Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
por jfd

Afinal o que é mão-de-obra qualificada?

 

Será isto?

 

GRANDE GRUPO 2 
ESPECIALISTAS DAS PROFISSÕES INTELECTUAIS E CIENTÍFICAS
Os especialistas das profissões intelectuais e científicas desenvolvem conhecimentos ou aplicam
conceitos e teorias científicas ou artísticas, transmitem-nos de forma sistemática através do
ensino ou dedicam-se a todas as actividades atrás descritas.
As tarefas consistem em: realizar análises e pesquisas, desenvolver conceitos, teorias e métodos e
pôr em prática os conhecimentos obtidos no domínio das Ciências Físicas - incluindo as
matemáticas, a engenharia e a tecnologia - e das ciências da vida - incluindo a profissão de
médico, - assim como das Ciências Sociais e Humanas ou emitir pareceres sobre essas matérias;
ensinar a vários graus de ensino a teoria e a prática de uma ou várias disciplinas; prestar diversos
serviços comerciais, jurídicos e sociais, contar e interpretar obras de arte; dar orientações
espirituais, elaborar comunicações científicas e relatórios; supervisionar outros trabalhadores.
Os trabalhadores classificam-se nos seguintes Sub Grandes Grupos:
2.1 - Especialistas das Ciências Físicas, Matemáticas e Engenharia
2.2 - Especialistas das Ciências da Vida e Profissionais da Saúde.
2.3 - Docentes do Ensino Secundário, Superior e Profissões Similares.
2.4 - Outros Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas.
*CNP

E já agora, onde está a indignação pelos jovens licenciados que emigram faz anos?

E aproveitando a onda, onde está o ultraje contra o Inov Contacto?

E para finalizar, o que deve ser feito? Inventar trabalho para quem não o tem na área que o pretende?

Agora mesmo, mesmo, mesmo para terminar; e que devemos dizer ao pessoal fora da esfera do Estado que todos os dias se movem entre sectores fora dos seus estudos/predisposição/vontade/localização para se poderem sustentar?

 

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8 comentários:
De João André a 20 de Dezembro de 2011 às 13:52
«onde está a indignação pelos jovens licenciados que emigram faz anos?»: sempre existiu a indignação pelo brain drain. O que esses licenciados fizeram foi procurar melhores condições, outros desafio ou partir à aventura. Não lhes foi dito pelo governo "ponham-se a andar", como agora.

«onde está o ultraje contra o Inov Contacto?»: um programa de estágios lá fora, findo o qual as pessoas regressam ao país? Quer mesmo comparar as coisas ou está só a meter-se connosco?

«o que deve ser feito? Inventar trabalho para quem não o tem na área que o pretende?»: até nem seria má ideia. É para isso que os governos são eleitos, para melhorar as condições dos seus cidadãos. Quer dizer, à excepção deste, que prefere pôr os seus cidadãos a andar. Não é preciso inventar trabalho per se, antes criar condições para que este exista. E, essencialmente, não dizer aos cidadãos que se desistiu.

«que devemos dizer ao pessoal fora da esfera do Estado que todos os dias se movem entre sectores fora dos seus estudos/predisposição/vontade/localização para se poderem sustentar?»: parabéns?

o caro jfd não percebeu a indignação, está-se mesmo a ver. Esta nasce do facto de o governo se demitir de ser governo. Num qualquer país civilizado este primeiro-ministro seria de imediato demitido pelo presidente da república (ou rei) por se recusar a cumprir as suas funções. Não se pede ao PM que crie o emprego, mas antes que não desista. Da forma como as coisas estão, é o equivalente a um pai atirar uma criança borda fora por não saber como a sustentar.


De jfd a 20 de Dezembro de 2011 às 14:10
Caro João, obrigado pelo seu comentário.
Veja o meu último post por favor.
Atenção que, quanto ao Inov , foi o que foi sugerido pelo Secretário de Estado - vão lá fora e voltem mais sábios e experientes.
Quanto aos professores, atente ao contexto.

Este PM nem de longe nem de perto terá desistido. Aliás dizer isso é de uma injustiça e falta de noção da realidade que apenas se justifica pela facilidade com que tal se diz.

Difícil é pensar e contribuir com alternativas que não custem nos impostos e que não sacrifiquem mais quem já está para lá da sua linha de tolerância.

Quanto aos parabéns que refere estou consigo a 1000%, dou os parabéns desejo força, esperança e coragem. E ainda mais desejo que não levem a mal pilotos da tap, sindicalistas do metro, da cp, dos professores, dos médicos, dos stcp e afins. Pois que é injusta a luta de uns perante a realidade muitos outros, é! Mas disso não convém falar muito...


De Ricardo Vicente a 20 de Dezembro de 2011 às 13:54
Na questão da emigração, estou com o Ferreira Fernandes: sugerir a emigração, tudo bem, mas é POUCO quando vem de governantes. Antes, durante ou depois dessa sugestão é preciso sugerir mais qualquer coisa. Ferreira Fernandes escrevia e bem: onde estão os protocolos internacionais que permitam ou facilitem que um docente português possa ensinar numa escola pública brasileira? Será que basta ir para lá e candidatar-se directamente a uma escola ou é necessário um trabalho prévio da parte dos nossos diplomatas? Esse trabalho está a ser feito?

Sugerir a emigração, tudo bem mas é POUCO. De governantes espera-se muito mais do que isso.


De jfd a 20 de Dezembro de 2011 às 14:15
Discordo.
Tem de haver trabalho diplomático que facilite protocolos, mobilidade e segurança.

Agora garantir colocação nas escolas públicas do destino? Mas que Governo aceitaria isso sem ter contra partidas? E nós temos dinheiro para financiar a emigração?
Macau já lá vai.
Apoiar e acompanhar sim. A 100%. Estar no terreno, orientar, fazer ouvir a voz de Portugal. É muito. Abrir o caminho ao empreendedorismo e iniciativa privada Portuguesa de particulares e empresas.
O futuro não é sair daqui para ir depender de outros estados. O futuro é cada um depender de si sabendo que terá um Estado com quem poderá contar para regular, segurar, orientar e fazer valer a sua voz.


De Ricardo Vicente a 20 de Dezembro de 2011 às 15:47
Ninguém falou em "garantir" a colocação. Por outro lado, um país pode ter défices de profissionais e, nesse caso, Portugal não tem de oferecer contra-partidas nenhumas, antes pelo contrário. Cuba e Venezuela pagam ao Estado português alguma coisa para que este aceitemos os médicos que emigram para o nosso país? E se não pagam, será que Portugal tem de pagar alguma coisa a Angola para que nós lhes enviemos, por exemplo, professores?

Não se trata pois de financiar a emigração. Mas antes de sugeri-la convinha falar do tal trabalho de apoio e acompanhamento.


De jfd a 20 de Dezembro de 2011 às 15:53
Concordemos em discordar ;)


De PPC boy a 20 de Dezembro de 2011 às 16:02
Discorda porque era ir contra o "riquinho menino".

Tudo o que foi sugerido tem cabimento! Nao se pede que paguem mas que cheguem ao dialogo com os destinatarios dos nossos "restos generacionais" que agora sao tao pouco convenientes.

Eu enquanto emigrante ja avarios anos, como profissional qualificado ("mais um cerebro que fugiu", sem nunca precisar de bolsas ou esmolinhas do Estado Portugues) fiquei chocado com esta afirmacao, seja em que contexto for!

E agora ponham os paninhos quentes que quiserem para tirar o sapato da boca, mas a pedra esta lancada!
O governo esta desgovernado, ou se nao esta parece - o que nos tempos que correm torna-se quase o mesmo!

Nojo.


De jfd a 20 de Dezembro de 2011 às 16:26
(...)fiquei chocado com esta afirmacao, seja em que contexto for!

E agora ponham os paninhos quentes que quiserem para tirar o sapato da boca, mas a pedra esta lancada!
O governo esta desgovernado, ou se nao esta parece - o que nos tempos que correm torna-se quase o mesmo!

Nojo.(...)

Diz de si. Não do Governo.


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