Sábado, 17 de Dezembro de 2011
por Ricardo Vicente

A propósito deste post de JFD...

Brasil, Índia, China ultrapassam ou estão em vias de ultrapassar economicamente o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália, a Espanha. As antigas colónias terceiro-mundistas ou "em vias de desenvolvimento" vão além das metrópoles do velho mundo. Uma das consequências deste fenómeno é intelectual: vai se tornando cada vez mais evidente que a riqueza mundial não é um jogo em que só alguns ganham e isto para custo dos outros. Manter a ideia de que a riqueza de uns corresponde à pobreza dos outros é cada vez mais difícil, como o exemplo daqueles países comprova. No futuro será claro que é possível todos enriquecerem ao mesmo tempo. A riqueza não resulta de subtracção mas de uma multiplicação com ganhos para todos. Riqueza é produzir, o mesmo que multiplicar. Será também evidente que o desenvolvimento de um país depende em primeiro lugar de factores internos: as suas instituições (políticas, económicas, todas), as suas pessoas e, certamente mas só depois, muito depois os seus recursos naturais e localização.

A pouco e pouco, todos os mitos da esquerda politicamente correcta e economicamente analfabeta vão caindo por terra. Isso acontece a par do desenvolvimento económico e da expansão das liberdades em vários países do mundo. É verdade que o processos são lentos mas atingem todos os países, mais cedo ou mais tarde. E isso é muito bom também para a saúde intelectual da humanidade.


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4 comentários:
De Tiago a 17 de Dezembro de 2011 às 18:07
As voltas que deu, e como se deve ter torcido, chegando ao ponto de classificar o desenvolvimento da China como uma consequência de um fenómeno intelectual, tão só para atingir o que queria, classificar a esquerda, e lá vai mais uma torcidela, como economicamente analfabeta, assim por junto. Que posta tão sem nexo. E pelos vistos já que entende tanto de economia explique lá essa teoria em que todos podem ser ricos ao mesmo tempo.


De Ricardo Vicente a 17 de Dezembro de 2011 às 21:04
Tantas voltas que o Tiago deu, utilizou a palavras "nexo" e torcidela e, no final, não percebeu a ideia essencial de um texto simples escrito em dois parágrafos.

Quanto a "explicar" a "teoria" de que todos podem ser ricos ao mesmo tempo... nem sei como lhe responda. Digo-lhe só isto: se acha que se trata de uma mera "teoria" e que necessita de explicação... então acho que nem quinze prémios nobel da economia juntos conseguiriam fazer entender a si a tal "teoria".


De Zé Povinho a 18 de Dezembro de 2011 às 06:39
De facto, o problema não é a criação de riqueza: é a sua distribuição. Claro, depende muito, também, dos parâmetros que tem em conta para classificar um país como "economicamente desenvolvido". A sua teoria, sim, a sua ideia criada de uma qualquer especulação, de que "todos poderão enriquecer ao mesmo tempo" não é lá muito congruente com um planeta de recursos finitos. Num futuro próximo, se não mudarmos de rumo, seremos todos ricos virtualmente e estaremos indigentemente famintos.


De Ricardo Vicente a 18 de Dezembro de 2011 às 18:37
O fundamental não são os recursos, é o que se faz com eles.


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