Terça-feira, 6 de Março de 2012
por José Adelino Maltez

Ao ler o amplificador de voz que transformou um amigo meu, de há muitos anos, na caricatura deste e de anteriores situacionismos, do passismo ao socratismo, eu apenas posso dizer que me tenho cruzado em vários órgãos de comunicação com esse jornalista desde o guterrismo, no tempo do "Euronotícias", quando ele entrava na sua maturidade de carreira de quase duas décadas. Raramente estivemos em campos comuns de apoio aos sucessivos situacionismos, incluindo aquele que um anterior situacionista do cavaquismo e do maneleirismo, agora, zurze. Por acaso, até colaborámos, ao mesmo tempo, num blogue que a máquina de propaganda socrática qualificava como passista, onde eu dei mostras, por escrito, de não alinhamento com aquele que é, no presente, o nosso primeiro. Posso testemunhar que nunca notei qualquer sinal de estar perante um agente da máquina de propaganda encoberta, apesar de não disfarçadas convicções e simpatias. Julgo que a utilização das habituais teorias da conspiração não é boa conselheira para todas as formas pretéritas e futuras do multiforme situacionismo, incluindo as do neodogmatismo pretensamente antidogmático. E como os amigos são para as ocasiões, até me lembro de, em certa ocasião, esse meu amigo jornalista ter sido atacado por um ilustre hierarca do antecedente situacionismo em nota oficiosa, só porque o permanecente poder instalado o considerou passível do crime de ser meu amigo. Por isso, daqui vai um grande abraço para o Francisco Almeida Leite e uma farpazinha ideológica: foi pena que Karl Marx não escrevesse um volume especial do "Das Kapital" sobre a principal força da história, principalmente a lusitana, até nos dias que correm, isto é, para a última palavra d' "Os Lusíadas": a "enveja". Porque as ideologias passam, os situacionismos sucedem-se e as metodologias do ocultismo permanecem. O Francisco é um excelente jornalista!


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2 comentários:
De gugas a 6 de Março de 2012 às 20:08
Muito bem, senhor professor!


De weber a 6 de Março de 2012 às 22:06
Mas escreveu o Marc Ferro, um interessante quanto vantajoso livro, sobre o papel do "Ressentimento na história".
Quanto ao Marx era "bué" de invejoso e mau carácter ( o que disse e escreveu sobre os judeus é do dominio da paranóia, ele que nasceu filho de Rabi e Mordicai...).
Abraço para o meu amigo e para o jornalista Francisco Almeida
Leite, honrado e probo, que não conheço, mas que merecendo um terceiro volume do "Das Kapital"...é pessoa de mor respeito.


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