Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
por José Adelino Maltez

Se eu fosse déspota iluminado durante 24 horas, obrigava toda a classe política a ler e a decorar três livros: o "Portugal Contemporâneo" de J. P. de Oliveira Martins; o "Vale de Josafat" de Raul Brandão; e o "Conta Corrente" de Vergílio Ferreira. Até os ministros que dizem não ser da classe política cresciam por dentro. Ninguém devia ser catedrático em contas sem antes seguir este ler e escrever. Também ninguém devia ser ministro sem fazer contas. Cada macaco no seu galho. Mesmo que não seja poleiro. O pior da história circula entre o historiador oficial e oficioso e o revisionismo histórico, do estalinismo e dos ex-estalinistas, em memorialismo de literatura de justificação, só porque muitos já não podem falar. O Estado de excepção é um conceito limite que se manifesta num caso limite onde a ordem jurídica não assenta numa norma, mas no monopólio da decisão, onde soberano é o que decide num Estado de excepção. Ora acontece que a excepção transformou-se em regra, o caso limite no caso normal, onde o soberano representa a história. Tem nas suas mãos o acontecimento histórico como se este fosse um ceptro. Cito Walter Benjamin, contra Carl Schmitt. Também Portugal tem falta de uma ideia radical de liberdade.


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