Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
por Rodrigo Saraiva

Sou há muitos anos um defensor das claques desportivas. Há países onde estas não existem enquanto dinâmica organizada, outros há onde sim. Em Portugal a maioria dos casos é enquanto um grupo organizado de adeptos.

 

Ser defensor de claques não significa ser protector de todos os actos perpetuados por estes grupos e indivíduos que neles se inserem. Mas custa ver que muito do bom que estes adeptos mais fiéis fazem não tenha também o mesmo destaque dado aos momentos negativos. Tentemos resumir. Se em Portugal não existissem pessoas que se juntam nos estádios (e pavilhões) enquanto claque, a maioria dos jogos teria um ambiente similar a um velório. E um espectáculo desportivo quer-se vivo, divertido, dentro e fora das quatro linhas.

 

Há certamente muitas razões que justifiquem os comportamentos negativos que, infelizmente, se assistem. E quem os pratica devia ser penalizado duramente.

 

Mas se há algo que desde há muitos anos me tira do sério é ver o adepto, em especial o que gosta de apoiar em grupo, sim o das claques, a ser o mexilhão. Que não haja dúvidas que muito do que se passa seria evitável se os Dirigentes desportivos tivessem outro comportamento.

 

Em 2004, aquando da preparação do Euro2004 foi lançada legislação que previa mais penalização. Infelizmente, e mais uma vez, focava sobretudo os adeptos. Chegou a hora de ter uma verdadeira legislação para mais segurança nos espectáculos desportivos. E que não se fique apenas pelas medidas punitivas. Há muito para fazer na prevenção, começando bem cedo na promoção do fair-play junto dos mais novos. E na vertente da punição que haja coragem e se castiguem verdadeiramente todos os intervenientes, em especial os Dirigentes que há muitos anos incitam  as emoções negativas que depois acabam em momentos de distúrbios e vandalismo.


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1 comentário:
De raioverde a 29 de Novembro de 2011 às 17:07
Sou sócio do FCP desde os dois anos. Sempre vi os jogos na antiga arquibancada ou na bancada central. vivi, como imagina, muitos bons momentos.

Mas os jogos fora, no meio da claque, a quase não ver o jogo, e sempre a cantar, também têm o seu "je ne sais quoi".

Claro que as animalidades são de condenar.

Mas eu não concebo um estádio, nomeadamente o do Dragão, sem claques. Que seca que seria.

Se calhar em Inglaterra não é preciso, pois todos cantam, não sei.

mas certamente cá seria um belório.


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