Sábado, 21 de Janeiro de 2012
por Luís Naves

Que grande frase de João Miranda, em Blasfémias: "a saída da crise é inconstitucional".

Já aqui escrevi que este governo parece estar proibido de fazer nomeações, ao contrário do anterior, que fez as que bem entendeu. Mesmo neste contexto, a perplexidade em relação à nomeação do novo presidente do CCB parece-me exagerada. Basta olhar para o currículo de Vasco Graça Moura, vencedor do Prémio Pessoa. Eduardo Pitta explica tudo muito bem.

Concordo totalmente com este post de Maria Teixeira Alves, em Corta-Fitas.

 

Bruno Sena Martins ironiza, em Arrastão, sobre João Proença. No que me diz respeito, Proença fez muito bem em negociar com o governo, pois pelo menos conseguiu que eu, trabalhador sindicalizado e contribuinte contumaz, além de otário especializado, trabalhasse MENOS meia hora por dia. Imagino que muitas empresas já estivessem a contar com a benesse.

A nova lei laboral, com pontos desfavoráveis a trabalhadores como eu, deve-se em grande parte a imposições feitas pela troika, sendo que a presença desta no país só se tornou necessária porque Portugal estava (e está) falido. Há muitos autores que continuam sem perceber esta verdade elementar. Estamos sob resgate, não há dinheiro.

O que não entendo são estas ideias peregrinas que nos podem levar à desgraça extrema. Se for confirmada a inconstitucionalidade do orçamento, haverá justa perplexidade dos nossos credores seguida de pânico e subida ainda maior das taxas de juro, Portugal ficará fora do euro, com maiores filas de desempregados que, felizmente para os autores desta iniciativa irresponsável, não terão de se preocupar mais com a dureza das leis laborais.


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