Segunda-feira, 26 de Março de 2012
por Rodrigo Saraiva

Deus está com Passos.


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por Maurício Barra

- Mas então, como os defines ?

- Como os defino ?

- Sim, como os defines !

- Bom, então vê lá se compreendes: são liberais em política económica ( o que é natural para diminuir a dívida pública de um Estado sobre-dimensionado ), são liberais em política de educação ( para proteger o direito de escolha ), são social democratas em política social (sobretudo na saúde e na segurança social), são reformistas em política de justiça (para substituir o garanticismo por uma justiça mais justa) ,  são conservadores em política de ambiente e do ordenamento do território ( para salvar do cimento armado o que resta de Portugal ) e são euro-atlantistas em segurança e segurança internacional !

- E quanto às políticas ditas fracturantes ?

- Inteligentes. E misantropos. As coisas da consciência que corram por sua conta e risco, desde que não os incomodem.

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por Maurício Barra

"Não basta diminuir o peso de Estado, é preciso libertá-lo de interesses e lóbis, uns mais evidentes e legítimos, outros mais discretos e secretos ".

 

" Um pacto social em que todos aceitassem que têm de perder quaquer coisa. Os cidadãos,, o Governo e as entidades públicas estão a cumprir, mas não estou seguro de que algumas das corporações e agentes económicos estejam envolvidos. Não por não terem sido chamados, mas porque não se querem envolver ".

 

" O que é preciso é manter toda a siciedade portuguesa a bordo. Todos temos de perder um pouco para que não desapareçam alguns e para isso é preciso exortar os parceiros económicoa a cederem mais "

 

Paulo Rangel in Expresso

 


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por Maurício Barra

«Do discurso de Passos Coelho, hoje, no Congresso do PSD (sobre quem trouxe o país à crise, sobre a génese deste governo e a coligação, sobre austeridade e reformas estruturais, sobre humildade perante as decisões do eleitorado e como o PSD acerta quando o respeita, sobre Açores e Madeira, sobre a reformulação do programa do partido) o director da Sic Notícias, António José Teixeira, em comentário, reteve que Passos Coelho «preparou os militantes para maus resultados» e que «as eleições autárquicas podem ser um cartão amarelo». Teixeira trazia uma gravata cor-de-rosa berrante, mas não precisava de sinalizar tanto. A suave mistura de wishfull thinking e frustração à moda do Largo do Rato transpirava alucinadamente por todo o lado.»

JoséMendonça da Cruz in Corta Fitas

 

Constança Cunha e Sá, a mais fraca analista política da nossa televisão, prosseguindo a sua obsessão patológica exibida semanalmente, na TVI24, continuou, nas suas intervenções no Congresso do PSD, a culpar sistematicamente Passos Coelho e o seu governo de tudo o que mexe. Se fez não devia ter feito, se não fez devia ter feito, se disse não devia ter dito, se não disse devia ter dito. Confirmando o aforismo "asinus voces ad caelum".

eu, aqui 

 

Nota : isto é o que resulta de, em vez de directores de informação, são directores políticos da informação.

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Domingo, 25 de Março de 2012
por José Meireles Graça

É hoje relativamente pacífico que o Euro, enquanto os emprestadores viveram na ilusão de que as dívidas externas dos países que a ele aderiram não tinham importância, permitiu que a economia portuguesa se financiasse, fosse para investimento público, privado ou ainda para consumo, a taxas irrealistas.


Daí os delírios do investimento público não reprodutivo, do endividamento de empresas e famílias, do crescimento baseado no consumo de bens importados e da expansão do Estado Social sem economia que o suportasse.


Todos os problemas que a economia portuguesa enfrenta decorreram de escolhas políticas. E esta verdade triste fica reforçada pelo facto de um demagogo dinâmico,  convincente e trafulha como Sócrates, acolitado por um colégio de economistas mentecaptos da lamentável escola Constâncio, ter beneficiado de legitimidade democrática reiterada.


É assim - o Povo pouco entende de economia, nem se espera que entenda, e os economistas também não, embora se imagine que sim.


