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Forte Apache

Alerta ao Douro vermelho

José Meireles Graça, 29.05.12

"Não basta apresentar o registo predial e demais documentos de titularidade."


Ai não? E o comunista que expectorou esta enormidade, mais quem na aprovou, pode saber-se quem são?


Porque o Estado que tem um absoluto desprezo pela propriedade privada e pela segurança jurídica existe mas é comunista. E como não dei conta que o PREC estivesse novamente nas ruas e nas instituições, e como o Governo eleito é social-democrata, então só pode concluir-se que o PCP, ou um dos compagnons de route, infiltrou o aparelho fiscal.


A menos que se trate da enésima moscambilha que algum funcionário metido a besta inventou para, agradando ao Chefe, extorquir mais algum dinheiro ao contribuinte desprevenido.


É que o Estado não existe; existem as pessoas que servem e representam o Estado. E assim convinha a identificação do autor da enormidade, a fim de, no pelourinho da opinião pública, ser obrigado a escrever cem vezes uma de duas coisas: sou um submarino do PCP; sou um manga-de-alpaca com a mania da esperteza saloia.

A influência dos "doutores" da Igreja no “cálculo moral” de Obama

Alexandre Guerra, 29.05.12

 

Num extenso artigo publicado esta Terça-feira no New York Times ficou-se a saber que todas as semanas cerca de 100 elementos das várias agências de segurança e de “intelligence” norte-americanas se reúnem através de videoconferência, propondo e recomendando ao Presidente Barack Obama várias biografias de possíveis alvos terroristas a abater.

Destas reuniões, organizadas pela Pentágono, saem as “nomeações” daqueles que irã estar, eventualmente, na mira dos drones, algures no Iémen, no Paquistão, na Somália ou no Afeganistão. Diz aquele jornal que este processo selectivo é uma “invenção” da administração Obama, que tem demonstrado um apetite voraz para os assassinatos selectivos através de aviões não tripulados. Assassinatos, esses, que aumentaram consideravelmente em relação às administrações do antigo Presidente George W. Bush.

Antes de qualquer acção militar secreta, os “nomeados” ainda terão que passar pela aprovação final da Casa Branca, nomeadamente, de Obama. Neste processo cirúrgico, o Presidente conta com a ajuda de John O. Brennan, o seu principal conselheiro em contraterrorismo, para fazer aquilo que o próprio New York Times chama de um “cálculo moral”.

Um exercício que Obama assume como um desígnio moral e uma responsabilidade intransigente, sempre guiado pelo conceito da “guerra justa”. E o mais interessante, segundo alguns conselheiros do Presidente citados pelo New York Times, é que isto se deve a vários factores, nomeadamente, à influência do estudo do fenómeno da guerra nas obras de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.

Um aeroporto com futuro.

João Espinho, 29.05.12

foto: joão espinho

 

Dizem que o aeroporto de Beja é um elefante (pequeno) branco.

Mas, ao ler esta notícia, estou certo de que o futuro da minha região passa pelo dito aeroporto.

É que, enquanto nos outros aeroportos se verifica um decréscimo do número de passageiros, o aeroporto de Beja registou, durante o mês de Abril de 2012, 1015 passageiros,mais 395 por cento que no mesmo mês do ano passado.

Sim, leram bem: Mais 395 por cento.

É obra, não é?

O Mundo gira ao contrário

catarinabaptista, 29.05.12

A silly-season costuma ser em agosto. O mês em que as portuguesas e os portugueses, em grande maioria, vão a banhos ou à terra. E Lisboa, como Coimbra, fica deserta. O mesmo se passa nas redações. Vale a Lusa e os estagiários para se alimentar os jornais. 

Pelos vistos, este ano o verão chegou mais cedo às redações. Hoje, por exemplo, o Jornal de Negócios vibrou com a ida de Santana Lopes a Moçambique. O motivo "noticioso" foi a sua estadia no Polama. A sério. Fiquei sem saber qual o problema da Sojogo, o motivo da viagem. Porém, o Jornal de Negócios preferiu outra abordagem: o preço da suite do Polana. Não foi a Evasões ou a Volta ao Mundo. Foi o Jornal de Negócios.

A partir de agora, todo o cão e gato que se desloque a Moçambique já fica a saber que a suite do Polana é coisinha para 600 euros de diária e que o melhor é ficarem hospedados num Ibis ou coisa que o valha, caso contrário, é notícia pela certa no Jornal de Negócios. Santana Lopes é presidente de uma instituição não pública que paga 73% dos seus proveitos em impostos (segundo o Rui Calafate). Aguardo, serenamente, próximas "notícias" sobre a viagem de Ricardo Espírito Santo Salgado, Paulo Azevedo, Luís Filipe Vieira e outros responsáveis de grandes instituições nacionais a Moçambique. Santana, já se sabe, fez como o homem da UGT e ficou no Polana. Pode ser que estes, para evitar a silly-season, prefiram coisa diferente, talvez esta modesta unidade hoteleira.

Para o Jornal de Negócios não ficar sozinho nesta batalha pela antecipação da silly-season, o conselho de redação do Público demite-se e a directora do jornal lança mais uma "arma de diversão massiva".

 

Minhas amigas: É Verão.

De saída? Para onde?

Francisco Castelo Branco, 29.05.12

Estranho esta saída prematura de Leonardo Jardim do comando técnico do Sp.Braga. Não pode ser só por declarações pouco amistosas. Ou o Presidente sentiu que algo está por detrás ou foi o próprio técnico a provocar isto tudo, agora não acredito que Jardim queira ir para o desemprego...

Enquanto todos estiverem concentrados no Euro 2012 pode ser que surja uma surpresa para os lados do Dragão...

