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Forte Apache

Só para recordar

Eurico de Barros, 22.02.12

José Afonso era um defensor da revolução armada, da ditadura do proletariado e dos princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical, glorificando a acção política violenta em várias das suas canções, nas quais propunha, por exemplo, "atirar aos fascistas de rajada". Empenhou-se no PREC ao ponto de se afastar da vida musical e andou envolvido nas demenciais campanhas de "dinamização cultural" do MFA. Cantou no RALIS na noite do 11 de Março, defendeu as arbitrariedades e ilegalidades da Reforma Agrária, esteve com os pára-quedistas de Tancos no 25 de Novembro, apoiou Otelo Saraiva de Carvalho e os presos terroristas do PRP. Só para recordar, agora que se assinalam os 25 da sua morte e muita gente vai associar a palavra "liberdade" ao nome de José Afonso.

2 comentários

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    João José Cardoso 23.02.2012

    Pedro Carvalho, contar a História à nossa maneira não a muda. A Festa da Flor não foi um espectáculo contra, quanto muito foi uma festa alternativa de final do ano lectivo (a "Semana Académica" também não foi uma Queima das Fitas). E nem é verdade que o Zeca tenha criticado a primeira serenata na Sé Velha, onde por acaso esteve gente como o Almeida Santos a cantar, e que por acaso foi organizada por uma DG da UEC.
    Quanto ao facto de no seu último concerto em Coimbra José Afonso ter cantado baladas (e não fados, que em Coimbra são cantados por futricas) de Coimbra, e ter publicamente defendido a canção coimbrã, contra a vontade dos que como eu não andavam para aí virados, também convinha não o omitir.
    Quanto ao post nem comento, vindo de quem vem é um belo elogio fúnebre.
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