Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
por Luís Naves

João Pinto e Castro deve ser um grande democrata, para escrever isto. Bastava-lhe ter mudado de canal, mas não, era preciso amarfanhar a opinião da senhora, impedi-la de falar em público, humilhar e "desprezar" a sua adversária. Não bastava discordar dela.

Bem mais útil será olhar com muita atenção para este gráfico do Financial Times, visível neste post de Rui Rocha, em Delito de Opinião. Como comenta Helena Sacadura Cabral, no mesmo post, "que calafrio!"

Começo a acreditar que o cenário 1 vai superar o actual plano A (cenário 3).

 

Discordo desta opinião de Carlos Manuel Castro, em Câmara de Comuns. O facto é que os números disponíveis durante as campanhas eleitorais não se confirmaram. Por exemplo, em Espanha, houve um aumento de impostos depois de se saber que o défice orçamental de 2011 não era de 6% do PIB, mas de 8%. Um desvio de dois pontos. O mesmo sucedeu em Portugal.

Aventar faz aqui serviço público. O documentário é sobre a indústria petrolífera e a crise energética que se adivinha. Este tema vai dominar os próximos 50 anos e não pode ser excluída a possibilidade da nossa civilização não encontrar uma solução para o problema. Junte-se a isto a crise no actual modelo de capitalismo.

Discordo muitas vezes de João Miranda, mas tal como se vê aqui, é um autor heterodoxo, com invulgar capacidade de síntese. Depois de escrito, o argumento torna-se evidente. Por um lado, grita-se que a política tem de controlar a economia, mas quando surge um exemplo disso, logo surge a gritaria sobre os abusos das ligações partidárias.

Nunca tinha visto um governo que na prática está proibido de fazer nomeações políticas. A quantidade de nomeados é muito menor do que nos anteriores governos (os factos do Público desmentem o título), mas qualquer que fosse o número, seria sempre um escândalo.


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2 comentários:
De Ricardo Vicente a 16 de Janeiro de 2012 às 13:47
Uma coisa é a política dominar a economia. Outra coisa é a política imiscuir-se na economia. Dominar e imiscuir: duas coisas diferentes.

Há quem tente enganar os outros recorrendo a argumentos que, de tão complexos, causam o cansaço e a desistência intelectual do adversário.

Outros optam por um método mais difícil e brilhante de endrominar: reduzir as coisas a uma simplicidade absurda. Esta técnica é mais difícil, muito mais elegante e inteligente e é geradora de bom-humor. Por tudo isto, é também um recurso mais perigoso.


De Paulo a 16 de Janeiro de 2012 às 22:27
aa


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