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Forte Apache

Só para recordar

Eurico de Barros, 22.02.12

José Afonso era um defensor da revolução armada, da ditadura do proletariado e dos princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical, glorificando a acção política violenta em várias das suas canções, nas quais propunha, por exemplo, "atirar aos fascistas de rajada". Empenhou-se no PREC ao ponto de se afastar da vida musical e andou envolvido nas demenciais campanhas de "dinamização cultural" do MFA. Cantou no RALIS na noite do 11 de Março, defendeu as arbitrariedades e ilegalidades da Reforma Agrária, esteve com os pára-quedistas de Tancos no 25 de Novembro, apoiou Otelo Saraiva de Carvalho e os presos terroristas do PRP. Só para recordar, agora que se assinalam os 25 da sua morte e muita gente vai associar a palavra "liberdade" ao nome de José Afonso.

2 comentários

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    Filipe Matos 24.02.2013

    Continua a surpreender-me o estado de alienação a que as pessoas chegaram mesmo quando têm preocupações políticas. Esta democracia precisa de levar uma volta, um bom abanão. Barricadas? Então mas o pessoal comunista ainda anda com estas manias? Eu compreendo, a ditadura do proletariado está-vos na génese. Mas acham mesmo que aquilo que nós, a classe operária, hoje precisamos de vós é o mesmo que precisávamos há cento e tal anos?
    Além disso, as incongruências do comunismo começam logo na raíz. Advogam o fim da exploração do homem pelo homem, mas parecem ignorar que o homem é, na verdade, explorado por si próprio ao basear toda a sua acção no "ter". Aliás o ideal comunista parece ter como motivação principal a igualdade no "ter", estando por isso, principalmente à luz dos nossos dias, perfeitamente desenquadrado. Isto bastaria para questionar o ideal comunista, mas vou mais longe. Um homem, por mais inteligente que seja é apenas um, e a interpretação que faz da sociedade é apenas a dele, por mais fundamentada que seja e por mais apoio que tenha. Não sou sociólogo nem coisa que o pareça, mas tentar fazer passar estudos socio-filosoficos por descobertas científicas exactas e universalmente verdadeiras é no mínimo pretensioso. Por isso mesmo, o comunismo é impossível (Proudhon e Marx se já fizeram as pazes não vão achar muita piada a isto).
    Por fim, devo dizer que, seja qual for a mudança social que se pretende levar a cabo, a via da revolução é quase sempre mais destrutiva e é sempre mais ineficaz que a da evolução. Para mudar uma sociedade são precisas pelo menos três gerações e se há pouca coisa que não se poderá decretar, substituir uma nação inteira é uma delas.
    Mesmo para terminar, deixo a minha homenagem ao Zeca Afonso, um grande artista. Ah! e tanto quanto sei o Zeca não ia muito nessa coisa de partidos políticos, portanto parem de tentar colar-se ao Zeca. Tentar moldar a história é uma coisa feia.
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