Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
por Ricardo Vicente

 

A chancelerina teutónica continua a pedir aos alemães que tenham paciência para com a Grécia. Os pedidos de mais pacienciazinha acabarão logo depois das eleições alemãs. Até lá, é preciso dizer-lhes que toda a dívida grega será paga, enquanto se continua a bombear a Grécia com mais e mais milhares de milhões de euros que terão como única consequência um default muito maior e, eventualmente, mais difícil.

Teria sido muito melhor proceder ao default parcial grego nos idos de Maio de 2010 do que deixar o problema agravar-se e estender-se ainda mais a outras economias europeias. Mas isso não seria tragável nem pelo eleitorado alemão nem pelo francês. Sendo assim, para garantir um mínimo de probabilidade de re-eleição a Merkel e a Sarkozy, o problema grego tem sido cada vez mais empolado, enquanto os respectivos eleitorados se mantém em estado de negação. Quando o grande default grego finalmente tiver lugar, será muito mais difícil realizá-lo pois o valor em dívida já será (já é) muito superior.

Seria pois muito bom para a Europa se as eleições federais na Alemanha fossem antecipadas o mais possível. Só depois dessas eleições, e apenas durante o "estado de graça" que lhes suceder, terá o poder político alemão coragem para resolver o problema grego da melhor forma para a própria Alemanha e, sobretudo, para a Europa.


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