A Deusa Economia, com tempo, acerta todas as contas, indiferente aos sacerdotes que, em nome dela, têm êxtases e visões. E que muitos fiéis sejam triturados no processo está na ordem natural das coisas.


Estamos nessa fase - do acerto e da trituração: afinal consumir não é boa ideia, importar ainda menos, e a palavra de ordem é pagar os calotes dê por onde der.


Mas isto é o País e os malditos diabos estrangeiros. Entre nós, e com os burocratas e plutocratas locais, conviria que os penitentes (porque votaram escolhendo miragens) não fossem ademais vítimas de uma banca incrivelmente cúpida, estúpida e mal gerida, com a chancela e a conivência do organismo público cuja missão é, entre outras, a de evitar abusos.


É que os dicionários definem usura ou agiotagem como o delito cometido por quem empresta dinheiro, cobrando taxa excessiva de juros. E não há outra maneira de classificar isto: Cartões de Crédito, Linhas de Crédito, Contas Correntes Bancárias e Facilidades de Descoberto - 36,5%.


Estas taxas são mafiosas. E não deixam de o ser se defendidas por sábias explicações académicas, fatos de riscas, vozes graves e prestígio de pacotilha.


Que a nomenclatura europeia, com a característica estupidez das burocracias privilegiadas, sofra de cegueira contumaz e crie as condições para a sua própria extinção, a prazo, é da ordem das inevitabilidades e, para mim, uma feliz perspectiva; que entre nós e connosco, o roubo seja coonestado por quem tem obrigação de o prevenir releva do domínio do incompreensível.


Ou talvez não.


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por José Adelino Maltez

 

O sistema hierárquico dos nossos donos do poder, com níveis de concentracionarismo sucessivamente crescentes, revela o essencial do que se vai manifestando na designação dos órgãos dirigentes do PSD. Este filme sobre os meandros do efectivo poder da "Wall Street", onde as justificações ideológicas não não obsessivas e os jogos do acaso predominam, é o melhor explicador comparativo sobre os nossos níveis de decisão suprema. Who rules? Why? How? As três perguntas básicas na análise de um poder que actua nos bastidores da hierarquia e nunca aparece na montra. Para quem viu o filme, o problema principal está em sabermos onde vai ser enterrada a cadela.

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por Pedro M Froufe

Este é o título de um artigo de um jovem “politólogo” estónio –  Viljar Veebel de seu nome. Na realidade, esse título poderia bem ser “Duas moedas, várias Europas” ou até mesmo, no fundo, “Porquê uma só Europa … quer dizer, uma União Europeia?”

Importa dizer, desde já, que esse artigo, publicado originariamente num jornal de Talin e divulgado pelo diário digital Press Europ (29.02.12) é um texto especialmente ilustrativo daquilo que é o resultado de uma sucessão de erros e precipitações político-estratégicos da União, com particular realce para o “grande alargamento” a Leste, concretizado em 1 de Maio de 2004. Esse último alargamento, dotando a União, pela primeira vez na sua História, de uma dimensão quase continental, também desencadeou (desencadearia sempre) uma mudança de quadros mentais, de interesses e de relacionamento político no seio da Europa integrada.


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por Maurício Barra
Waylon Jennings

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por Rodrigo Saraiva

O PS, PCP e BE ainda vão dizer que a hora a menos desta madrugada é um excesso para além da troika.


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por Rodrigo Saraiva

Então já não se pode criticar, nomeadamente em resposta, Tozé Seguro? O PS inaugura a birrinha política.


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por Rodrigo Saraiva

Pedro Adão e Silva tem vindo a ser apadrinhado e acarinhado por alguns media. Ele é comentários na SIC, ele é comentários na TSF, com programa próprio e agora até um de música, ele é artigos no Expresso.

Desta feita tem estado, pela SIC Notícias, a acompanhar o Congresso do PSD. Nos intervalos lá vai tweetando.

As suas opiniões, sempre críticas para com o PSD, não são de estranhar. E há que respeitar. O que já não se pode respeitar, nem compreender, é que tenha este tipo de considerações.


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Sábado, 24 de Março de 2012
por José Adelino Maltez

 

Quando nos resignamos, isto é, não subvertemos pela ironia, subscrevemos a anomia. A tal situação onde não existem cada vez mais leis e regras, mesmo que existam muitas e muitas, para serem confusas, contraditórias ou ineficazes. Isto é, se o grupo ainda permanece, até pela discussão dos feriados, corremos o risco de não haver mais solidariedade entre os indivíduos, que perdem os sistemas de apoio e os pontos de referência, isto é a memória e a identidade. Era Durkheim que ensinava isto. Na "belle époque". Outro sinal da anomia é a presente hiper-informação. Embebedam-nos de propaganda que não parece propaganda, tentam controlar-nos pela "agenda setting" e lançam notícias históricas, hora a hora, meia em meia hora, para que as árvores e os ramos de árvore não nos deixem ver a floresta. A greve geral ficou reduzida a um "cartoon". E a mudança do congresso do PSD, a mais um cargo de nomeação estatal para a PT. Por isso deixo mais um relato de uma televisão universal, perto de nós.


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Sexta-feira, 23 de Março de 2012
por José Adelino Maltez


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por Rodrigo Saraiva

Imaginemos que de repente um sector da economia vê-se proibido por lei de anunciar e publicitar os seus produtos em vários meios, nomeadamente na televisão. Consequências? A comunicação social - em especial as televisões, já sufocadas com o decréscimo de investimentos publicitários - arrisca-se a ter uma brutal queda nessas receitas. As empresas desse sector, que com a crise e o crescimento das marcas brancas vêem as suas vendas a diminuir, deparam-se com uma ainda maior queda nas vendas e consequentemente têm de cancelar investimentos e avançar com despedimentos.

Conseguem imaginar estes cenários? Alguns podem achar que é algo difícil de acontecer. Eu diria que é algo bem exequível se certas demagogias e fundamentalismos não forem travados no parlamento.


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por João Gomes de Almeida

Portugal sempre foi um país próspero em abusos policiais. Não o adianta negar. As nossas forças policiais têm o rei na barriga e no dia-a-dia gostam de dar provas mais do que evidentes disso. Como se não bastasse, os nossos polícias são na esmagadora maioria profissionais com pouca formação, pouca cultura e com uma necessidade imensa de demonstrar a sua autoridade. Poderia ser este um problema menor, caso isto acontecesse apenas nas camadas mais baixas da graduação policial. No entanto, a julgar pelos comunicados da PSP emitidos hoje - onde se desresponsabilizam os polícias agressores e se criticam os jornalistas que "não ficaram atrás das barreiras policiais" - este parece ser um problema transversal, que afecta também as chefias.

Urge que alguém tome medidas e resolva estes problemas de abuso e violência - que tão mal fazem à imagem do país - através de sanções disciplinares exemplares, para que casos como este não se repitam. 

As imagens dos polícias agressores existem e estão por todo lado. Resta às chefias policiais (e ao poder político) identificar os agentes agressores e puni-los, saneando-os da PSP. Trata-se de um assunto de segurança do estado e de liberdade de imprensa. E neste caso terão que rolar cabeças.


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por José Meireles Graça

Guterres lá anda ajeitando a melena e os problemas dos refugiados, Sampaio tem um tacho qualquer na Capital Europeia da Cultura e é Alto-comissário de Não Sei Quê e Sócrates, logo que acabe de pagar o curso de SciencesPo, ou lá o que é, ou vem para cá para dar o dito e feito por não dito e não feito ou vai para vendedor da Armani no Terceiro Mundo.

Excepto pelo último exemplo, que seria um criterioso aproveitamento de competências, parece que as sinecuras por onde se passeiam ex-políticos com uma negra folha de serviços são uma espécie de compensação pela miséria que ganhavam no activo e prémio de consolação pelo asneirol que deixaram em herança.

Parece-me justo, e é por isso que não entendo a indignação de Maria João Marques em relação ao saudoso Teixeira dos Santos. Já quanto a este senhor, que JM Ferreira de Almeida nos vem lembrar, ignoro o que foi feito dele. Se não fosse por o lugar ser trabalhoso e provavelmente mal pago, creio que caberia nos quadros do Gato Fedorento, secção de humor negro.


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por jfd

Irrita-me o politicamente correcto. Irrita-me a má formação de alguns elementos da PSP. Irritam-me os sedentos de sangue e de desgraça que procuram nas imagens de ontem o início do declínio de uma sociedade que está a viver sacrifícios com responsabilidade e que ontem demonstrou que se está maioritariamente e literalmente a #$%"! para manifestantes com teias de aranha.

Respeitem os desempregados. Respeitem quem quer trabalhar. Respeitem os protestos legítimos e encaixados neste século.

Esses senhores e senhoras que decidiram pegar em pedras e cadeiras no Chiado já de manhã tinham feito das suas aqui pelas minhas bandas.

Não foram nem pacíficos nem bem vindos. Fizeram-se convidados, fizeram-se ouvir e entraram onde não foram chamados nem desejados.

Depois, mais tarde, fizeram o favor de encenar o palco para as fotos e imagens da discórdia. Afinal é preciso vender e ampliar junto da irresponsável comunicação social, não fosse esse o veículo de minorias. Legítimas e ilegítimas. É a pérfida comunicação social que temos. Não é de agora.

Eu, sempre que vi desacatos, afastei-me. Não é a minha natureza, não é a minha forma de lutar, não é meio para fim nenhum.

Irritam-me os mártires.

Irritam-me as averiguações e os pedidos de explicação. Quem fez levou. Quem não devia ter dado que seja castigado. Que se tirem ilações. Que se aprenda para o futuro. Que não se repita!

Deixem os revoltados revoltarem-se. Mas estes que deixem quem quer viver e trabalhar fazê-lo sem ter de levar com a sua ladainha sem fim, propósito ou ponta por onde se lhe pegue, interferindo com a sua liberdade de não ver perturbada a sua normal vivência social.

 

Foi este lindo cenário que estes senhores fizeram o favor de exportar para o mundo, totalmente descaracterizado, no dia em que somos destaque na BBC Travel.

Obrigado por nada.

sinto-me:

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por Sónia Ferreira

«Não há segunda volta nem terceira volta, porque não reconhecemos o resultado.» Palavras do candidato Kumba Ialá, que ficou em segundo no escrutínio presidencial da Guiné-Bissau. Qual será o desfecho desta eleição, que para já fica interrompida?


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por Fernando Moreira de Sá

Imaginem uma greve geral sem história. Agora imaginem que a PSP resolve fazer história com a greve geral. Impossível? Não.

O comportamento da PSP foi, no mínimo, deplorável. Uma situação banal, típica nestas coisas, descamba num arraial de porrada com a PSP a bater em tudo que mexe. Enfim, nada que me espante. Amanhã, depois de tudo ter acalmado, vão regressar aos costumeiros esconderijos atrás das moitas nas bermas de estrada com os seus radares. A caça à multa regressa dentro de momentos. O profissionalismo devido, esse, pode ser que chegue um dia...


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Quinta-feira, 22 de Março de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Estava eu aqui, na paz do Senhor, virado a um Milka 375g (300 + 75 grátis) que me estava (e está) a dar um enorme trabalho - pior que aquele piquete de greve dos STCP - quando chamada amiga me informa da enorme falsidade escrita por Deus.

 

Ele não sabe, nem sonha o esforço diário para manter esta linha curva. São muitos anos de Milka, horas e horas de "fripanuts" e dias passados na Gomes, no Natário, nos Lenteirões sem esquecer o "Ao Bom Doce". Toda uma vida. Vilipendiada nesse antro pecaminoso da blogosfera. E tudo por causa dele, do Provedor dos Anónimos. O OM levou Deus a pecar. E não me venham com trocadilhos sobre sopa da propaganda e propaganda na sopa.

 

Só agora percebi, afinal o OM e RMD estão feitos um com o outro. Uma conspiração. Reparem no estilo do blogue do Provedor e comparem com o blogue de Deus. Não posso deixar de denunciar as semelhanças: um tipo clica nas "ligações externas" de um e outro e descobre que nenhum deles linka o Forte Apache, nem o Aventar e muito menos o Bitri! No canto superior esquerdo, o mesmo estilo soviético. A mesma perseguição ao AO. O mesmo estilo de trocadilhos nos títulos e já nem vou falar nas Tags. Uma vergonha.

 

Agora, serenamente, espero pela reacção dos leitores anónimos (ou serão confidenciais?) que invadiram a caixa de correio do Provedor do 31 da Armada.


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por José Meireles Graça

João Miranda, um osso duro de roer e pessoa que considero muito, conta uma parábola, que transcrevo:


"Aqui há uns anos o ministro de um país moderno decidiu dinamizar as exportações. Foi ter com um fabricante de frigoríficos com quem travou o seguinte diálogo:


Ministro:  Olhe lá, o governo tem um projecto para dinamizar as exportações. Verificamos que não exportámos para o Pólo Norte, verificámos ainda que o Pólo Norte tem a menor quantidade de frigoríficos do mundo.  Vai daí surgiu uma ideia: vamos exportar frigoríficos para o Pólo Norte. Quer ser o nosso parceiro?

Fabricante de frigoríficos:  Depende. Dão-me umas cláusulas leoninas no contrato?

Ministro:  Não pode ser. Temos que defender o interesse público.

Fabricante de frigoríficos:  Então não estou interessado.

Ministro:  Ok. Dou-lhe 2 cláusulas leoninas.

Fabricante de frigoríficos:  4

Ministro:  3

Fabricante de frigoríficos:  Ok. De acordo.

Ministro:  Negócio fechado?

Fabricante de frigoríficos: Ainda não. Só uma perguntinha: quem fica com o risco de os frigoríficos não se venderem?

Ministro: Você, claro.  Você é que é o empreendedor.

Fabricante de frigoríficos:  Bem, então não me interessa.

Ministro:  Ok. Nós ficámos com o risco.

Fabricante de frigoríficos:  Negócio fechado."


A parábola de João Miranda acaba aqui. Porém, acho que não devia. E continuo-a, por minha conta e risco:


Fabricante de frigoríficos:  Ei, Ministro, espere lá. E nos próximos governos, que garantias tenho eu de que os novos ministros sejam assim gente com visão, e respeitem o nosso acordo?

Ministro:  Ó homem, você não vai fazer um contrato comigo, mas sim com o Estado. E quem o vai redigir é quem nós sabemos - fica uma coisa à prova de bala. E não se aflija: o negócio vai correr bem, era preciso que o País ficasse à beira da bancarrota para o Amigo arriscar realmente alguma coisa. E isso não vai suceder, pois não?

Fabricante de frigoríficos:  Claro que não. Negócio fechado.


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por Fernando Moreira de Sá

Hoje o 5Dias está em greve. Quase geral, tirando duas almas. Os outros andam todos nos piquetes...


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por Rodrigo Saraiva
 
 
este post é uma reedição deste, publicado no dia 24 de Novembro de 2011.

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por Sónia Ferreira

Os candidatos às eleições presidenciais de domingo na Guiné-Bissau Carlos Gomes Júnior e Kumba Ialá vão disputar uma segunda volta em 22 de Abril.

Carlos Gomes Júnior obteve 48,97 por cento dos votos e Kumba Ialá 23,36 por cento. Em terceiro lugar ficou Serifo Nhamadjo, com 15,75 por cento. Em quarto, Henrique Rosa, com 5,40 por cento, seguindo-se Baciro Djá (3,26 por cento), Vicente Fernandes (1,4 por cento), Afonso Té (1,38 por cento), Serifo Baldé (0,46 por cento) e Luís Nancassa (0,37 por cento).

O representante de Kumba Ialá pediu a anulação do escrutínio e a consequente realização de um novo recenseamento de raiz dos eleitores.

Serifo Nhamadjo, Henrique Rosa, Serifo Baldé, Afonso Té e Kumba Ialá, alegam ter ocorrido fraude generalizada e actos de corrupção durante as eleições.

Cerca de metade dos guineenses inscritos nos cadernos eleitorais não votaram nas eleições presidenciais, no que constitui a mais alta taxa de abstenção, cerca de 45 por cento,  alguma vez vista nas eleições na Guiné-Bissau.

