Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
por Ricardo Vicente

...é verdade que as massas e as elites passam a vida com a "narrativa da modernidade" de que a indústria é coisa do passado, a indústria deslocaliza-se, o futuro e a modernidade estão nos serviços. Mas, que eu saiba, e reconhecendo todos os processos de deslocalização em curso, nenhuma das grandes economias do mundo e praticamente nenhuma das pequenas que mais têm crescido se desenvolve sem indústria. Qual é a estrutura produtiva de uma Alemanha, França e Itália? Quantas marcas de carros é que há numa Coreia do Sul? Sabem eles qual é a contribuição para a economia portuguesa de uma (uma só) Auto-Europa? E a produção automóvel na Áustria e Turquia e Espanha?

Esse mito de que a indústria é coisa do passado e que um país cresce exclusivamente com serviços, internet, turismo e golfe é das piores e mais cancerígenas mentiras que nos têm sido impostas por Bruxelas, políticos, socialistas e  alguma gente das elites do pensamento...


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16 comentários:
De l.rodrigues a 7 de Dezembro de 2011 às 16:09
O exemplo da Coreia do Sul em particular devia servir-nos de case study. Um país pobre, saído de uma guerra fraticida e que em 40 anos se tornou uma potência industrial.


De Ricardo Vicente a 7 de Dezembro de 2011 às 17:09
É verdade.


De l.rodrigues a 7 de Dezembro de 2011 às 17:33
É verdade mas é uma história cheia de nomes feios como "proteccionismo" "política económica dirigida pelo governo" e outras coisas terríveis do género. Uma história de terror para qualquer liberal económico.


De Ricardo Vicente a 7 de Dezembro de 2011 às 17:38
: ) uma coisa é certa: se todos os países do mundo fossem proteccionistas e, daí, ninguém importasse nada da Coreia da Sul... bem poderia a Coreia do Sul tentar crescer com muito ou pouco Estado...


De l.rodrigues a 7 de Dezembro de 2011 às 17:42
Claro, mas a verdade é que todas as actuais potências padecem desse pecado original. O proteccionismo de outrora foi o que lhes permitiu desenvolver competência e massa crítica para depois competir já não de igual para igual, mas como os trunfos do seu lado.


De Ricardo Vicente a 7 de Dezembro de 2011 às 18:14
No caso das maiores economias tem havido muito proteccionismo e muita subsidiação às indústrias nacionais e até mesmo quando isso não é legal, por exemplo, no caso europeu, é um facto. Mas esses proteccionismos são, globalmente, lesivos e penso que os liberais têm razão ao criticar essas políticas.


De l.rodrigues a 9 de Dezembro de 2011 às 11:30
Apenas defendo que para economias incipientes, é fundamental um certo nível de proteccionismo. O mercado livre tem resultados óptimos apenas num plano de jogo nivelado, que nunca existiu, ou existirá, sem essas medidas.


De Lim Pópó a 9 de Dezembro de 2011 às 15:41
Eu julgo que precisamos de incubadoras e de proteccionismo, para a indústria dos fósforos, para a indústria conserveira, etc.
Eu só posso aceitar qualquer tipo de incubadora, vulgo tipo para criancinhas, fora dos partos normais, quando terão de estar sobre qualquer espécie de stress. Para viver agarrado ao mecanicismo protector toda a vida, vale mais a stasis.


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