Uma questão de seriedade

Fernando Moreira de Sá, 29.05.12

A linha de crédito para permitir o pagamento de dívidas dos municípios aos seus fornecedores (vencidas no prazo de 90 dias) é uma excelente notícia. É importante e imperioso que o Estado (central e local) cumpra os seus compromissos com as empresas suas fornecedoras.

Este acordo entre Governo e Autarquias significa um enorme balão de oxigénio para centenas de empresários. Ao mesmo tempo, é urgente que o Estado passe a cumprir religiosamente os seus compromissos. Que a criação desta linha de crédito seja aproveitada para "limpar" as dívidas a fornecedores e seja o início de um novo ciclo na relação do Estado com os seus fornecedores. Não se admite que a Administração Central e Local, que o Estado, tenha comportamentos de "caloteiro". Que esta iniciativa seja o princípio.

Pátio das Cantigas

Maurício Barra, 29.05.12

Churchill: «Política é a arte de fazer previsões sobre “os próximos anos” e de passar “os próximos anos” a explicar por que razão as coisas não se passaram como estava previsto.»

(daqui a um ano recordaremos o que dizem hoje as Cassandras sobre o euro)

 

«Na Comissão de Inquérito sobre a tentativa de José Sócrates de controlar a TVI, tive ocasião de ver como uma parte significativa da nossa elite política, social e económica mentiu com todos os dentes que tinha para proteger um Primeiro-ministro então “amigo” e também para proteger os seus negócios, presentes e futuros. No final do inquérito, Passos Coelho interveio pessoalmente para proteger Sócrates de conclusões que denunciavam as suas mentiras e o seu papel, e mesmo o BE e o PCP actuaram para evitar as consequências plenas de se verificar que o Primeiro-ministro mentira ao Parlamento. Nenhum quis colocar Sócrates perante as suas responsabilidades e isso por uma razão fundamental: todos pensavam que os portugueses não “compreenderiam” que o Primeiro-ministro pudesse cair porque conduzira através dos seus homens de mão uma operação para controlar uma estação televisiva que tinha noticiários hostis e fazia mossa ao governo. E, deste ponto de vista, tinham razão.

Os jornalistas, por sua vez, salvo raras excepções, é muita indignação e lábia, mas rapidamente se deixam envolver nos “lados” da politização do caso e nas tricas entre jornais e entre eles próprios. Ainda há um pequeno número de órfãos de Sócrates nos jornais, que hoje protestam contra Relvas, indiferentes às sucessivas tentativas de Sócrates de manipular a comunicação social, muitas com êxito.» Pacheco Pereira, in Publico

(quando quer, JPacheco Pereira acerta)

 

«O “discurso mediático” actual do crescimento, introduzido à pressa “quando não se tem uma estratégia”.»

Jorge Braga de Macedo

(professor, crescer é outra coisa, isto é engordar)

 

«Quem mentir, sai»: Passos Coelho

 (ok! mas  isso também abrange os serviços secretos?)

 

«O conselho de redacção do jornal "Público" apresentou a demissão e decidiu convocar eleições, não especificando os motivos da iniciativa. A direcção editorial confirmou posteriormente as pressões de Relvas, mas criticou a forma como o Conselho de Redacção actuou no caso.»

 (ou de como as agendas políticas se sobrepõem à missão jornalística)

O pecado do despedimento

José Meireles Graça, 29.05.12

De um padre espera-se que diga as coisas que os padres dizem: não vem no geral mal ao mundo, e de patrões católicos e não católicos espera-se que não ajam sem incorporar no seu processo decisório preocupações éticas.

Ao Padre António Fernandes o discurso económico não é alheio - diz que "é preciso estimular a economia, incentivar o microcrédito."

E também disso não vem mal ao Mundo: todos temos direito às nossas opiniões sobre Economia, e se alguma coisa já deveríamos ter aprendido nestes tempos é que nem as maiores sumidades do ramo, nem catedráticos de universidades prestigiadas, nem prémios Nobel, estão ao abrigo de asneirarem e de a realidade os desmentir a curto prazo.

Vou mesmo mais longe: a previsão económica do tolo da aldeia, e as medidas recomendadas pelo último dos cavadores de enxada, não são menos confiáveis do que as de muito albardado de diplomas com o peito coberto de medalhas.

Ainda bem que é assim: senão encarregávamos do governo um comité de especialistas, ao menos para tratar do crescimento, e a gente ficava para aqui a falar de Artes, Letras e causas fracturantes, assuntos que muitos de nós encaram com tédio.

Mas o Senhor Padre diz mais: diz que "despedir é pecado e uma grande falta de solidariedade."

Ora aqui temos a burra nas couves: porque bem vê, Reverendo, dá-se o caso que eu conheço muito patrão que despede (eu próprio fui um desses, e não estou em condições de garantir que não voltarei a ser) e a principal razão que os levou a enveredar por esse caminho não foi "despedir para ter mais lucro“, foi acreditar que se o não fizessem os trabalhadores - todos - se despediriam a eles próprios, porque a empresa iria à falência.

É claro que cada caso é um caso; e na classe dos patrões não há menos sacanas e oportunistas que noutra qualquer. É mesmo possível que algumas vezes o despedimento tenha origem na incapacidade para encontrar soluções alternativas para lidar com uma situação adversa.

Burrice, já se vê. Ser burro não é pecado, espero, Senhor Padre? Porque em Portugal os patrões (os pequenos; nada de meter aqui as luminárias do PSI20), como é geralmente sabido, são uma quadrilha de ladrões e uma súcia de ignorantes dobrados de patifes. Agora, pecadores, salvo para o Fisco, que de toda a maneira é um empreendimento do Demo - espero que não.