Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
por Luís Naves

Um excelente post de Rui Tavares sobre a União Europeia. O autor, que é também eurodeputado e sabe do que fala, faz um retrato impiedoso do "vazio político" da actual Europa.

Pedro Rolo Duarte em grande forma.

Esta pequena história contada por João Gonçalves, em Portugal dos Pequeninos, revela um grande senhor: Manuel António Pina.

Helena Matos, em Blasfémias, faz uma observação que também fiz com os meus botões: as notícias que davam como certo o "prejuízo" no dia de trabalho da terça-feira de carnaval ou são absurdas ou indicam que a função pública dá prejuízo ao país.

 

Este post de Priscila Rêgo em A Douta Ignorância explica de forma muito clara o dilema europeu na Grécia. Recomendo também a leitura deste post de Mr. Brown, em Os Comediantes.

Ainda sobre a Grécia, algumas sondagens citadas por Pedro Magalhães, em Margens de Erro. A segunda aponta para uma crise após as eleições, mas provavelmente exagera a queda do PASOK. Os partidos de esquerda contrários ao plano de resgate somam 42,5% do voto, mas a Esquerda Democrática, liderada por Fotis Kouvelis (que deverá ser a surpresa) tem uma posição com nuances e é menos radical do que Syriza ou o partido comunista.

A vitória será, tudo o indica, da Nova Democracia de Antonis Samaras; o que restar do PASOK, com nova liderança, terá interesse em viabilizar um governo. O LAOS de Giorgios Karatzaferis quase desaparece. Última nota: a UE quer tudo por escrito e terá a garantia dos partidos antes das eleições. Só depois chega o dinheiro. A propósito, 130 mil milhões é muito dinheiro, somados aos 100 mil milhões que os gregos já gastaram e aos 100 mil milhões perdoados. Como é que se pode falar em falta de solidariedade?

 


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4 comentários:
De João André a 14 de Fevereiro de 2012 às 13:26
«Como é que se pode falar em falta de solidariedade?»

Os 230 mil milhões não irão ser perdoados. Terão de ser devolvidos e com juros. É a mesma solidariedade do banco que empresta o dinheiro e depois fica com a casa em caso de incumprimento.


De Luís Naves a 14 de Fevereiro de 2012 às 16:31
100 mil milhões são perdoados. parece-me muito dinheiro. Os tais 230 têm taxas de juro bem inferiores às que a Grécia conseguiria no mercado. É um dos problemas das interpretações que tenho ouvido, parece que os gregos estão a ser esfolados mas é na realidade o empréstimo de dinheiro muito mais barato do que a Grécia teria (aliás, não haveria dinheiro disponível, nem caríssimo). E a partir da reestruturação, serão anos fora dos mercados, portanto, na dependência da disponibilidade dos parceiros.


De DEsconhecido Alfacinha a 14 de Fevereiro de 2012 às 14:42
"Este post de Priscila Rêgo em A Douta Opinião"

Perdão ?

(errare human est)


De Luís Naves a 14 de Fevereiro de 2012 às 16:35
Obrigado pela atenção. Já alterei. O blogue é A Douta Ignorância.


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