Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

 

"Não. Lisboa é uma bela cidade. O que defendo é o uso de uma bomba de neutrões, de modo a preservar o magnífico património edificado". Foi esta a resposta que formatei para dar nessas ocasiões. Quando a pergunta não é séria, sinto-me desobrigado de responder a sério

Obviamente, eu também não quero Lisboa a arder. Deus nos livre, já imaginaram os custos de a recuperar? Já bastou a fortuna da Expo 98...É a minha resposta aos mesmos amigos a que se refere Jorge Fiel.

O artigo em causa, de leitura obrigatória, coloca as coisas como elas são. A cidade de Lisboa, por culpa de uns quantos e alguns deles do Norte, é uma espécie de ralo neste lavatório em que se transformou Portugal. Repetindo o que escreveu o Subdirector do JN: o Norte é a região mais pobre do país, apesar de ser a que mais contribui para a riqueza nacional, com 28,3% do PIB. Por ser a região mais pobre e tendo em conta o objectivo de convergência dos fundos comunitários (aproximar as regiões mais pobres das mais ricas) é uma vergonha, uma pulhice aquilo que hoje se pode ler na página 2 do JN. E se percebi bem algo que li a correr um destes dias num rodapé televisivo, o Ministério das Finanças já se prepara para avocar a gestão das verbas do QREN, o que me leva a temer o pior...

Olhem, só me resta concluir como Jorge Fiel: "Nós não queremos mesmo Lisboa a ser consumida pelas labaredas. O que nós queremos é dizer, em voz bem alta, que estamos fartos de ser chulados". 


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4 comentários:
De Kosta de Alhabaite a 12 de Dezembro de 2011 às 23:41
Chega de colonialismo lisboeta.
O Norte precisa de nós: adiram ao Partido do Norte!
Está em marcha o processo de recolha de assinaturas. Apareçam!


De Joao a 13 de Dezembro de 2011 às 01:24
E qual é a população? É a que mais contribui só por acaso porque também é a maior? Ou isso não interessa? E já agora qual é o número de escolas por habitante? E o número de centros de saúde?

Tem razão vamos todos falar com base num titulo de um artigo de um jornal que é o que mais vende fora de Lisboa e em especial no norte...

Politica assim é fácil...

(haja paciência para pseudo regionalismos que apelam a injustiças fictícias de titulos de jornais e experiências pessoais... Podemos passar para os problemas reais do país agora)


De Miguel Marujo a 13 de Dezembro de 2011 às 15:24
O problema Fernando, é que o Porto não é o Norte, apesar de gostar muito de se tentar fazer passar por porta-voz. O que o Porto e alguns sonham é fazer do Porto (em relação ao Norte) o que Lisboa faz ao resto do país: ficar com quase tudo, deixar as sobras para o resto.


De Fernando Moreira de Sá a 13 de Dezembro de 2011 às 21:45
Não caro Miguel, não e julgo que já uma vez respondi a isso:

Não quero que o Porto seja a capital da Região Norte. Nunca o desejei. Mais, sempre considerei que só podia ser uma de duas:

Guimarães por questões históricas/sentimentais

Vila Real por questões geográficas e de importância em termos de verdadeira descentralização fugindo à lógica "litoral".

O Porto não é o Norte? Claro que não. Nem é porta-voz. O problema é mesmo esse, a melhor forma de contrariar a natural vontade regionalista é colar "a coisa" ao Porto. O Norte é muito mais que o Porto. É a força de Trás-os-Montes e Alto Douro, a dinâmica do Minho e a relevância do Douro Litoral (fruto do Aeroporto, do Porto de Leixões e das fortes Zonas Industriais nele existentes).

Não é por acaso que a "voz" do Porto se ouve mais. Pelo menos aqui ainda vamos tendo qualquer coisa da RTP, da SIC, da TVI e a sede do JN e do Porto Canal. Estes dois últimos, finalmente, acordaram para a necessidade de dar voz a toda a região e onde outros fecham delegações, eles abrem.

É por isso, Miguel, também, que o Porto não pode ser a capital.

Um abraço.


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