Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Hoje, no Dakar, Cyril Despres da KTM (motas) teve uma atitude inacreditável e que diz muito sobre a personagem.

 

Em poucas linhas se conta a história: o Cyril apanhou um lamaçal e deu um valente tombo. A mota ficou presa na lama. Logo a seguir, surgiu o português Paulo Gonçalves e aconteceu-lhe a mesma coisa. Um e outro tentavam tirar as respectivas motas da lama e nada. Até que, o português, decidiu ajudar o francês. Juntos, conseguiram tirar a mota. O Paulo voltou à sua mota e pediu ao Cyril ajuda idêntica. O cabrão, sim, o cabrão, fez-se desentendido e foi-se embora.

 

Uma vergonha. Valeu, pelo menos, a satisfação de o ver perder o primeiro lugar. Como não acredito que a organização olhe para esta falta de desprotivismo - como olhou no caso dos camiões - só espero que o francês não ganhe o Dakar. Aquilo que ele fez é o oposto do espírito do Todo Terreno.

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8 comentários:
De RP a 10 de Janeiro de 2012 às 12:50
Já me disseram que o Paulo Gonçalves disse-lhe para ele seguir, a luta do Despre não é com o Paulo Gonçalves.
Acho piada é esses gajos que escrevem estes blogs e não percebem um cú do assunto, não escreverem que o Helder chegou lá, viu o Despre e o Paulo atascados, o Paulo pediu-lhe ajuda e ele deu meia volta e foi embora.
O Francês que pode ter agido mal, mas que se desculpa pois tinha acabado de perder a liderança da corrida e percipitou-se, foi-se embora e até talvez tenha pedido desculpa ao Paulo no Bivoaque, é um cabrão, mas o compatriota que ficou todo contente quando viu o piloto que estáva à frente dele e o que ameaça o terceiro lugar na geral atascado e foi embora, continua a ser um menino querido.

O que o Despre fez não foi bonito, mas o cabrão e de certeza o gajo que o Paulo não vai perdoar chama-se Héder Rodrigues.


De Fernando Moreira de Sá a 10 de Janeiro de 2012 às 13:21
Caro RP, suponho "Relações Públicas". Permita-me os seguintes reparos:

1. Não sou anónimo, assino o que escrevo e disso sou responsável;

2. Citando-o: "Acho piada é esses gajos que escrevem estes blogs e não percebem um cú do assunto" - aqui temos dois problemas. Desde logo, deu um tiro ao lado. Estou no Todo Terreno desde 1991. Como praticante amador, como fundador e dirigente de um clube TT e acompanho, no sofá, o Dakar desde miúdo, qualquer coisa como 30 anos deles, e fora do sofá nos três que partiram de Lisboa (melhor dizendo, dois já que o outro não passou do CCB) e num que partiu de França (Arras-Madrid-Dakar). O último dos quais como jornalista. Dou de barato: percebo mais na componente automóveis que na de motos. Seja. A outra questão é simples, se não gosta deste tipo de blogues, é só passar para o seguinte.

3. Quanto à matéria em causa: escrevi sobre o que vi no Eurosport - desde que o Dakar passou para a América, limito-me a ver no sofá, infelizmente. Confesso que desconhecia a atitude do Hélder Rodrigues. A ser verdade, é só adaptar o texto colocando o Hélder no mesmo nível do Cyril. Para mim, "meninos queridos" são aqueles que partem para a aventura do Dakar de forma amadora.

4. Pelo que li (você até colocou na caixa de comentários) Cyril limita-se a agradecer, não nos diz que o Paulo recusou a sua ajuda. Agora, vamos partir do princípio que o Paulo até lhe tinha dito "segue que eu cá me arranjo". Desculpe lá, caro anónimo, mas não releva. Era sua obrigação moral e desportiva ajudar, independentemente do resto. É uma questão de desportivismo. Tão só. O mesmo se aplica, mutatis mutandi ao Hélder. É tão canalha um como o outro.

5. Já viu o que era se me desse para escrever: estes gajos que escrevem nas caixas de comentários de forma anónima e que não percebem cú de quem e com quem estão a falar...

Por fim, se o Cyril não foi um cabrão e eu e o locutor português do Eurosport assim como o portal Lusomotores estamos enganados, serei o primeiro a assumir o erro.


De RP a 10 de Janeiro de 2012 às 14:41
Peço desculpa pelos termos e pela afirmação "não percebem um cú", mas custa-me ser bombardeado todos os dias com comentários que não correspondem à realidade.
O Paulo Gonçalves em entrevista ao Eurosport fala da estupidez da situação e da organização não ter indicado o lamaçal no Road-book e não se queixa do Déspre... Quando eles chegarem vamos tirar a limpo...


De Zé da Tasca a 10 de Janeiro de 2012 às 20:00
Ora nem mais. Cabrão é o termo, com ou sem a anuência do Paulo Rodrigues.


De Francisca Prieto a 11 de Janeiro de 2012 às 18:59
Vamos lá a ver...o que aqui está em causa não é haver pilotos que passaram por outros atascados e que não pararam para os ajudar. É normal, numa corrida deste tipo e para quem está a lutar pelos lugares cimeiros, seguir caminho. Ainda para mais quando não há ninguém em perigo físico.
O próprio Paulo Gonçalves não há-de ser nenhum escuteiro da boa vontade. Se não estivesse enterrado em lama até às cuecas, provavelmente nunca teria parado para desatascar o Despres.

O que se passou foi outra coisa, e muito foleira: O Paulo Gonçalves percebeu que nenhum deles conseguia desatascar sozinho e fez uma coisa lógica: eu ajudo-te a ti, tu ajudas-me a mim. Só que, quando se deu por isso, o outro já tinha dado à sola. É feio, convenhamos.


De RP a 10 de Janeiro de 2012 às 13:03
Da newsletter do Cyril Despres
“I was on the rally route when I hit the mud hole and decelerated so hard I went straight over the handlebars! Then Paulo Goncalves got stuck and helped pull me out. I can’t thank him enough – he was a real gentleman."


De Francisca Prieto a 11 de Janeiro de 2012 às 16:56
Fernando,
Infelizmente situações deste tipo são hoje em dia prática comum não só no Dakar mas também, e desde há vários anos, em provas nacionais.
Há meia-dúzia de pilotos "como deve ser" e o resto é a selva em todo o seu esplendor. Vide Peterhansel, no dia a seguir, a albarroar (para não dizer atropelar) três ou quatro motards na passagem de um rio. Incroyable. Se não tivesse visto não acreditava.
Ainda por cima é um piloto que fez carreira como motard. Dá vontade de lhe partir a cara à chapada.

Já lá vão os tempos do Thierry Sabine, do romantismo dos privados, da entre-ajuda e de tudo isso que fez do Dakar uma prova de referência.
Agora é tudo muito feio e muito pouco desportivo.
É uma pena porque não tinha de ser assim.


De jfd a 11 de Janeiro de 2012 às 17:42
De acordo a 1000%


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