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Forte Apache

Continuação de uma série

Luís Naves, 02.08.13

Podem ler aqui o segundo texto de uma série sobre questões europeias.

Haverá um declínio irreversível da Europa, como muitos autores sustentam?

Qual será o papel dos europeus no mundo que está a ser criado?

 

Considero as visões da Europa contemporânea demasiado pessimistas e até irrealistas. Se dependesse dos intelectuais que costumam ser mais ouvidos nestes temas, estávamos todos a saltar da ponte...

Alguns dos textos serão também publicados no Forte Apache.

"Freeride" e "downhill" em grande estilo num pequeno filme "made in" Portugal

Alexandre Guerra, 02.08.13
"Freeride" e "downhill" num vídeo totalmente "made in" Portugal", o primeiro do género filmado por Federico Ramalho.
 

A televisão por cabo e a Internet, enquanto plataformas de comunicação de massas ou de nichos, estão cada vez melhores e com mais qualidade. No fundo, está a verificar-se uma adaptação aos novos paradigmas do mercado, em que se começam a delinear estratégias de comunicação e de marketing com o objectivo de direccionar determinados “produtos” para determinados públicos.

Esta segmentação de “produto” e de público é a principal virtude da “cabo” e dos vários canais na Internet. Aquilo que cada um quer ver é aquilo que cada um vê. É verdade que há plataformas com mais e menos qualidade, mas é inegável que a oferta é variada e contínua.

Para quem é entusiasta de desportos “extreme”, como é o caso do autor destas linhas, tem hoje à sua disposição uma variedade de canais e plataformas on line internacionais, nas quais encontrará todo o tipo de vídeos e filmes profissionais, abordando modalidades como BTT (cross country, enduro, downhill), BMX, surf, skate, snowboard, entre muitas outras. É todo um mundo que faz as delícias de quem gosta de praticar e ver modalidades que vão para além dos desportos “mainstream”.  

Infelizmente, neste campo, a produção nacional ainda é escassa, quando comparada com aquilo que se faz nos Estados Unidos e nalguns países europeus. É assim de salutar a estreia de Frederico Ramalho, um “rider” de “freeride” e de “downhill”, nas lides da realização de filmes dedicados àquelas modalidades “extreme”. Trata-se de um pequeno vídeo, filmado quase todo na Serra de Sintra, que tem como protagonista um outro “rider”, Francisco Rocha, e que já apresenta uma qualidade muito interessante.

Frederico Ramalho, estudante de marketing e publicidade no IADE, desde há algum tempo que se tem dedicado ao aprofundamento da técnica de filmagem e realização, concretizando agora esse processo, dando o primeiro passo numa área que tem margem para crescer em Portugal, até porque começam a surgir algumas plataformas nacionais a necessitarem de conteúdos mais “extreme”.

 

Texto publicado originalmente no PiaR.

Adivinhas de verão....

Fernando Moreira de Sá, 02.08.13

Era uma vez um Secretário de Estado das Finanças que, no exercício das suas funções participou activamente nas negociações e decisão de atribuição de 160 milhões de euros à Galp para a modernização das refinarias de Sines e Matosinhos. Passado poucos anos (menos de três, o que viola a lei) foi trabalhar para a......adivinhem....exacto: GALP. Para a Comissão Executiva da mesma.

 

Engraçado, não??? Ora adivinhem lá de quem estou a falar. Uma pista: nos últimos dias andou pelos jornais e pela AR...

Sobre impostos, empresas e pessoas

André Miguel, 01.08.13
Há um chavão muito popular entre a nossa sociedade que diz que aquilo que é uma empresa são as pessoas, são os seus trabalhadores, principalmente quando toca a reivindicar melhores condições e salários.

