Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011
por Ricardo Vicente

... a integração europeia oferece oportunidades excelentes mas é preciso saber muito bem negociar. É preciso ter presente esta lei: quanto mais tarde se acede, maior é a pressão para aceitar condições económicas desfavoráveis.

Bruxelas pressionou Portugal - e continua a pressionar uma série de países - no sentido da estagnação económica. Por exemplo, essa ideia absurda de ligar as capitais todas com tê gê vês. Se o tê gê vê Lisboa - Madrid já é projecto ruinoso segundo um dos melhores estudos que estavam (e talvez ainda estejam) disponíveis no site da Rave, o que dizer do projecto Tallinn (Estónia) - Riga (Letónia), países estes ainda mais pobres, com cidades capitais ainda menos populosas? Mais uma imposição de Bruxelas, mais um convite ao endividamento e à estagnação, com o único fito de subsidiar indirectamente a indústria dos países mais ricos. Qualquer coisa como isto: os países bálticos endividam-se primeiro para pagar "só" 50% do projecto (é sempre "só" 50%, "só" 30%) e endividam-se depois para pagar os prejuízos operacionais nas décadas e gerações seguintes.

 

Entretanto, as siemens da Europa vão lucrando com o crescimento e exportação da sua indústria pesada. Quando os países bálticos estiverem falidos, vem a Alemanha, que não tem nada a ver com a Siemens..., queixar-se de que os bálticos não sabem governar-se. E o facto é que, do alto da mais supina hipocrisia, a Alemanha terá razão: quem cede às "narrativas da modernidade" de Bruxelas (mas não só daí) e aceita endividar-se para implementar projectos ruinosos não sabe, efectivamente, o que é boa governação...


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4 comentários:
De k. a 9 de Dezembro de 2011 às 11:43
Os estudos já começam a ser antigos, mas de todo apontavam para cenários ruinosos:

http://www.refer.pt/MenuPrincipal/TransporteFerroviario/AltaVelocidade/Estudos/Listagemdeestudos/tabid/686/id/22/Default.aspx


(e foram feitos pela UCP, não pela RAVE, durante o tempo do Durão. E antes da crise de 2008)


De Ricardo Vicente a 10 de Dezembro de 2011 às 13:31
Os estudos foram feitos por diferentes entidades, públicas e privadas, nacionais e estrangeiras.


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