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Forte Apache

Uma "resposta convincente"? *

Pedro M Froufe, 30.10.11

"(...) O lado bom da crise, depois de conseguirmos sobreviver aos seus agressivos espinhos, será compreendermos que a inércia e a ineficiência descontraídas já não nos permitirão sobreviver tranquilamente; adoptarmos novos hábitos de rigor e de dinamismo, perdermos velhos vícios, públicos (sobretudo) e privados. Uma mudança de hábitos que envolverá, também, a política e os seus actores. Estes terão que ser mais preparados, desabituando-se de uma acção política meramente discursiva, palavrosa e sem consequências. O que implica frontalidade na abordagem dos problemas. 
  Ora, não creio que o acordo europeu alcançado, na madrugada de quinta-feira, para uma “resposta convincente” à crise do Euro (e, imediatamente, à situação grega), reflicta já esse novo paradigma. Foi bom, na medida em que terá sido, politicamente, o acordo possível. No entanto, trata-se de um acordo para responder a um problema do sistema (impasse?) existente, dentro da lógica desse mesmo sistema".

 

TEXTO COMPLETO: AQUI.

 

* Semanário Grande Porto, 28.10.11

Palpitações

Rui C Pinto, 28.10.11

Segundo a Marktest, o PSD tem o dobro das intenções de voto do PS. O desconforto no PS é grande em relação a António José Seguro e estas sondagens não ajudam... Mas o dado mais relevante desta sondagem é o seguinte: o país é o mesmo desde Junho e continua sólido o apoio à maioria governativa, bem como à maioria de 85% que sustenta o acordo com as instituições internacionais

 

Perante estes números como se justifica a hesitação da actual liderança do Partido Socialista? Perante um país que continua unido (apesar do discurso realista e duro do actual governo no que toca aos sacrifícios que a conjuntura nos exige) como pode António José Seguro hesitar entre acudir ao descontentamento interno dos eternos socráticos que rasgam as vestes a cada anúncio de austeridade (ler, sei lá - vou só mandar ao ar um nome ao calhas - o João Galamba) ou honrar o compromisso que assinou com o país e com as instituições internacionais? 

Posso perguntar?

Fernando Moreira de Sá, 27.10.11

Em toda esta novela da privatização da RTP existe uma coisa que ainda não compreendi.

 

Eu tenho uma empresa que se dedica a um determinado negócio. O meu vizinho lançou uma empresa no mesmo ramo de negócio. O mercado passou a ser dividido por dois. Entretanto, outro vizinho decidiu dedicar-se ao mesmo negócio e criou uma empresa. E assim sucessivamente. Hoje, como ontem, no meu ramo de negócio existem inúmeras empresas e o mercado não cresceu, infelizmente, na mesma proporção.

 

Nunca me passou pela cabeça pressionar este, ou qualquer outro Governo a criar leis de limitação do meu mercado. Por acaso era bestial! Sempre tinha o mercado na mão e podia dedicar-me, sei lá, ao golfe.

 

Por isso, alguém me sabe responder de que se queixa o Dr. Balsemão? Do mercado livre? Da concorrência?

 

Principalmente, o Dr. Balsemão. Reparem, a Impresa é uma excelente empresa de comunicação social. No mercado dos semanários é imbatível. Porquê? Por ter o semanário largamente preferido dos portugueses. Existe concorrência? Existe. O mercado é livre? É. Então, o que aconteceu? Simples, o Expresso é o preferido e, por isso mesmo, já viu morrer o Semanário, o Independente, o Liberal, entre outros e até o Sol não conseguiu nem consegue fazer grande mossa ao Expresso. A SIC Notícias é quase imbatível. Motivos? Os mesmos. Já a Visão continua a liderar mesmo com a concorrência forte da Sábado (a Focus não faz grande mossa). Existem mais exemplos.

 

Sinceramente, não consigo compreender o medo do Dr. Balsemão. Será que não acredita na sua SIC e nos seus profissionais? Ou será que é, apenas e tão só, uma questão pessoal. Tão pessoal que até está a cegar aquele que é, de longe, a grande figura empresarial da Comunicação Social portuguesa dos últimos 40 anos?