A nossa esquerda e os sindicatos adoram relembrar-nos deste facto, mais do que óbvio e elementar, motivo pelo qual me faz espécie esquecerem este pormenor quando chega ao pagamento de impostos pelas empresas; ora se estas são constituídas por pessoas, quem senão estas para pagar os impostos que recaem sobre as mesmas? Abro aqui um parêntesis para fazer já uma declaração de intenções: sou contra todo e qualquer imposto sobre as empresas, nomeadamente sobre o suposto lucro. Todo e qualquer imposto sobre uma empresa recai única e exclusivamente sobre dois tipos de pessoas: accionistas e trabalhadores; as empresas não pagam impostos. Mais: é uma perversão total taxar o suposto lucro obtido com trabalho e consumo já previamente taxados, quando na verdade qualquer gestor que saiba o que é fazer pela vida sabe que os "lucros" não existem, só existem os custos futuros. E digo suposto porque o lucro como o definimos é um mito, não existe como tal, não é objectivo, mas sim consequência de determinada actividade, a prova da validade da mesma; por isso prefiro a expressão de nuestros hermanos: benefício.

O socialismo é assim, e desde sempre, o maior entrave ao crescimento económico, pois na sua infinita bondade de tudo controlar, decidir e distribuir, lá do alto da sua caridade centralizada, necessita de cada vez mais recursos, vai daí taxa-nos pelo simples facto de trabalharmos, quando trabalhamos porque temos que comer, taxa-nos quando comemos e volta a taxar quem nos deu de comer não vá este obter algum lucro à custa das nossas necessidades. Assim, é óbvio que impostos sobre as empresas são menos salários e menos investimento, resumindo: mais pobreza. Se mais impostos resultassem numa sociedade mais justa porque não taxamos tudo a 100%? No fundo porque não nacionalizamos tudo o que mexe? Talvez Cuba e a Coreia do Norte sirvam de resposta, mas para mal dos nossos pecados, infelizmente, não nos decidimos, pois continuamos com essa coisa de "economia mista", seja lá o que isso for.

Os twitters portugueses que você deve seguir

Dita Dura, 01.08.13

@fvicentedasilva

Faz parte da política que vale a pena, a esquerda altruísta, assertiva e realista. O Francisco é sensível às questões sociais, verdadeiramente preocupado com os mais fracos e frágeis, defensor dos desprotegidos. Ao mesmo tempo, tem uma inteligência muito acima da média e um sentido de humor apurado. O resultado final é um Twitter forte, pragmático, sem medo e sem complexos, mas com muita piada.

 

@diogobeja

O Diogo Beja tem a paixão da rádio. Além de ser um dos comunicadores nacionais mais conhecidos, faz o programa da manhã da Antena 3 há largos anos. Trabalha na rádio desde sempre e aparece muitas vezes na televisão. Além de ser uma simpatia, tem um humor descomunalmente divertido. Impossível perder os seus tweets.

 

@luismiguelrocha

O Luís Miguel Rocha é um dos escritores portugueses mais lidos e vendidos em todo o mundo. Apesar de ser bem-sucedido e até alvo de inveja, nada disso se nota no seu Twitter. É sim uma pessoa simples com gostos perfeitamente humildes. Quem o segue e com ele interage, tem a impressão que é um de nós, sem vedetismos.

 

@pedroteich

O Pedro Teichgräber é uma das maiores promessas do jornalismo português. Mas é muito mais do que isso. O seu Twitter é apenas e só a melhor fonte de links sobre social media, notícias, artigos de interesse e vídeos. Na minha opinião pessoal, o melhor conjunto agregado em toda a internet.

 

@ruimalheiro

O futebol é um dos assuntos preferidos do Twitter. Toda a gente tem algo a dizer, todos apoiam a sua equipa quando o esférico rola na chuteira do craque, remata para o golo e a timeline vibra. O Rui Malheiro é um dos maiores entendidos do assunto, pelas análises detalhadas que faz, pelo conhecimento das táticas e dos jogadores, das equipas e dos campeonatos. De Portugal até ao Vietname, da primeira-divisão até aos regionais.

 

@paulanevesd

A Paula Neves é uma das mais conhecidas e talentosas atrizes portuguesas. No Twitter tem a simpatia e gentileza de uma verdadeira senhora. Partilha a sua vida e os seus amores de forma descontraída, como uma mulher comum. Sem vedetismos. E revela acima de tudo o excelente ser humano que é.

 

@nelsonrosado

Toda a gente sabe do talento do Nélson Rosado, mas nem todos conhecerão a sua extrema humildade e empatia. Partilha as suas viagens, os seus gostos, o dia-a-dia cheio de novidades. Muito boas fotografias não faltam e, claro, grande música.

