Sexta-feira, 16 de Março de 2012
por jfd

Sendo um fanático pelo politico made in USA, aliás como o meu caro colega de forte Francisco, não poderia deixar de comentar a recente adaptação do livro Game Change ao pequeno grande ecrã.

Delirei, como é claro, com o relato de David Plouffe sobre as marcantes eleições de 2008. Uma visão muito democrata e com todos os detalhes possíveis de relatar que me remeteram para aqueles tempos de mudança e luta política renhida. Partilho também a leitura que teve o meu caro Nuno Gouveia do mesmo livro. Caro este, que escreve no Era Uma Vez na América e que é um blog obrigatório para pessoas que partilhem da minha patologia.

Depois com a leitura de Game Change, tive uma visão mais ampla da coisa. Confirmei as coincidências e preenchi os vazios. Fui um insider e partilhei aquelas eleições com aqueles protagonistas. Voltei ao passado e senti na pele da imaginação a pertença no espaço em que comentaram Keith Olbermann, Bill O'Reilly, Rachell Maddow, Sean Hannity ou o respeitável e infelizmente já falecido Tim Russert do Meet the Press, entre muitos outros que são actores num palco que muito me ensina e diverte (ênfase aqui!).

 

Mas o assunto aqui é TV, e foi a TV que já me tinha dado a ver o espectacular filme sobre a recontagem de votos Bush vs Gore na Florida, que me trouxe, pelas mãos do mesmo realizador, o Game Change. E ainda bem que assim foi. Está muito bom e é um excelente pedaço de televisão. Para junkies como eu então, viciante e demasiado excitante para ser visto com quem não partilha nem um pouco da experiência e paixão.

 

Claro que para muitos o expoente máximo é uma Julianne Moore que interpreta Sarah Palin como nem Tina Fey o fez nos divertidos momentos de SNL. Mas o filme é muito mais que isso. É sobre o processo, é sobre McCain e os seus assessores e como lidaram com a escolha para VP. Principalmente a personagem de Woody Harrelson, Steve Schmidt - o estrategista principal e a forma como lida com todas as nuances que advêm da escolha de Palin. Este foi recrutado para a campanha por um McCain moribundo mas que rapidamente ganhou fôlego, a nomeação e, com a escolha de Palin para VP, ganhou um balanço cujo o resto é história.

Recomendo.

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1 comentário:
De Nuno Gouveia a 17 de Março de 2012 às 01:13
Muito obrigado, pela parte que me toca :)

Também já tive a oportunidade de ver o filme e gostei bastante. E também já tinha gostado bastante do Recount. Apesar das criticas de John McCain (que até sai bastante favorecido do filme) e de alguns conservadores, e mesmo de alguns aspectos que o relato não será fidedigno, acredito que conta uma história muito semelhante ao que realmente aconteceu. Além que sou um grande admirador do Mark Halperin. Do John Heilemann, confesso que não tanto :)

E grande Tim Russert: penso que não há ninguém na actualidade jornalismo político americano como ele. Faz muita falta as suas entrevistas "assassinas" que fazia ao Domingo.

Um abraço.


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