Vanessa Vanessa, como foste nessa de avacalhar esta música?
Se fosses cozinheira, farias uma omelette de coninhas de andorinha em vinho da Madeira e chamavas-lhe cozinha de autor; se fosses escultora enchias um armário com frascos de compotas e chamavas-lhe compotador; se fosses pintora punhas o teu gato a borrar uma tela com tintas e chamavas-lhe Regresso ao Futuro II; e se fosses escritora eliminavas a pontuação, a sintaxe e o senso para recobrir a vacuidade.
A modernidade, Vanessa, é aquilo que as gerações futuras reterão do nosso tempo; e isso não é o esterco.