O miguel tem uns lapsos muito selectivos e hoje lá saiu mais um. Mas como não quero que ele faça má figura, complemento a "Frase que impõe respeito" que o miguel hoje selecciona tão "candidamente".
“Passos Coelho tem o mérito indesmentível de ter vindo dizer a verdade sem contemplações. O seu programa é simples e brutal: sangue, suor e lágrimas, e, talvez no fim, o recomeço da história da história. Talvez tenha sucesso talvez não: oxalá que sim, de outro modo nada se salva. Mas ele tem, pelo menos, a coragem de dizer a verdade toda e arriscar nas consequências do caminho escolhido.”
A melhor explicação que até agora foi dada sobre a relação do Tribunal Constitucional, a troika, o controlo das indisciplina orçamental das regiões autónomas, as maiorias absolutas nas autárquicas, os charutos dos cubanos e a produção bananeira nas Berlengas. Com telecomando.
“São todos uns situacionistas, são todos do regime, e como a Madeira não é daquele regime é incómoda para aqueles ladrões”. Um problema de estilo, de indisfarçável autor, que não é do regime, mas está há três décadas no poder e é alto hierarca do mesmo regime. Com deputados nacionais privativos e tudo e assento no Conselho de Estado.
Em muitos dos nossos seminários de regime continua a vigorar a canalhocracia dos intelectuários, dos de antes torcer que quebrar, julgando que a honra não pode casar-se com a inteligência. Ser livre compensa, embora seja bastante caro.
Já há muito que está em crise o Estado, porque, para o mesmo território e a mesma população, existem vários governos, enquanto Estados-Aparelhos de poder. Emerge agora uma outra crise, a república ou a nação, o Estado-Comunidade que dava autodeterminação ao primeiro.
Em nome do bem-estar, compra-se e vende-se poder. Em nome da segurança, gera-se o medo. Em nome da justiça, mantém-se a chicana. É no que dá o primado do Estado-Imposto.
Também a nível de política pública de administração de justiça, o que parece é, mesmo que o não seja. Ainda há pouco, na rua, por acaso, na Gomes Freire, um porta-voz da opinião comum me informava da libertação do autarca, comentando: "o tipo saiu porque lhe meteram aquela da hábias corpo...no meu tempo, essa coisa era só no Natal..." (não consegui explicar-lhe que isso do indulto nada tem a ver com a Magna Carta de 1215).
Relativamente à libertação, também não consegui explicar ao meu informador essa do "in dubio pro reo", porque o jogo ainda recorre, o homem do apito desapitou, depois do juiz de linha marcar fora de jogo e do presidente da Liga invocar o expediente dilatório. Espero pelos comentários do Rui Santos e pelos habituais treinadores de bancada, que também são autarcas. Mas o programa é só na segunda-feira.
O Estado a que chegámos: secretário regional das finanças da Madeira responde, em conferência de imprensa, à conferência de imprensa do ministro das finanças da República; o autarca de Oeiras vai, dentro de dez minutos, conferenciar de imprensa sobre a noite que passou na Gomes Freire. A malta já está animada. Continua a pagar. E merece pagá-las. Às multas por mau estacionamento e consequente resgate.
Pobres dos que tanto tiveram esperança em 1974 como em 1989, os que tanto derrubaram um muro como viveram a queda do outro. Levaram e levam com os calhaus em cima. Os patos bravos de sempre continuam a ganhar com o betão...
Enquanto assistimos enojados à telenovela Isaltino Morais à tarde e à telenovela Alberto João Jardim de manhã e enquanto pensamos que o primeiro mantém-se presidente de câmara municipal e o segundo mantém-se e prepara-se para ser reeleito presidente do governo regional da Madeira em nome do PSD, há uma figura desse mesmo partido que vem à mente: Marques Mendes.
Marques Mendes teve um acto de coragem histórica ao dissociar Isaltino Morais e Valentim Loureiro do PSD. Essa enorme coragem e sentido de decência poderia, porém, ter ido ainda um pouco mais longe. Mas acabou por não chegar à Madeira.
Parece que Passos Coelho não irá à dita ilha apoiar Alberto João Jardim. Não apoiar, não ir, não fazer: é pouco. Pouco por omissão.
Quando vi ESTA reportagem do insuspeito "Daily Mail" lembrei-me de alguns, felizmente poucos, que continuam a ignorar o F.C. Porto enquanto marca potenciadora do turismo da cidade, da Região e de Portugal.
O mais espantoso é quando encontro, na minha cidade, essa minoria ignorante. No recente repasto do Forte Apache, o meu parceiro do lado direito elogiou um desses iluminados. Limitei-me a mandar uma boca: podem sempre aproveitar e convidar o homem para substituir o Isaltino. A sua resposta foi todo um tratada: "Credo, estás louco, esse aqui em baixo não".
Pois é, pois é, já dizia o meu Pai: Pimenta no cu dos outros é farinha...
However, I think it's probably thanks in part to Jose Mourinho bringing FC Porto to European prominence that this ancient city suddenly seems to have become a fashionable contender for the ubiquitous weekend break.
O artigo de opinião de Campos e Cunha no Público de 30 de Setembro é... hilariante (para utilizar uma expressão simpática). Como é sempre uma opinião suspeita a defesa em causa própria, como diz, e bem, a Alda Telles, aqui está uma defesa melhor do que qualquer consultor de comunicação faria.