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Forte Apache

Pagar a dívida é matar o SNS?

Alexandre Poço, 01.09.12

A ladainha progressista, única detentora de consciência social afirma, com o seu ar indignado, que o governo - este maldito governo - está a destruir todos os sistemas sociais, com políticas que dizem draconianas e levadas a cabo com um único fim: entregá-los aos privados (ler "privados" com o asco de Alegre, Louçã e Santos Silva). Na Saúde, dizem, "vai tudo de mal a pior". E quando querem atingir o clímax lembram os atestados de pobreza, outrora necessários para ter acesso a cuidados de saúde. O ministro da Saúde é um emissário da saúde privada, protestam enquanto levantam bandeiras e cumprimentam os camaradas das comisões de utentes. No próximo cordão humano à volta de uma qualquer unidade hospitalar ameaçada pelo satã liberal, estou certo que qualquer cidadão comum - pertencente ou não às democráticas comissões de utentes - levantará uma tarja em que Paulo Macedo será caracterizado como "Macedo, o terrível". E enquanto gritam, insultam e enganam os incautos, não dizem uma palavra sobre o pagamento da dívida do SNS. Porque para tais alminhas pagar dívidas é como o emigarado disse: "ideia de criança". Porém, no mundo real - aquele que nada diz às comissões de luta - elas têm de ser pagas para garantir a continuidade dos serviços. Será pois de estranhar que não ouvi ninguém, nem bastonário, nem sindicatos, nem oposição comentar este facto: Ministério da Saúde ultrapassa os 1,3 mil milhões de dívidas pagas

 

PS - E quanto aos tão badalados cortes na saúde, fica o seguinte: "Em comunicado, a tutela afirma que este reforço orçamental extraordinário "elevou o orçamento do SNS em 2012 para os valores mais elevados de sempre, atingindo-se o patamar de 9,6 mil milhões de euros"."

Deixemo-nos de demagogias

Rodrigo Saraiva, 01.09.12

«A imagem de credibilidade do país tem vindo a ser renovada»

 

«Deixemo-nos de demagogias. O país tem problemas graves de desequilíbrio externo e não tem financiamento externo adequado pelas condições de mercado». «Os sacrifícios são absolutamente indispensáveis».

 

Luís Amado (sim o do PS) aqui e com vídeo.

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