A candidatura de Carlos Gomes Júnior às presidenciais de domingo na Guiné-Bissau esperava obter melhor resultado, mas diz-se pronta para ir à segunda volta com Kumba Ialá, pedindo mais participação dos eleitores.


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por João Espinho

Hoje é um dia particularmente feliz para as minorias.  Com os seus 8% (expressão eleitoral do PCP/CGTP) impõem ao país os devaneios e as consequências daquilo a que chamam justa luta. Pouco interessados em tirar o País do buraco, tudo farão para que o desemprego aumente pois só assim  sobreviverão para apregoar a cartilha  da luta de classes e de outras coisas que, felizmente, não criram muitas raízes nas sociedades livres e democráticas.
À noite estaremos atentos à divulgação dos números e do peso das minorias. E do pesadelo para uma larga maioria  de portugueses.

(também aqui )


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por Francisco Castelo Branco

Se duvidas houvesse em relação ao fiasco da greve, esta notícia diz tudo.

Se nem a Soflusa ou a Transtejo aderiram à greve, é porque esta foi mal planeada e surge num momento inoportuno. Concordo com o que aqui foi dito. Esta greve foi uma forma de Arménio Carlos dizer presente e marcar a diferença logo no início do seu mandato. Em termos políticos, é errado convocar duas greves num espaço de seis meses. Normalmente, elas aparecem no espaço de um ano, e quando a situação do país é dificil estando o governo em queda, na opinião pública e nas sondagens. Neste momento, o governo ainda tem uma margem de manobra tanto na população como nas sondagens.

No entanto, a grande questão tem a ver com o facto das pessoas terem percebido que o facto de trabalharem lhes garante um sustento. Seja ele pouco ou quase nada. Assim, numa altura destas ninguém arrisca ficar em casa e protestar contra medidas de austeridade inevitáveis.

A luta do secretário-geral é política. A dos trabalhadores é a própria sobrevivência e das respectivas familías.

Esta greve vai ficar na história pelo seu fracasso.

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por Francisca Almeida

 

A situação que o país atravessa e a pressão política e mediática que impende sobre o Parlamento e o Governo têm feito com que, as mais das vezes, os média e os comentadores se centrem na espuma dos dias e passem ao lado daquilo que é verdadeiramente essencial ou estrutural.

Não se estranha, por isso, que esta semana tenha passado relativamente  despercebida a iniciativa da Presidente da Assembleia da República no sentido de criar, no seio do Parlamento, uma Unidade Técnica de Simplificação Legislativa.

Num país em que se legisla e se altera legislação sem previamente se avaliar o que antes se legislou, em que se altera sucessivamente sem se republicar e em que se remete para diplomas tantas vezes entretanto revogados,  já era tempo de se dar um passo sério e decisivo no sentido de conferir alguma ordem ao nosso ordenamento jurídico.

 

No passado, o Governo do Partido Socialista, sob a capa da simplificação legislativa, mais não fez do que trabalhar para a estatística, ao apresentar ao Parlamento uma proposta de lei de revogação de centenas de diplomas, a maior parte deles referentes às províncias ultramarinas ou à organização administrativa anterior ao 25 de Abril e, portanto caducos há décadas, de forma assaz evidente para qualquer operador jurídico ou judiciário.

Assunção Esteves quer encarar o problema de forma séria e, aos poucos, introduzir mudanças decisivas no Parlamento português.

Na verdade, para os deputados, sobretudo para os mais jovens ou recém-chegados, a lógica de funcionamento do Parlamento português é, em muitos aspectos, incompreensível.

A subalternização das comissões em detrimento das reuniões plenárias em que 230 deputados tanto debatem reformas estruturais ou iniciativas legislativas de monta como discutem recomendações ao Governo de carácter tão sectorial, tão específico ou complexo que só quem as acompanha em sede de comissão está em condições de as compreender na íntegra; um agendamento fechado de três reuniões plenárias com votações à sexta-feira  imprime uma certa dinâmica que privilegia ou exerce uma evidente pressão no sentido da apresentação de iniciativas legislativas. Quase como se, por alguma razão, se nada houvesse que legislar numa dada semana, pouco haveria com que preencher a agenda fechada de reuniões magnas.

