Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
por Francisco Castelo Branco

Hoje os soldados americanos guardaram a última bandeira que representava a ocupação norte-americana em Bagdad. Já Barack Obama tinha ido ao Iraque para confirmar a promessa que havia feito aquando da tomada de posse: acabar com a presença dos EUA em território iraquiano.

Volvidos nove anos da guerra iniciada por W. Bush, é importante fazer aquela pergunta que está no título, até porque em 2011 temos assistido a uma revolta no mundo árabe.

Ninguém tem uma bola de cristal, mas será que os regimes políticos ditatoriais não acabam sempre por cair? É o que a história nos tem ensinado e provado. Assim, é importante reflectir se não faria bem a W. Bush ter esperado e deixado nas mãos da população a iniciativa de derrubar o então ditador Saddam Hussein. Se Kadafi morreu às mãos do seu próprio povo, Saddam também não conseguiria resistir a uma revolta popular.

É crucial que se faça esta leitura porque morreram 4500 soldados americanos, fora os iraquianos que perderam a vida na guerra sem saber porquê.

Desta guerra e daquilo que o mundo árabe está a viver neste virar de década convém que se retire esta lição: a força de uma população é bem mais temida e eficaz que o recurso às armas.

Até porque o objectivo principal da invasão do Iraque em 2003 era derrubar Saddam Hussein e não propriamente acabar com as armas de destruição massiva que nunca foram encontradas.

 

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2 comentários:
De Paulo Sousa a 15 de Dezembro de 2011 às 22:35
As questões são pertinentes, mas o que poderemos dizer sobre o dia D e o seu significado na história da humanidade, sabendo que nesse dia morreram mais de 9.000 soldados das forças aliadas?
Ignorando a dimensão trágica da morte de um ser humano, estes números mostram-nos como os políticos hoje são reféns da opinião pública.


De Ricardo Vicente a 16 de Dezembro de 2011 às 17:12
Acredita mesmo que a guerra contra o Iraque foi motivada por intenções democráticas???

Mas respondendo às suas perguntas: com a entrada da Al Qaeda e maior influência do Irão, é difícil saber se os vários povos que vivem no Iraque ficaram em melhor situação. Suponho que ter um país sem capacidade de defesa bombardeado dia e noite durante meses não deve ter ajudado muito.

Os EUA ficaram pior: em termos financeiros mas também geo-estratégicos: mais uma vez, a maior preponderância do Irão naquela região vai ainda dar muitas dores de cabeça aos EUA, que passaram a ficar mais dependentes de alguns poderes locais.

O Irão: considerado pelos EUA um elemento do "eixo do mal", é provavelmente o maior beneficiário (se é que alguém pode beneficiar alguma vez de uma guerra daquelas)


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