Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
por Pedro M Froufe

Passos Coelho defendeu a ideia de que o Estado, mais do que prestador directo de serviços (no fundo, "Estado-fornecedor"), deve assumir-se como um "Estado-garantia". Esta ideia-chave é fundamental, no âmbito das discussões mais ou menos académicas, mais ou menos políticas-operativas, sobre o Estado/respectivas funções e natureza. Ademais, é conciliável com a tradição europeia de "Estado-Providência" (melhor, poderá ser a única forma viável de, agora, garantir-se a respectiva subsistência). Pese embora, no que respeita aos exemplos/sectores escolhidos para ilustação desta ideia (Saúde e Educação), dificilmente e segundo o que se depreende das palavras do próprio Primeiro-Ministro, o Estado poderá deixar de ser fornecedor. Diríamos, com uma especial garantia de qualidade do respectivo fornecimento.

 

Esta ideia é fundamental e é aquela que poderá ter mais implicações estruturais/ser um contributo mais decisivo para um novo paradigma (... lá vem o velho e gasto, nos dias que correm, chavão!) de Estado.

 

Aposto, contudo, que aquilo que vai chamar mais a atenção dos jornais e suscitar mais manchetes será a questão da redução do número de deputados! Como já se vê, aqui, pelo título desta peça ("Passos Coelho quer menos deputados...")

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