Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
por José Meireles Graça

O problema: Portugal apresenta uma taxa de desemprego jovem de 31,5 por cento, sendo, no grupo dos Estados-membros abrangidos pelas equipas de acção, o terceiro pior, depois da Espanha (49,6) e Grécia (46,6 por cento).


Os recursos para resolver o problema: 14 por cento dos fundos atribuídos no quadro orçamental 2007-2013, que estão por atribuir e podem ser utilizados para ajudar as pequenas e médias empresas, responsáveis por 80 por cento dos postos de trabalho na União Europeia.


Os abrangidos: Eslováquia, Espanha, Itália, Irlanda, Grécia, Letónia, Lituânia e Portugal.


As soluções:  A promoção de estágios profissionais em áreas "relevantes para o mercado de trabalho", o apoio ao auto-emprego, o desenvolvimento de estratégias para reduzir o abandono escolar precoce ou a reforma da legislação laboral.


Os promotores: O projecto das equipas de acção foi apresentado, a 30 de Janeiro, pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, aos líderes da UE, durante um Conselho Europeu informal.


Os beneficiários políticos: Durão e Relvas, que se "preocupam", tentam "soluções" e, com o cenho franzido e o coração a sangrar, acham "dramática" a situação dos jovens sem emprego.


Os beneficiários: Os funcionários dos "grupos de trabalho" que vão enquadrar a burocracia que vai administrar a trapalhada; as agências e indivíduos que vão escabichar regulamentos, aprender truques e alçapões e cultivar relações para apresentar "candidaturas"; os cidadãos e empresas que virem as suas candidaturas aprovadas.


Os prejudicados: Os cidadãos e empresas que, por ignorância ou falta de meios, não apresentarem candidaturas; os que as apresentarem sem sucesso; as empresas que vão ser objecto de concorrência desleal por parte das que se movimentarem melhor nos corredores do Poder; o contribuinte europeu e português, objecto de extorsões para financiar fantasias.


A solução que não se vai seguir? Devolver o dinheiro aos Estados, na proporção do que contribuíram, para estes abaterem ao endividamento.


Mas isso não sustentaria burocracias inúteis, não ficaria bem nos discursos nem desarmaria manifestações.


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2 comentários:
De l.rodrigues a 23 de Fevereiro de 2012 às 19:48
O problema: não haver procura. Ponto.

A solução: abrir os cordões à bolsa, investindo. Como os capitalistas pela sua natureza não o fazem nestas alturas, têm que ser os estados a fazê-lo. Pronto.
Keynes está certo. Estava há 70 anos, e está agora.


De Vortex a 23 de Fevereiro de 2012 às 22:09
os índios jovens, tal como os seniores, são um peso morto para os contribuintes porque não sabem fazer nada de útil. 50% tem 4 anos ou menos de escolaridade


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