Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011
por Luís Naves

Para esclarecimento dos leitores de Forte Apache, tenho de referir aqui que dei uma informação errada neste post e que isso altera bastante o raciocínio incluído no texto. Pelo erro, peço desculpa.

As contas estão erradas porque não se aplica a regra do Tratado de Lisboa na formação de maiorias, mas as do Tratado de Nice, que se mantêm até 2014 e talvez até 2017, devido a um compromisso (Ioaninna) arrancado pelos polacos. Em resumo, para definir as maiorias aplicam-se as contas de Nice, pelo que Alemanha e França têm mais dificuldade em dominar a votação que se aproxima, com aspectos a exigirem unanimidade.

Mantenho apesar de tudo a ideia de que a Alemanha e a França não estão isoladas e que as alterações ao Tratado não resultam de uma imposição, mas de uma negociação em que participam vários países.

Se bem compreendo as notícias ainda vagas, há fortes divergências a três dias da cimeira, com pelo menos duas teses que a presidência e a comissão tentam conciliar numa proposta comum. De um lado, está a Alemanha, que quer um pacto de estabilidade mais duro e uma redistribuição dos direitos de voto no eurogrupo; do outro, a França, que aceita eurobonds e quer uma abordagem intergovernamental. A união orçamental está a esfumar-se e exigirá um novo Tratado. Para os interesses nacionais, a vitória da proposta francesa parece ser a melhor, ainda por cima com menos alterações aos Tratados, não exigindo ratificações complicadas ou referendo na Irlanda.

Mas, enfim, a negociação entra na fase decisiva, vamos ver o que acontece nos próximos dias. Como o Ricardo Vicente escreveu mais abaixo, o super-pacto de estabilidade parece ser um disparate. E os pedidos de referendo são política nacional. Todos sabem que isso é impossível e não passa de populismo. Não se faz uma pergunta onde uma das duas hipóteses equivale a suicídio colectivo.


tiro de Luís Naves
tiro único | gosto pois!

De l.rodrigues a 7 de Dezembro de 2011 às 09:42
Portanto, não podemos escolher o suicídio porque há quem queira controlar as circunstâncias da nossa morte. Provavelmente para vender os nossos orgãos.


Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds