Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
por Mr. Brown

Aqueles que citam abundantemente Paul Krugman e vilipendiam frequentemente Vítor Bento, vão pedir desculpa ao último ou deixar de citar o primeiro?


tiro de Mr. Brown
tiro único | comentar | gosto pois!

6 comentários:
De jfd a 28 de Fevereiro de 2012 às 09:24
Nem um nem outro. Não convém!


De l.rodrigues a 28 de Fevereiro de 2012 às 11:30
Vitor Bento acha que a Europa está certa.
Krugman acha que a Europa está errada.

O que Krugman diz enquadra-se naquilo que ele considera ser o espaço de manobra de um país periférico, sem moeda e sem soberania. Não está a considerar as opções todas, apenas aquelas que são possiveis mantendo tudo como está. Mas reconhece que está tudo mal.

Ele não deixa de dizer que era melhor que a Alemanha aumentasse os seus salários, para ter o mesmo efeito de competitividade da periferia.

E Vitor Bento?


De Mr. Brown a 28 de Fevereiro de 2012 às 12:07
Vítor Bento foi vilipendiado por defender a baixa de salários - não por outra coisa qualquer -, Krugman deixou óbvio que, na opinião dele, não nos resta outra solução que não essa - repito: deixou óbvio, desta vez não há interpretação que possa contestar tal coisa. Essa coisa do: esta é a solução possível «mantendo tudo como está» na Europa, la palice não diria melhor: o Vítor Bento também diz que se a Alemanha pagasse a conta não estariamos na situação em que estamos.


De l.rodrigues a 28 de Fevereiro de 2012 às 15:24
Quando Krugman diz que preferiria que fosse a Alemanha a aumentar os seus trabalhadores, deixa clara uma posição política. Ou seja, para o mesmo objectivo económico, ele acredita mais num caminho que noutro.
Vitor Bento, não. Ou ele também defendeu o aumento salarial dos alemães?
Há diferentes posições políticas e ideológicas. E outros governantes em Portugal, se tivessem as ideias no sítio e tintins também, poderiam defender as outras políticas.
Umas que são melhores para nós e para a maior parte dos alemães.


De Mr. Brown a 28 de Fevereiro de 2012 às 17:12
Subir salários na Alemanha implica serem os alemães a perder competitividade para aproximarem-se do nosso nível - o que significaria ter a zona euro enquanto um todo a perder competitividade face ao resto do mundo. Krugman, que não é parvo, sabe que isso nunca acontecerá dessa forma e não vale a pena insistir no contrário - até porque pela dimensão portuguesa ou grega (os países da zona euro onde o desajustamento salarial é maior), nunca se justificaria que toda a área euro ajustasse o nível salarial por causa destes países (sinceramente que não compreendo, é assim tão difícil perceber isso?). Os alemães podem e devem dar uma ajuda, mas grande parte do esforço de ajustamento terá sempre de vir da nossa parte e não vale a pena insistir no contrário. E quem tiver opinião diferente deixe de formatar a opinião do Nobel só para coincidir com algumas teorias fantasiosas que por ai andam. Acrescente-se que essa coisa das «ideias no sítio e tintins» faz parte do discurso fantasioso que refiro. Peço-lhe que, pelo menos a mim, poupe-me a esse discurso (é difícil de compreender que é mirabolante andar a pedir aos nossos políticos que queiram arrumar a casa europeia antes de arrumarem a própria casa?). Há uma realidade exterior a Portugal que influenciamos em muito pouco, portanto tratemos de fazer o nosso trabalho de casa com base no que é a nossa capacidade de acção. Aquilo que é o melhor para a maior parte dos alemães caberá aos alemães decidir.


De l.rodrigues a 28 de Fevereiro de 2012 às 17:57
E portanto, se uma boa parte da desarrumação da nossa casa foi imposta pela Europa, devemos simplesmente ignorar isso. Ok. Não o maço mais.


comentar tiro

Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds