O governo de Passos Coelho desembaraçou-se bem da questão do QREN, ao conseguir impor, aos interesses e corporações instaladas à mesa dos subsídios europeus desde o governo de Sócrates que, a partir de agora, o acesso aos mesmos subsídios teria de se enquadrar no interesse nacional. Utilizando um termo caro a José Adelino Maltez, o situacionismo foi forçado a vergar-se. Foi um ponto crítico bem ultrapassado, apesar da campanha que a imprensa e os canais de informação instalados nas redacções de alguns jornais tentaram transformar numa crise governamental.
A questão do monopólio da EDP e dos seus interesses desproporcionados (preços excessivos, lucros excessivos), afectando economicamente as empresas e famílias portuguesas, é mais um ponto crítico que, depois de atingir o Governo, está a afectar a base eleitoral do PSD. Vítor Gaspar garantiu que seriam alteradas as condições contratuais actualmente existentes. Aconselho cumprimento da promessa, porque a solução é só uma e perfeitamente clara: argumentando o que queiram argumentar, o Governo terá de defender os consumidores portugueses da sobranceria da EDP, diminuindo os custos da energia.
Paralelamente, a solução dos contratos leoninos assinados pelo anterior governo com as PPP's, com dolo para o bem público, é outro ponto crítico. E o que mais tem impacto, a médio e longo prazo, na austeridade agora imposta aos portugueses. A solução também é clara: renegociação dos contratos com os mesmos argumentos políticos que sustentam as medidas excepcionais que os portugueses, nos seus rendimentos e impostos, estão a sofrer para ajudar o país a ultrapassar a situação económica em que Sócrates nos deixou atolados. E, neste caso, aprofundando juridicamente o dolo dos fautores de acordos que permitiram que os interesses privados se sobrepusessem ao interesse público, transformando em arguidos todos os que prejudicaram o Estado português.
É nestes pontos críticos que muitas vezes a percepção de um Governo se deteriora.
Ou aumenta a sua base de apoio.
De k. a 15 de Março de 2012 às 09:56
O governo não se desembaraçou do QREN, desembaraçou-se do Álvaro. O QREN serve para o tio gaspar ter umas poupanças, porque vai deixar de "existir".
A EDP demonstra que o governo baixa as calcinhas ao PCP. Perdão, PCC (Partido Comunista Chinês), com a sua politica de dividendos e de manutenção dessas rendas - diga-se de passagem, que a EDP não é a unica que aufere destas, algumas fazem sentido. Umas que são bastante excessivas são as da cogeração, mas essas o ggoverno jáaaaaaaaa aumentou.
Já agora, pode deixar aqui a sua morada? Para eu lhe enviar um peluche do socrates, claramente vocÊ tem saudades
Em relação ao conteúdo do primeiro comentário, faço minhas as palavras de Vasco da Graça Moura.
Em relação à má educação do mesmo, não faço comentários.
« A governação socialista conduziu o país à catástrofe. Durante o processo sinistro desse descalabro, fez orelhas moucas às advertências, às análises, aos alertas, aos sinais de alarme que chegavam de todos os lados e vaticinavam o que ia acontecer.
Isto poderia ser um mero sintoma de estupidez ou de obstinação. Não foi. A mesma governação socialista insistiu reiteradamente em que as coisas estavam em melhoria crescente, o que era falso, como era do conhecimento pleno dos seus responsáveis. Por isso, a governação socialista pode ser caracterizada como uma enorme fraude política assente na manipulação desenfreada e intencional da opinião pública.
Ora não me lembro de ver nenhum dos garnizés de serviço à propaganda e à concretização da governação socialista aparentar qualquer espécie de inquietação, apreensão ou simples prurido, quanto ao caminho que estava a ser seguido e quanto ao que de há muito se antevia que ia acontecer a Portugal, tão certo como dois e dois serem quatro. Foram solidários, sim, mas com a construção do plano inclinado e a exploração sem escrúpulos das vias para o desastre. Não se preocuparam com a ruína do país, nem com o cortejo de desgraças que a acompanhava.
Essa atitude mental e comportamental prolongou-se com a passagem à oposição, que vem sendo feita da maneira mais insolitamente superficial e demagógica, insistindo em levar à conta do Governo actual o que mais não é do que o resultado da irresponsabilidade do Governo que o antecedeu. E com o picante de recorrer a pretextos de ataque político de que nem um atrasado mental lançaria mão. Tricas, questiúnculas verbais, arrazoados patéticos e inconsistentes - é isto e não passa disto a oposição socialista que temos, incapaz de fazer mea culpa e sem inteligência nem ideias para fazer coisa diferente. A governação socialista transformou Portugal numa porcaria e esse é o seu principal título de glória. A oposição actual morre de saudades.
Essas criaturas, que nunca ousaram levantar um dedo para denunciar o que estava a acontecer e viveram muito bem nessas digestões do seu silêncio calculista, vêm agora com trejeitos de virgens ofendidas, eriçar-se contra o Presidente da República. A velhacaria envolve uma grotesca tentativa de branqueamento da governação mais desastrosa que atingiu Portugal e da incapacidade mais pantomineira de ser oposição nos tempos que correm.»
Vasco Graça Moura
De k. a 15 de Março de 2012 às 16:31
Bem, ao Graça Moura deram o CCB, que tacho o espera a si?
ah espere, este governo não é de boys e essas coisas, menos um ou dois, mas isso é pentelhos
De
jfd a 15 de Março de 2012 às 12:49
Quem leu este comentarista e quem o lê.
Que engraçado.
O PM é claro acerca das rendas.
A questão do QREN é clara também.
Os líderes estão bem e recomendam-se.
Quando estiverem mal são substituidos. Sem espinhas nem espectaculos!
O protagonista é Portugal e não as pessoas.
O que interessa é combater a crise e não os casos e não casos que alimentam quem tem sede de confusão como o senhor k
:P
De k. a 15 de Março de 2012 às 16:29
"Quem leu este comentarista e quem o lê.
Que engraçado."
O mesmo pode ser dito de ti :P
comentar tiro