 

@fcancio

Polémica e frontal, está quase sempre no centro das disputas acaloradas do Twitter. Mas concordemos ou não com as suas posições e opiniões, descobrimos na Fernanda Câncio uma das melhores jornalistas portuguesas, séria e isenta no exercício da sua profissão. No Twitter revela um humor extremamente cáustico e mordaz. E no meio ainda fala da inclinação musical e literária, que é exímia.

 

Tenho pena de não mencionar muita gente que merecia, sem sombra de dúvida. Alguns estou apenas agora a descobrir e talvez mencione no futuro. No Brasil também há muito boa gente e provavelmente com melhor qualidade. Isto sem falar nos americanos.  Em breve farei uma compilação para além do nosso pequeno rectângulo. Se entretanto quiserem completar esta lista, coloquem na caixa de comentários.

Cada vez mais longe desta forma de fazer política

Pedro Correia, 01.08.13

 

Tanto barulho para nada. Rui Rio arrisca-se a decepcionar uma vez mais aqueles que insistem em chamá-lo ao salão. Numa entrevista concedida em horário nobre à televisão pública, o ainda presidente da câmara do Porto voltou a aflorar o perigoso discurso antipartidos (como se não fosse membro de um, tendo sido aliás seu vice-presidente) com expressões de profundo nojo pela vida política (como se não desempenhasse há mais de duas décadas funções políticas).

Expressões como esta: "Sinto-me cada vez mais longe desta forma de fazer política." E esta: "Isto em que nós vivemos já nem sei bem se é uma democracia."

Palavras dignas de qualquer dos habituais intervenientes da Opinião Pública da SIC Notícias.

 

Seria de esperar algo um pouco mais profundo do ex-vice-presidente da JSD, ex-secretário-geral do PSD, ex-vice-presidente do grupo parlamentar do PSD e ex-vice-presidente dos laranjinhas, que à beira de concluir 12 anos de mandato na Avenida dos Aliados fala como se não tivesse partido e recomenda - não recomendando - uma via alternativa. "Há um movimento do topo da sociedade portuense para a existência de uma candidatura independente, fora dos partidos", destacou, apontando em direcção de Rui Moreira sem no entanto ter o desassombro de anunciar que lhe destina o voto. A falta de clareza de alguns protagonistas é um dos principais problemas da nossa vida política, como há muito sustento. Incluindo aqueles que, como Rui Rio, tanto gostam de apregoar frontalidade.

De caminho, nesta entrevista, o autarca disparou contra Luís Filipe Menezes, indicado pelo PSD para concorrer à sua sucessão. Nada de admirar, dadas as públicas divergências que ambos mantêm há longos anos. Mas Rio - apresentado pela RTP como "um homem cuja palavra pode ser decisiva para o resultado final" - caiu num lapso: por duas vezes falou como se Menezes tivesse a eleição assegurada. A primeira quando disse isto: "Não posso apoiar, de forma nenhuma, quem vai fazer o contrário daquilo que estive a fazer." A segunda, aqui: "Tenho a obrigação ética de me demarcar muito claramente daquilo que eu sei que vai destruir tudo aquilo que foi feito [pelo Porto]." Tem a certeza de que Menezes vai fazer e vai destruir, doutor Rio? Essa forma verbal indicia que já dá por garantida a vitória do seu rival.

 

E da entrevista conclui-se o quê? Que Rio tenciona abandonar a política, ingressando na actividade privada, porque precisa de "ganhar um pouco mais pois os salários na política, ao contrário do que as pessoas pensam, são muito baixos".

Tem todo o direito de o fazer, como é óbvio. Mas afinal, com o actual autarca a dissolver-se em breve na nossa linha do horizonte, quem poderá protagonizar a regeneração por que tanto ansiamos na política portuguesa?

O Algarve cheio, "por causa da crise"

Pedro Correia, 01.08.13

"Ao contrário das previsões, o Algarve está quase esgotado neste início de férias de Agosto. Nesta altura já é praticamente impossível encontrar alojamento. A taxa de ocupação em hotéis e empreendimentos turísticos aumentou porque milhares de portugueses decidiram fazer férias em Portugal por causa da crise."

Lançamento de notícia no Primeiro Jornal da SIC