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"(...) O lado bom da crise, depois de conseguirmos sobreviver aos seus agressivos espinhos, será compreendermos que a inércia e a ineficiência descontraídas já não nos permitirão sobreviver tranquilamente; adoptarmos novos hábitos de rigor e de dinamismo, perdermos velhos vícios, públicos (sobretudo) e privados. Uma mudança de hábitos que envolverá, também, a política e os seus actores. Estes terão que ser mais preparados, desabituando-se de uma acção política meramente discursiva, palavrosa e sem consequências. O que implica frontalidade na abordagem dos problemas.
Ora, não creio que o acordo europeu alcançado, na madrugada de quinta-feira, para uma “resposta convincente” à crise do Euro (e, imediatamente, à situação grega), reflicta já esse novo paradigma. Foi bom, na medida em que terá sido, politicamente, o acordo possível. No entanto, trata-se de um acordo para responder a um problema do sistema (impasse?) existente, dentro da lógica desse mesmo sistema".
* Semanário Grande Porto, 28.10.11
editado por Pedro Correia a 12/6/12 às 23:15
editado por Pedro Correia a 8/6/12 às 09:00
editado por Pedro Correia a 18/6/12 às 00:04
Depois admiram-se que muita gente tenha acreditado que a entrevista fictícia do Correio da Manhã fosse verdade ...

editado por Pedro Correia a 30/10/11 às 06:59
Segundo a Marktest, o PSD tem o dobro das intenções de voto do PS. O desconforto no PS é grande em relação a António José Seguro e estas sondagens não ajudam... Mas o dado mais relevante desta sondagem é o seguinte: o país é o mesmo desde Junho e continua sólido o apoio à maioria governativa, bem como à maioria de 85% que sustenta o acordo com as instituições internacionais
Perante estes números como se justifica a hesitação da actual liderança do Partido Socialista? Perante um país que continua unido (apesar do discurso realista e duro do actual governo no que toca aos sacrifícios que a conjuntura nos exige) como pode António José Seguro hesitar entre acudir ao descontentamento interno dos eternos socráticos que rasgam as vestes a cada anúncio de austeridade (ler, sei lá - vou só mandar ao ar um nome ao calhas - o João Galamba) ou honrar o compromisso que assinou com o país e com as instituições internacionais?
Em toda esta novela da privatização da RTP existe uma coisa que ainda não compreendi.
Eu tenho uma empresa que se dedica a um determinado negócio. O meu vizinho lançou uma empresa no mesmo ramo de negócio. O mercado passou a ser dividido por dois. Entretanto, outro vizinho decidiu dedicar-se ao mesmo negócio e criou uma empresa. E assim sucessivamente. Hoje, como ontem, no meu ramo de negócio existem inúmeras empresas e o mercado não cresceu, infelizmente, na mesma proporção.
Nunca me passou pela cabeça pressionar este, ou qualquer outro Governo a criar leis de limitação do meu mercado. Por acaso era bestial! Sempre tinha o mercado na mão e podia dedicar-me, sei lá, ao golfe.
Por isso, alguém me sabe responder de que se queixa o Dr. Balsemão? Do mercado livre? Da concorrência?
Principalmente, o Dr. Balsemão. Reparem, a Impresa é uma excelente empresa de comunicação social. No mercado dos semanários é imbatível. Porquê? Por ter o semanário largamente preferido dos portugueses. Existe concorrência? Existe. O mercado é livre? É. Então, o que aconteceu? Simples, o Expresso é o preferido e, por isso mesmo, já viu morrer o Semanário, o Independente, o Liberal, entre outros e até o Sol não conseguiu nem consegue fazer grande mossa ao Expresso. A SIC Notícias é quase imbatível. Motivos? Os mesmos. Já a Visão continua a liderar mesmo com a concorrência forte da Sábado (a Focus não faz grande mossa). Existem mais exemplos.
Sinceramente, não consigo compreender o medo do Dr. Balsemão. Será que não acredita na sua SIC e nos seus profissionais? Ou será que é, apenas e tão só, uma questão pessoal. Tão pessoal que até está a cegar aquele que é, de longe, a grande figura empresarial da Comunicação Social portuguesa dos últimos 40 anos?
editado por Pedro Correia às 20:44
Só para lembrar! Apareçam e tragam amigos!