando se tem CASH a "rolar como na feira popular" no meio de poucos aventureiros, isso dá sempre asneira. Porque a macroeconomia é para um bando em que as médias estão de acordo com os fundamentais, ou seja, as potencialidades. Agora quando queremos associar Macroeconomia a poucochinhos, isso é uma megera, com resultados obsoletamente armadilhados.
Então eu sugiro que haja "justiça aritmética" o que é uma espécie de lidar com tudo caso a caso, isso é a realidade no tempo das "vacas gordas", mas também tem de o tornar a ser com linhas de crédito especiais (tratar desigual aquilo que é desigual), para quando as Exógenas análises tudo dão como fogo fátuo.
Quanto à impressão de eurinhóides para estadóides, SOU CONTRA. Seriamos uma nação valente e imortal se fizéssemos o gesto do Zé Povinho ao estado que foi tomado PELOS FIADOS DA PUTA.


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