Quinta-feira, 22 de Março de 2012
por Francisco Castelo Branco

Se duvidas houvesse em relação ao fiasco da greve, esta notícia diz tudo.

Se nem a Soflusa ou a Transtejo aderiram à greve, é porque esta foi mal planeada e surge num momento inoportuno. Concordo com o que aqui foi dito. Esta greve foi uma forma de Arménio Carlos dizer presente e marcar a diferença logo no início do seu mandato. Em termos políticos, é errado convocar duas greves num espaço de seis meses. Normalmente, elas aparecem no espaço de um ano, e quando a situação do país é dificil estando o governo em queda, na opinião pública e nas sondagens. Neste momento, o governo ainda tem uma margem de manobra tanto na população como nas sondagens.

No entanto, a grande questão tem a ver com o facto das pessoas terem percebido que o facto de trabalharem lhes garante um sustento. Seja ele pouco ou quase nada. Assim, numa altura destas ninguém arrisca ficar em casa e protestar contra medidas de austeridade inevitáveis.

A luta do secretário-geral é política. A dos trabalhadores é a própria sobrevivência e das respectivas familías.

Esta greve vai ficar na história pelo seu fracasso.

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