Segunda-feira, 19 de Março de 2012
por José Meireles Graça

Marcelo é assim: Deus livra-o de ferir alguma susceptibilidade, ser claro ou original, afastar-se do mainstream das ideias da moda ou não recomendar um dos numerosos livros dos quais leu a badana; simpatiza com dois clubes de futebol, mas tem a maior estima pelos restantes; não é de esquerda, nem verdadeiramente de direita, antes pelo contrário; era contra o abortamento, desde que não fosse penalizado; e é claramente a favor de uma facção do PSD, que às vezes sabe qual é.


Nesta notícia Marcelo critica o prémio de Mexia na EDP, mas vai logo acrescentando que "independentemente do mérito da gestão, que não está em causa, independentemente dos lucros que tenham existido, independentemente dos resultados da privatização do ponto de vista financeiro".


Cabe perguntar: Se nada disso está em causa, por que razão o prémio se não justifica? Marcelo explica que "certas empresas funcionam como se estivessem noutro país. Como se o país não estivesse a viver as dificuldades que está a viver. Acho que isso é muito negativo".


O que eu acho negativo é que a EDP funcione tão como estando no nosso País; que os seus lucros saiam não da eficiência que não tem, mas tanto da concorrência a que não está exposta; e que Mexia, em vez de ganhar o que nunca demonstrou merecer, não ganhe o que é devido a outro qualquer político servidor do Estado em funções de topo - que é o que Mexia nunca deixou de ser.


Isto Marcelo não diz. Podia alguém não gostar, e Marcelo é extremamente gostável. Que Deus assim o guarde por muito tempo, para nosso entretém.


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