Não, não gosto do anúncio do refrigerante.
É paternalista, primário e apela a sentimentos básicos de uma forma que me irrita.
Não tenho o instinto da esquerda reaccionária que já inundou a rede com contra-anúncios.
Tenho sim o incómodo, talvez exagerado, de quem vê um produto e um formato que é global tomar para si valores e sentimentos nacionais dando-nos lições que depreendo como moralizadorazinhas e de algibeira.
Epá, já nos levaste o Natal, o Pai Natal, o Urso Polar, os Clubes de Futebol e uma mão-cheia de outras coisas... Agora queres mesmo o quê?
Vai passear!
De Jorge a 3 de Janeiro de 2012 às 11:45
A Coca Cola é um lobo vestido de cordeiro. Quando vi o anúncio julguei ser alguma mensagem do governo para dar ânimo ao país. Sorri de ironia quando vi o logo da Coca Cola. Não deixa de ser um paradoxo uma bebida que gera receitas de milhões a meia dúzia de accionistas, co-responsável pelo aumento da obesidade infantil e diabetes, utilizadora de Aspartano nas versões light (um veneno legal graças aos lobbies dos grandes grupos económicos ligados à alimentação) , etc. Estes anúncios mostram bem que o dinheiro compra bons anúncios criados pelas agências de topo. Tem graça que no início do seu lançamento os anúncios da Coca Cola destinavam-se a uma classe burguesa, a adultos. Mais tarde viriam a descobrir que o grande filão estaria nas camadas mais jovens e que a felicidade (ensejo universal do ser humano) seria um excelente tema comercial.
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