 

Mas a culpa não reside só na tradição parlamentar. Basta ver o que sucede no final de cada legislatura, quando muitos deputados se apressam a apresentar estatísticas da actividade parlamentar e se vangloriam do elevado número de projectos de lei que apresentaram a debate.

Enquanto a tradição parlamentar e o escrutínio que cada um de nós promove sobre a sua actividade se ficar por uma espécie de contabilização aritmética, nada de estrutural verdadeiramente mudará.

Esse é o verdadeiro desafio de Assunção Esteves.

(Crónica quinzenal na Rádio Fundação - Guimarães)


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por Fernando Moreira de Sá

Independentemente de cores partidárias, de se ser pró ou contra o governo, é um facto que esta greve geral está a ser um valente fiasco.

O motivo não é, a meu ver, a satisfação ou insatisfação dos trabalhadores com esta ou aquela política governamental. A questão é outra. A esmagadora maioria dos trabalhadores percebeu a verdadeira motivação desta greve: a luta do actual Secretário Geral da CGTP-IN em mostrar serviço. O problema é a sombra que Carvalho da Silva lhe faz. Amanhã, após a ressaca, haverá um silêncio ensurdecedor nas hostes desta central sindical e gigantescos suspiros de saudade. 


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por Judite França

Aos especialistas em direito, uma ajuda, sff: chamar fascista aos bófias e aos motoristas é agressão verbal ou ofensa à honra? Uma das duas o STAL quer demonstrar nestas imagens que intitula de «intervenção policial da PSP em Oeiras» e publica hoje no seu site?
Das imagens, o que eu vejo é que, enquanto alguns querem ir trabalhar - e os sindicalistas querem impedi-los à força, como se fosse legal -, os agentes tentam cumprir a lei de mansinho: abraçam o grupo de manifestantes com cuidado, para os afastar da porta, ao mesmo tempo que vão ouvindo impropérios e insultos.

 

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por José Meireles Graça

Mas com tudo isto, será que ninguém ninguém vai preso?

 

Esta pergunta é retórica, claro: O Tribunal de Contas é um leão sem dentes, a Procuradoria-Geral da Republica um aglomerado de vedetas supostamente justiceiras em auto-gestão e o Presidente da Republica um pobre guarda-livros sem rasgo, nem imaginação, nem determinação que se afaste muito das cercanias do próprio umbigo - não, ninguém vai preso.


Há os Partidos, que os nossos democratas superficiais e caseiros detestam, por imaginarem que podem existir sem promessas e vícios e por Salazar lhes ter formatado as cabeças muito para além do que supõem.


Dos Partidos não se pode esperar muito: o PCP e o BE têm a tensão alta por estes dias, entretidos com as greves, os protestos, as indignações e o putativo deslizar de Portugal, e da UE, para uma situação que desejam próxima da pré-Revolução; o grupo parlamentar do PS está minado por muitos responsáveis solidários do descalabro, e o partido no seu conjunto ainda se não viu ao espelho do buraco em que nos meteu.


Restam os outros: e talvez um, ou dois, ou três juristas - há por lá às resmas - pudessem estudar a legislação americana sobre impeachment, e adaptá-la à nossa situação, para curto-circuitar a Procuradoria, e os sindicatos das magistraturas, e as polícias, e o vozear da imprensa, e até mesmo as comissões parlamentares (que são lentas, não têm meios nem são adequadas para investigar criminalmente no terreno), e tomografar o ex-PM.


Bem sei: mais uma Lei e mais uma magistratura, mais despesa pública - tudo portuguesices.


Mas é que nós precisamos de um Kenneth Starr com poderes e orçamento de Kenneth Starr - e não para investigar charutos, devaneios e mentirinhas, que o nosso País não está entupido de puritanos obcecados com sexo.


Mas está entupido de corruptos mentirosos e impunes. Ou, quem sabe, talvez não; mas precisamos de ter a certeza, ao menos em relação ao maior deles.

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